Lúcio Papírio Cursor () foi um político da gente Papíria da República Romana, eleito cônsul por duas vezes, em 293 e 272 a.C., com Espúrio Carvílio Máximo nas duas vezes. Era filho de Lúcio Papírio Cursor, cinco vezes cônsul, e irmão de Lúcio Papírio Cursor, censor em 272 a.C..
Primeiro consulado (293 a.C.)
Foi eleito cônsul com Espúrio Carvílio Máximo em 293 a.C.Lívio, Ab Urbe condita X, 38. Os dois invadiram Sâmnio, onde Papírio tomou Durônia.Lívio, Ab Urbe condita X, 39. Em seguida, montou seu acampamento em frente do exército samnita, perto de Aquilônia, a alguma distância do acampamento de Carvílio. Passaram-se vários dias até que Papírio decidisse atacar o inimigo e um acordo entre os dois cônsules definiu que Carvílio atacaria Comínio que Papírio atacaria os samnitas na Batalha de AquilôniaLívio, Ab Urbe condita X, 42. para evitar que estes conseguissem qualquer tipo de ajuda da cidade. Papírio conseguiu, desta forma, uma brilhante vitória, graças principalmente a sua cavalaria, que forçou os samnitas a abandonarem seu acampamento.
Apesar disso, a luta contra os romanos continuou e Carvílio foi atacado perto de Herculano, mas sem consequências, pois os romanos, logo em seguida, recuperaram a vantagem. Depois de Aquilônia, Papírio cercou e conquistou a cidade samnita de Sepino.Lívio, Ab Urbe condita X, 45. De volta a Roma, Lúcio Papírio celebrou um magnífico triunfo pela vitória contra os samnitas.Lívio, Ab Urbe condita X, 46. Porém, as tropas ficaram insatisfeitas, pois esta magnificência deve-se ao fato de ele não ter distribuído quase nada entre as tropas, ao contrário de Carvílio.
Logo depois, dedicou o Templo de Quirino, que seu pai havia jurado, e o decorou com um "solarium lioroloyium", um relógio de sol, o primeiro exposto publicamente em Roma.
Segundo consulado (272 a.C.) Foi eleito cônsul novamente em 272 a.C., novamente com Espúrio Carvílio Máximo. Por causa de suas façanhas em seu primeiro consulado (293 a.C.), eram considerados os únicos homens capazes de encerrar definitivamente a desgastante luta contra os samnitas. E, efetivamente, samnitas, lucanos, brútios se viram obrigados a se submeter a Roma. Mas não sobreviveram relatos sobre como estes povos foram subjugados. Ao regressar a Roma, Papírio celebrou um novo triunfo e, depois deste evento, não há mais notícias sobre ele.Lívio, Ab Urbe condita X 9, 38, 39-47Zonaras VIII 7Paulo Orósio III 2, iv. 3Frontino, De Aquaed. I. 6, Stratey. III. 3Plínio, História Natural VII 60, XXXIV. 7Niebuhr, História Romana III pp. 390, & c, 524, & c. Cercou Tarento, que se rendeu aos romanos.Plínio, História Natural VII 213.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século IV a.C. Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século IV a.C. Categoria:Mortos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Terceira Guerra Samnita Categoria:Papirii