Cneu Fúlvio Máximo Centúmalo () foi um político da gente Fúlvia da República Romana eleito cônsul em 298 a.C. com Lúcio Cornélio Cipião Barbato. Ele ou um filho dele foi ditador em 263 a.C..
Primeiros anos Era membro da gente plebeia Fúlvia.Smith, pg. 667 Ele aparece pela primeira vez em 302 a.C., servindo como legado nas campanhas do ditador Marco Valério Corvo na guerra contra os etruscos.Broughton, pg. 170
Consulado (298 a.C.)
Em 298 a.C., Ápio Cláudio Cego e Públio Sulpício se tornaram interreges por razões desconhecidas. Sulpício realizou uma eleição, que elegeu Lúcio Cornélio Cipião Barbato e Cneu Fúlvio Máximo Centúmalo.Lívio, Ab Urbe condita X, 11 Os lucanos falaram perante o Senado para reclamar que os samnitas estavam devastando seu país e pediram a proteção de Roma em troca de um tratado e reféns. O Senado concordou depois de algumas deliberações e enviou embaixadores para pedir que os samnitas se retirassem da Lucânia. Encontrando o exército samnita, os embaixadores foram informados que se levassem essa demanda até Sâmnio sairiam com vida; consequentemente, o Senado declarou guerra. No sorteio para decidir qual o cônsul que lideraria qual a campanha, Barbato foi o escolhido para ir para a Etrúria e Centúmalo deu início às hostilidades da Terceira Guerra Samnita.Lívio, Ab Urbe condita X, 12, 3; 9
Os romanos venceram os samnitas em Boviano e, pouco depois, capturaram Aufidena.Lívio, Ab Urbe condita X, 12 Retornando a Roma, Cneu Fúlvio ganhou um triunfo.Lívio, Ab Urbe condita X, 13Arnold, pg. 326
Porém, os Fastos Triunfais indicam que ele recebeu triunfos por suas vitórias tanto em Sâmnio quanto na Etrúria enquanto Frontino afirma que ele esteve na Lucânia. Para complicar ainda mais o assunto, o epitáfio de Lúcio Cornélio indica que foi ele que venceu em Sâmnio, provavelmente neste ano.Broughton, pg. 174 Segundo o historiador S. P. Oakley, Lívio provavelmente confundiu os teatros de operações e Centúmalo teria, na realidade, vencido em suas lutas contra os sabinos.Oakley, pg. 32
Anos seguintes Em 295 a.C., no auge da guerra, Centúmalo foi um de vários ex-cônsules nomeados propretores ocupando a posição como um "privatus cum imperio" à frente de vários exércitos.Oakley, pg. 282 Centúmalo e suas legiões foram estacionadas em território falisco com ordens de defender a passagem ao longo do Tibre e manter as linhas de comunicação abertas entre os exércitos ofensivos e Roma.Oakley, pg. 274Arnold, pgs. 337-338 Problemas na frente de batalha fizeram com que os cônsules ordenassem que Centúmalo marchasse com Lúcio Postúmio Megelo contra Clúsio, uma tática que visava forçar os etruscos a recuarem suas forças para longe de Sentino.Oakley, pg. 292Broughton, pg. 178 Enquanto Megelo foi enviado de volta a Roma, Centúmalo invadiu a Etrúria e passou a devastar o território. Quando as cidades de Clúsio e Perúsia enviaram exércitos para acabar com a sua tática destrutiva, Centúmalo rapidamente derrotou-as.Arnold, pg. 345 Depois disto e da decisiva vitória romana na Batalha de Sentino, Centúmalo foi também convocado a Roma e seu exército foi debandado.Arnold, pg. 346
A menção final a Centúmalo foi seu anúncio como ditador "clavi figendi causa", em 263 a.C., logo depois do início da Primeira Guerra Púnica, para realizar o ritual no qual se pregava o clavus annalis. Sua tarefa era mobilizar os recursos do estado para permitir a criação de uma marinha, necessária se os romanos pretendiam levar com sucesso a guerra até Cartago.Broughton, pg. 204Arnold, pgs. 571-572 Quinto Márcio Filipo foi seu mestre da cavalaria (magister equitum).
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século IV a.C. Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século IV a.C. Categoria:Mortos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Fulvii Categoria:Comandantes da Primeira Guerra Púnica Categoria:Terceira Guerra Samnita Categoria:Romanos envolvidos nas Guerras Púnicas Categoria:Propretores da República Romana