Urbano José de Sousa Loureiro (Porto, 30 de agosto de 1845 — Matosinhos, São Mamede de Infesta, 10 de junho de 1880), conhecido como Urbano Loureiro, foi um farmacêutico, jornalista, cronista, escritor, dramaturgo e poeta português.Hemeroteca Municipal de Lisboa: Os Ortigões.A infâmia de frei Quintino.

Biografia Nasceu na cidade do Porto, filho de Francisco José de Sousa Loureiro, natural de Viseu, cirurgião, casado com D. Guilhermina Luísa Soares Ribeiro, natural do Porto. Foi irmão do pintor Artur José de Sousa Loureiro.Fernando de Pamplona, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, 2.ª edição, vol. III, p. 241.

Completou, com distinção, o Curso de Farmácia da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, mas a doença não o deixou fazer o Curso de Medicina, como tencionava.

Entregou-se ao Jornalismo Político, estreando-se no periódico de crítica Salamalek, onde revelou logo a sua extraordinária combatividade. Para defesa das Ideias Democráticas, fundou o Diário da Tarde, com Guilherme Braga, Borges de Avelar e Agostinho Albano, onde se distinguiu nas polémicas com vigorosos adversários. Em 1874, fundou no Porto o jornal da tarde A Luta, onde continuou as suas campanhas.

Redigiu, ainda, outras publicações, como: Bocage, jornal de crítica, de 1865 a 1867, e, no ano seguinte, um anuário com o mesmo nome Os Gafanhotos, revista mensal, 1868 O Japonês, anuário, 1872 Vespas e Mariposas, publicação trimensal, Lisboa, 1874 Os Ortigões, mensário satírico, do qual se publicaram oito números e um almanaque, 1876-1877, e Tam-Tam, anuário humorístico, 1879

Conquistou, rapidamente, um lugar proeminente no Jornalismo, como polemista vigoroso, cáustico e agressivo, desenvolvendo a sua prodigiosa actividade em crónicas, contos, folhetins e críticas, que abrangeram todas as questões de Religião, Política, Literatura, Teatro, Costumes e factos salientes da vida nacional de Portugal.

Foi longa a série dos seus trabalhos, entre os quais se citam: Perfis Burlescos - Estudos Contemporâneos, Porto, 1860 Questão do Palheiro - Coimbrões e Lisboetas, Porto, 1866 Pataratas - Esboços a carvão, Porto, 1869 Um Punhado de Verdades, Porto, 1870, opúsculo que provocou reacções Os Anónimos, Porto, 1870 Os Ridículos - Estudos humorísticos e de fotografia, Porto, 1874 Os Hipócritas - A Infâmia de Frei Quintino - Romance de uma família, Porto, 1878

Escreveu, também, as seguintes peças: Lua de Mel, comédia em um Acto Viriato ou as carnificinas do Amor, tragédia burlesca Entre Marido e Mulher, comédia em um Acto Boémios de Paris, tradução todas estas foram representadas no Teatro Baquet, do Porto Europa na China, drama, representado no Teatro do Príncipe Real, e Vítimas e Algozes, drama em cinco Actos, representado no antigo Teatro da Trindade, do Porto Os Guardas do Rei de Sião, opereta, com música do Maestro Franchini

Ficaram inéditas: Como se Vinga um Homem, comédia em um Prólogo e três Actos Na Maria da Fonte, drama em três Actos O Amigo Fortunato, comédia em um Acto, e O Excomungado, drama

Deixou, também inéditos: Rivais Burlescos, poesias, e Os Meus Papéis, poesias

Referências

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