Em Taiwan, o Terror Branco () foi a supressão de dissidentes políticos após o Incidente de 28 de Fevereiro.

O período de lei marcial durou 38 anos e 57 dias de 19 de maio de 1949 a 15 de julho de 1987. O período de lei marcial de Taiwan havia sido o mais longo período de lei marcial no mundo no momento em que foi levantado, mas desde então tem sido superado pela lei marcial de meio século síria, que durou de 1963 a 2011.

Dois anos após o incidente de 28 de fevereiro, o KMT retirou-se da China continental para Taiwan durante a fase final da Guerra Civil Chinesa, em 1949. Buscando consolidar seu domínio sobre os territórios restantes, o KMT impôs medidas severas de repressão política, que incluíram a decretação da lei marcial e a execução de suspeitos de serem de esquerda ou de simpatizarem com os comunistas. Entre os outros alvos estavam habitantes locais taiwaneses e povos indígenas que haviam participado do incidente de 28 de fevereiro — como Uyongʉ Yata'uyungana — e pessoas acusadas de dissidência por criticarem o governo.

Período O termo "Terror Branco" em seu sentido mais amplo refere-se a todo o período de 1947 a 1987. Cerca de 140.000 taiwaneses foram presos durante este período, dos quais aproximadamente de 3.000 a 4.000 foram executados, por sua oposição real ou aparente ao governo do Kuomintang liderado por Chiang Kai-shek. A maior parte dos processos reais, no entanto, ocorreu entre 1950 e 1952. A maioria daqueles processados foram marcados pelo Kuomintang como "espiões de bandidos" (匪諜), significando espiões para os comunistas chineses, e punidos como tal.

O Kuomintang aprisionou sobretudo a elite intelectual e social de Taiwan por medo de que estes pudessem resistir ao governo do Kuomintang ou simpatizar com o comunismo. Por exemplo, a Liga Formosana para a Emancipação foi um grupo independentista taiwanês que o Kuomintang acreditava estar sob controle comunista o que conduziria a prisão de seus membros em 1950. O Mundo Unido dos Formosanos pela Independência foi perseguido por razões semelhantes. No entanto, outros processos não teriam essa fundamentação clara; em 1968 Bo Yang foi preso por sua escolha de palavras ao traduzir uma tirinha do Popeye. Muitos dos chineses continentais que sobreviveram ao Terror Branco em Taiwan, como Bo Yang e Li Ao, passaram a promover a democratização de Taiwan e a reforma do Kuomintang. Em 1969, o futuro presidente Lee Teng-hui foi detido e interrogado durante mais de uma semana pelo Comando da Guarnição de Taiwan que exigia saber sobre suas "atividades comunistas" e informaram que "matá-lo neste momento é tão fácil do que esmagar uma formiga até a morte". Três anos mais tarde, ele seria convidado a integrar o gabinete de Chiang Ching-kuo.

O medo de discutir o Terror Branco e o Incidente de 28 de Fevereiro diminuiria gradualmente com a suspensão da lei marcial em 1987, o que culminou com a criação de um memorial público oficial e um pedido de desculpas pelo presidente Lee Teng-hui em 1995. Em 2008, o presidente Ma Ying-jeou dirigiu uma cerimônia para o Terror Branco em Taipei. Ma pediu desculpas às vítimas e seus familiares em nome do governo e expressou a esperança de que Taiwan não voltaria a experimentar uma tragédia similar. President Ma attends White Terror Memorial China Post July 16, 2006

Notas

Referências Língua inglesa

Língua chinesa 藍博洲,1991,幌馬車之歌。台北:時報文化。 藍博洲,1993,白色恐怖。台北:揚智。 呂芳上計劃主持,1999,戒嚴時期台北地區政治案件相關人士口述歷史:白色恐怖事件查訪(上)。台北:台北市文獻委員會。 任育德,2003,從口述史看1950年代政治案件的女性受刑人,近代中國第154期。 台灣省文獻委員會編,1998,台灣地區戒嚴時期五零年代政治案件史料彙編(一):中外檔案。南投:台灣省文獻委員會。 魏廷朝,1997,台灣人權報告書,1949-1995。台北:文英堂。 朱德蘭,2001,崔小萍事件,南投:省文獻會。

Ligações externas Remembering Taiwan's White Terror – The Diplomat

Categoria:Taiwan sob a República da China Categoria:Oposição à esquerda política