Tom Campbell Clark (Dallas, 23 de setembro de 1899 – Nova Iorque, 13 de junho de 1977) foi Procurador-geral dos Estados Unidos de 1945 a 1949 e um Juiz Associado da Suprema Corte dos Estados Unidos de 1949 a 1967.
Primeiros anos e carreira Clark nasceu em Dallas no Texas, em 23 de setembro de 1899, filho de Virginia Maxey, e William Henry Clark. um formando no Dallas High School, ele serviu na Guarda Nacional do Texas na infantaria em 1918; depois disso ele estudou direito, recebendo seu diploma na Escola jurídica da Universidade do Texas em 1922. Ele era um membro da fraternidade Delta Tau Delta, e mais tarde serviu como o presidente internacional da fraternidade. Ele iniciou sua carreira jurídica em Dallas de 1922 a 1937, mas deixou a advocacia privada por um período para servir como Advogado distrital da cidade de 1927 to 1932.
Clark, um democrata, se juntou ao Departamento de Justiça em 1937 como um assistente especial do procurador geral, trabalhando na seção de contenção ao risco de guerra. Ele mais tarde foi promovido a seção antitruste, em 1940 ele foi enviado para gerenciar o departamento antitruste da costa oeste. Quando os japoneses atacaram Pearl Habor no ano seguinte, Clark foi nomeado pelo procurador-geral, Francis Biddle como o coordenador civil do Programa de Controle de Inimigos Estrangeiros. Ele trabalhou junto com o General John DeWitt, o líder das forças militares da costa oeste, assim como o seu futuro colega na Suprema Corte, Earl Warren, que era procurador geral da Califórnia, e outros oficiais federais e estaduais que lideravam a interrogação dos Nipo-americanos. As ações iniciais envolveram políticas de exclusão dos nipo-americanos de áreas designadas pelos militares como proibidas, seguido da evacuação das "áreas críticas,” e a realocação a força para campos de prisão.
Clark não estava diretamente envolvido na realocação de Nipo-americanos para campos de prisão, sendo realocado para Washington em maio de 1942, mesmo tendo reconhecido que o programa de realocação era um erro. Em 1943, Clark foi promovido a Procurador-geral assistente para antitruste, e acabou se tornando o líder da Divisão criminal do Departamento de Justiça. Clark também foi nomeado para liderar uma nova unidade para fraudes de guerra, criada para investigar e punir a corrupção nos contratantes do governo. Durante esse período, ele trabalhou perto de Harry Truman, cujo comitê estava investigando crimes de guerra.
Procurador-geral dos Estados Unidos left|thumb|Tom C. Clark (o segundo ao lado do presidente a direita) no gabinete de Truman em 1945 Uma das primeiras mudanças do presidente Truman no gabinete que herdou de Franklin Roosevelt foi a nomeação de Tom Clark como procurador-geral em 1945, uma troca feita em parte devido a relação pessoal e profissional dos dois homens. A cobertura da mídia a nomeação de Clark foi geralmente favorável, e refletiu nas habilidades políticas e jurídicas de Clark. Um pequeno artigo da revista Life declara, “Ele é um bom juiz e um bom advogado, mas o maior de tudo, ele é um bom político”.
Como procurador-geral, Clark inicialmente continuou a focar no bom trabalho do departamento em investigar crimes de guerra to focus a good, assim como resolvendo as violações antitruste. Clark e a Casa Branca também desafiaram John Lewis, o líder da União dos Mineiros Unidos, que estava planejando uma greve nacional. Focando-se nas ordens de Truman para proibir greves contra as instalações governamentais, a batalha legal de Clark com Lewis culminou em um caso da Suprema Corte, no qual ele argumentou com sucesso, e a corte deu citações contra o líder da união.
Logo no início de sua administração como procurador-geral, Clark iniciou uma campanha contra a delinquência juvenil, enfatizando a importância de reabilitação e educação e de implementação de mudanças nas cortes federais, incluindo a liberdade condicional nos primeiros crimes para os jovens. Ele fez uma conferência nacional na Casa Branca sobre o tópico e criou a Comissão Nacional para a Delinquência Juvenil, selecionando uma jovem inexperiente, mas bastante conectada com o assunto, Eunice Kennedy para administrá-la.
Clark teve um papel importante apoiando os esforços pioneiros de Truman nos direitos civis, ajudando a colocar o poder do governo federal nos esforços dos direitos civis. Em resposta a raiva e desgosto de Truman com os ataques violentos da Ku Klux Klan aos soldados negros que retornaram da guerra, Clark começou a dar as respostas do governo federal, aumentando as investigações e, em alguns casos, uma apresentação sem precedentes de acusações federais. Clark também iniciou uma estratégia legal agressiva e inovadora da apresentação de amicus (amigo do tribunal) peças processuais em casos federais de direitos civis, que sinalizou um papel novo e mais engajado para o governo federal. O mas importante dos esforços que fez foi o caso Shelley v. Kraemer (1948), ajudando a convencer a corte a atacar os pactos radicais nos contratos imobiliários restringindo a venda de propriedades aos negros. Clark também ajudou na criação da comissão federal dos direitos civis. A comissão lançou uma declaração influenciável, "Para assegurar esses direitos" que provinha 35 recomendações, incluindo o fim da segregação, eliminação nas taxas de votação, criação de uma lei para proteger os direitos do voto, e a criação de uma divisão dos direitos civis no departamento de justiça. A declaração teve uma importante influência nos direitos civis provendo, como Clark mais tarde declarou, “um modelo de quase tudo que tem sido feito na área dos direitos civis desde aquela época.”
