O anel vaginal é um método contraceptivo que tem a forma de um anel de silicone, flexível e transparente, com cerca de 4 mm de espessura e 5,5 cm de diâmetro, que impede a ovulação e a concepção através da liberação de hormônios. O anel anticoncepcional deve ser inserido uma vez por mês e tem uma eficácia alta, de cerca de 99,7%, quando usado corretamente, sem atrasos nem falhasANEL VAGINAL - COMO FUNCIONA O ANEL (2014).

O anel vaginal adapta-se aos contornos da região íntima feminina, posicionando-se de forma fácil numa porção menos sensível da região, conferindo total conforto para a mulher, inclusive durante o contato íntimoAnel Vaginal] por Sheila Sedicias (2014). Anel impede a ovulação e quando ele não consegue impedir-la e ocorre a fecundação, forma-se o zigoto, anel impede a sua nidação através de alterações causadas à espessura do endométrio. Bertram G. Katzung Basic and Clinical Pharmacology

Como usar o anel vaginal contraceptivo? Após retirar o anel da embalagem, a mulher deve apertar o anel entre o seu dedo indicador e seu dedo polegar e colocá-lo em sua vagina. Na hora de tirar o anel, basta colocar o dedo no aro ou segurar entre os dedos e puxá-lo suavemente.

O anel deve permanecer na vagina pelo período de 3 semanas e depois ser retirado por uma semana, pois é uma pausa para que a menstruação desça. Depois dos sete dias de pausa, a mulher deve colocar um novo anel e iniciar o ciclo novamente.

Prevenção de doenças Um estudo demonstrou que anel vaginal infundido com uma droga antiviral parece oferecer proteção contra a infecção pelo HIV. As mulheres que usaram o anel tiveram um risco de 27 por cento menor de infecção por HIV do que as mulheres que receberam um placeboVaginal ring somewhat effective at preventing HIV infection Some women fail to consistently use device, first trials find por LAURA BEIL (2016).

História O primeiro anel vaginal hormonal foi desenvolvido na década de 1990, após pesquisas sobre formas alternativas de contracepção que oferecessem maior comodidade em comparação à pílula anticoncepcional. O NuvaRing, lançado em 2002 pela empresa Organon, foi o primeiro a ser comercializado em larga escala, tornando-se disponível em diversos países, incluindo o Brasil.

Vantagens

Alta eficácia contraceptiva (semelhante à pílula). Uso mensal, com menos risco de esquecimento em comparação ao uso diário de comprimidos. Liberação hormonal contínua e estável. Pode reduzir cólicas menstruais e sintomas de síndrome pré-menstrual.

Não interfere no ato sexual.

Desvantagens

Pode causar efeitos adversos semelhantes aos de outros métodos hormonais, como náuseas, sensibilidade nas mamas, cefaleia e alterações de humor. Algumas usuárias relatam aumento do corrimento vaginal ou sensação de desconforto. Não oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis e gonorreia.

O risco de trombose venosa profunda é semelhante ao observado no uso da pílula combinada.

Disponibilidade O anel vaginal está disponível em diversos países sob diferentes nomes comerciais, como NuvaRing e Circlet. No Brasil, é distribuído mediante prescrição médica. Alguns sistemas de saúde pública o oferecem como opção contraceptiva dentro dos programas de planejamento familiar.

Comparação com outros métodos

Pílula anticoncepcional: mesma eficácia, mas o anel tem a vantagem de não exigir uso diário. DIU hormonal: ambos usam hormônios, mas o DIU age localmente e tem duração de anos, enquanto o anel é mensal. Injeções contraceptivas: também mensais ou trimestrais, porém podem causar irregularidade menstrual mais intensa.

Preservativos: oferecem proteção contra ISTs, o que o anel não faz.

Categoria:Contracepção Categoria:Saúde sexual