Lúcio Anício Galo () foi um político da gente Anícia da República Romana eleito cônsul em 160 a.C. com Marco Cornélio Cetego. Foi o primeiro de sua gente a chegar ao consulado.
Campanhas na Ilíria
Galo foi pretor peregrino em 168 a.C. e recebeu do cônsul Emílio Paulo a condução da Terceira Guerra Ilírica contra Gêncio, rei dos ilírios, que haviam se revoltado contra Roma e se aliado a Perseu da Macedônia (no contexto da Terceira Guerra Macedônica). Ele estava acampado perto de Apolônia e recebeu ordens de se juntar a Ápio Cláudio, que estava perto do rio Genuso, para coordenarem entre si a campanha.
Informado que os piratas ilírios estavam arrasando a costa entre Apolônia e Dirráquio, Lúcio Anício decidiu liderar a frota contra os navios dos piratas, capturando alguns e provocando a fuga dos demais. Logo depois, correu para levar ajuda a Ápio Cláudio e seus aliados bessanitas, que estavam cercados pelas tropas de Gêncio. A notícia da chegada de novas tropas romanas assustou o rei ilírio, que levantou o cerco e se refugiou em sua capital, Escodra, enquanto o resto de seu exército se rendeu aos romanos. Como Lúcio Anício foi clemente com os que se renderam, a maior parte das cidades ilírias se rendeu ao exército romano, o que permitiu que ele rapidamente chegasse em Scodra. À frente das muralhas da cidade, Gêncio perfilou seu exército para enfrentar os romanos, mas foi facilmente derrotado. O rei, aterrorizado, pediu uma trégua de três dias e foi atendido. Gêncio esperava que, neste ínterim, seu irmão Caravâncio conseguisse chegar com reforços. Com a demora e sem apoio dos macedônios, Gêncio abandonou a cidade e foi até o acampamento romano para se render incondicionalmente.
Lúcio Anício então conquistou Scodra e imediatamente liberto os legados aprisionados pelos ilírios e enviou um deles, Marco Perperna, a Roma para informar o Senado da derrota completa de Gêncio, o que levou à declaração de três dias de festividades pela vitória. A campanha inteira durou menos de trinta dias.Lívio, Ab Urbe Condita XLIV, 3.Eutrópio IV, 3; Plutarco, Emilius Paulus, XII
Seu mandato foi prorrogado para o ano seguinte, durante o qual Anício pacificou a região do Epiro e supervisionou a reorganização dos reinos da Ilíria em três pequenas repúblicas.Lívio, Ab Urbe Condita XLIV 26 Em 166 a.C., ainda envolvido nas operações no Epiro, voltou para Roma e celebrou seu triunfo sobre Gêncio.Lívio, Ab Urbe Condita XLIV 35 e 43.Eutrópio IV, 4
Consulado (160 a.C.) e anos finais Anício foi eleito cônsul em 160 a.C. com Marco Cornélio Cetego. Durante seu mandato foram celebrados os jogos funerários de Lúcio Emílio Paulo Macedônico, que contaram com a apresentação da peça Adelphoe, de Terêncio.Didascal. ad Terent. Adelph. Cícero conta que este ano era lembrado pela sua excepcional safra de vinho.Cícero, Brutus 287.
Em 155 a.C., foi um dos embaixadores enviados à corte de Prúsias II, rei da Bitínia, para mediar um confronto contra Átalo II, rei de Pérgamo e aliado de Roma.Políbio, Histórias 33, 7 A delegação se encontrou primeiro com Átalo e, depois, com Prúsias, que rejeitou os termos de paz propostos pelos romanos. Quando retornaram à corte de Átalo, os romanos o aconselharam a organizar sua defesa, mas que não iniciasse a guerra. No caminho de volta a Roma, eles dissuadiram os estados que atravessaram de prestarem qualquer apoio a Prúsias.Políbio, Histórias 33, 12
Ver também
Bibliografia Fontes primárias
Fontes secundárias
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século II a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Diplomatas romanos Categoria:Almirantes romanos Categoria:Guerras Ilíricas Categoria:Anícios