Durante os seus anos como procurador-geral, que coincidiram com os primeiros anos da Guerra Fria, Clark foi responsável por desenvolver e implementar muitas das políticas anti-comunistas agressivas de Truman, incluindo a Ordem Executiva 9835 que garantia a lealdade dos funcionários federais, e a lista do procurador-geral das organizações subversivas. Essas e outras das políticas de Clark foram criticadas pelos pregadores das liberdades civis, eles pensaram que pelo menos alguns dos esforços de Clark foram iniciados para acabar com as críticas da administração Truman no congresso, particularmente do Comitê de Atividades Antiamericanas (HUAC). Casos anti-comunistas importantes ocorreram durante o seu mandato incluindo o Smith Act, Coplon, e o caso Hiss-Chambers.
Os esforços anti-comunistas de Clark enfatizaram a promoção dos valores da democracia e do patriotismo americano. Uma maneira que ele achou para conseguir isso foi a criação do Trem da Liberdade, um trem especialmente construído e financiado pela iniciativa privada designado como um museu guardando mais de 100 documentos originais da história americana, incluindo a Carta de Direitos, a Proclamação de Emancipação, e o Pacto do Mayflower. O trem visitou mais de 300 cidades pelo país na sua missão patriótica e educacional, e durante o ano que percorreu a viagem foi vista por milhões de pessoas.
Associado de Justiça thumb|Clark no Salão Oval após a sua aposentadoria em 1967. Após ter uma participação ativa nos esforços para reeleger Truman em 1948, Clark deixou claro para o governo que ele estava planejando retornar para o Texas e praticar a lei. Entretanto, após a morte do Associado de justiça Frank Murphy, Truman indicou Clark para ocupar a vaga, em parte para reforçar a maioria do Chefe de Justiça Fred Vinson, um ex-colega de gabinete e amigo de Clark, que, desde a sua nomeação 1946 por Truman, não tinha conseguido unificar a Corte. Numerosos ataques dentro do espectro político foram feitos com a nomeação, incluindo acusações de Fisiologismo, falta de experiência, e pretextos baseados em parte por seu trabalho no centro da agenda anti-comunista de Truman, especialmente, pela sua lista de organizações subversivas. Ex-membros do gabinete Roosevelt Henry Wallace e Harold Ickes também rejeitaram a indicação, tanto por razões pessoais quanto ideológicas.
Ickes declarou sobre a nomeação, "O Presidente Truman não 'elevou' Tom C. Clark para a suprema corte, ele degradou a Suprema Corte." O New York Times chamou Clark de "amigo pessoal e político (de Truman) com nenhuma experiência judicial e poucas qualificações demonstradas."
Clark recusou o testemunho na Comissão Judiciária que avaliava a sua nomeação, declarando que “não acho que uma pessoa que tinha sido nomeado para a Suprema Corte deva testemunhar, (já que) ele arriscou a sua eficácia futura sobre a Corte, (e) que ele invariavelmente testemunhou algo que iria atormentá-lo.” Ele não só foi confirmado pelo senado, como teve apenas oito votos contra a sua indicação.
Nos quatro anos que serviu com Vinson na corte, Clark votou o mesmo que ele mais de 85% das vezes, e ajudou ele a obter uma maioria absoluta, entretanto, a Corte permaneceu fragmentada. Em 1953, Vinson morreu de ataque cardíaco, e pelo resto de seu mandato na corte, Clark serviu contra o chefe de justiça Earl Warren, produzindo uma mistura de opiniões que dificilmente o caracterizavam como conservador ou liberal.
Na área dos direitos civis, Clark apoiou decisões que apoiavam o controle do governo das leis destinadas a promover a igualdade racial. Para este fim foi o autor ou desempenhou um papel de apoio fundamental em uma série de decisões marcantes da Corte nesta área. Várias emendas aprovadas durante o mandato de Vinson, mais notavelmente caso Sweatt v. Painter e McLaurin v. Oklahoma State Regents (1950), que consideraram que os alunos de pós-graduação negros devam ser permitidos em universidades e escolas jurídicas "brancas" estaduais, porque as escolas separadas para os negros não poderiam fornecer uma educação de igual qualidade, ajudou a lançar as bases para outras emendas incluindo Brown v. Board of Education (1954). Clark teve um papel fundamental por trás das cenas em Heman Marion Sweatt e McLaurin que moldou a discussão e forneceu uma solução viável sobre esta questão, ajudando a "mover a Suprema corte da ideia de que a igualdade é apenas uma construção matemática mensurável ... ao que se tornaria intangível." O papel de Clark como um dos associados sulistas deu a ele impacto adicional nesses casos, assim como no caso Hernandez v. Texas (1954), em que a corte concordou que excluir pessoas de ancestralidade mexicana dos juris violava a constituição, e outras decisões. Ele também criou várias decisões importantes nos anos 1960, que foram o auge dos direitos civis, incluindo Anderson v. Martin (1964), que declarou inconstitucional uma lei da Louisiana que exigia as raças daqueles que concorriam para um cargo fossem impressos em uma cédula, Burton v. Wilmington Parking Authority, que confirmou o conceito de ação do Estado para descobrir que um restaurante privado violava a Cláusula de proteção igual da 14° Emenda, e Heart of Atlanta Motel v. Estados Unidos e Katzenbach v. McClung, que confirmaram a disposição acomodações públicas da Lei de Direitos Civis de 1964.