Críticas ao Negacionismo do Holocausto são dirigidas às pessoas que afirmam que o genocídio dos judeus durante a II Guerra MundialDonald L Niewyk, The Columbia Guide to the Holocaust, Columbia University Press, 2000, p.45: "The Holocaust is commonly defined as the murder of more than 5,000,000 Jews by the Germans in World War II." Estimates by scholars range from 5.1 million to 7.8 million. Adicionado em 15/03/2016. não ocorreu na forma e proporção descrita por estudiosos respeitáveis. Tais críticas concentram-se sobre a rejeição dos negacionistas aos seguintes argumentos:

A Alemanha nazista praticava uma política que alvejava deliberadamente as pessoas de ascendência judaica objetivando seu extermínio. Entre cinco e sete milhões de judeus foram sistematicamente mortos pelos nazistas e pelas demais potências do Eixo. O genocídio foi realizado em campos de extermínio, utilizando ferramentas de assassinato em massa, tais como câmaras de gás.

A metodologia dos negacionistas do Holocausto é baseada em conclusões pré-determinadas que ignoram a extensa evidência histórica em contrário.* "'Revisionism' is obliged to deviate from the standard methodology of historical pursuit because it seeks to mold facts to fit a preconceived result, it denies events that have been objectively and empirically proved to have occurred, and because it works backward from the conclusion to the facts, thus necessitating the distortion and manipulation of those facts where they differ from the preordained conclusion (which they almost always do). In short, "revisionism" denies something that demonstrably happened, through methodological dishonesty." McFee, Gordon. "Why 'Revisionism' Isn't" , The Holocaust History Project, 15 de Maio de 1999. Acessado em 15/03/2016. * Alan L. Berger, "Holocaust Denial: Tempest in a Teapot, or Storm on the Horizon?", in Zev Garber and Richard Libowitz (eds), Peace, in Deed: Essays in Honor of Harry James Cargas, Atlanta: Scholars Press, 1998, pág. 154. Adicionado em 15/03/2016.

Críticas aos métodos usados pelos negadores thumb|200px|direita|Países que, em 2025, consideram a negação do Holocausto como crime.

Grupos tem desafiado as alegações de negacionistas do Holocausto como sendo baseadas em pesquisas falhas, declarações tendenciosas e provas forjadas.Lying About Hitler: History, Holocaust, and the David Irving Trial. Autor: Richard Evans. Basic Books, 2002, , ISBN 9780465021536 Adicionado em 15/03/2016.Les assassins de la mémoire: "Un Eichmann de papier" et autres essais sur le révisionnisme. Autor: Pierre Vidal-Naquet. LA DECOUVERTE, 2012, , ISBN 9782707162526 Adicionado em 15/03/2016. Tribunais também rejeitaram reivindicações de negação do Holocausto (ver: Fred A. Leuchter e David Irving) e leis contra a negação do Holocausto foram criadas em 14 países europeus. O Nizkor Project, um grupo que combate a negação do Holocausto, analisa estas alegações em casos que as provas utilizadas pelos negadores tenham sido alteradas ou forjadas.Nizkor Project - The IHR's Questions & Answers, and Nizkor's Responses. Acesado em 15/03/2016.Waves of Rancor: Tuning in the Radical Right. Autores: Robert L. Hilliard & Michael C. Keith M.E. Sharpe, 1999, pág. 250, , ISBN 9780765601315 Adicionado em 15/03/2016.Who is Afraid of the State?: Canada in a World of Multiple Centres of Power. Autores: Gordon S. Smith & Daniel Wolfish. University of Toronto Press, 2001, pág. 108, , ISBN 9780802083883 Adicionado em 15/03/2016.

Envolvimento de Hitler Política thumb|220px|direita|"Para as mães da Alemanha: 12 mil soldados judeus morreram no campo de batalha pela pátria mãe."The German-Jewish Soldiers of the First World War in History and Memory. Autor: Tim Grady. Liverpool University Press, 2012, ISBN 9781781388839 Adicionado em 15/03/2016.Panfleto publicado em 1920 pelo Reichsbund jüdischer Frontsoldaten ("associação dos judeus veteranos de guerra do Reich") em resposta à "lenda da punhalada pelas costas", que acusava-os de falta de patriotismo.

Enquanto a maioria dos historiadores eminentes, como Ian Kershaw, Raul Hilberg, e Martin Broszat, acreditam que não exista nenhum documento mostrando que Hitler ordenou o Holocausto, outra evidência demonstra conclusivamente que Hitler sabia sobre e ordenou o genocídio. Além das declarações de Adolf Eichmann, Joseph Goebbels e Heinrich Himmler, indicando que Hitler orquestrou o Holocausto, várias declarações de Hitler revelam suas intenções genocidas em relação a judeus.Universidade Emory - Holocaust Denial on Trial. Learning Tools: Myth/Fact Sheets Hitler never ordered the Holocaust. Acessado em 13/03/2016.

Numa carta datada de 1919, Hitler menciona que o objetivo "inabalável" de um governo nacional forte deve ser "a remoção dos judeus".NS-Archiv - Adolf Hitler. Gutachten über den Antisemitismus 1919 erstellt im Auftrag seiner militärischen Vorgesetzten. Acessado em 15/03/2016.The Open University - OU Lecture 2005: Hitler's Place in History: Transcript. Sir Ian Kershaw (Universidade de Sheffield), , acessado em 15/03/2016.

Em seu famoso discurso no Reichstag em 30 de Janeiro de 1939, Hitler declarou:Holocaust-history.org - Adolf Hitler e a Questão Judaica. (Reichstag, 30 de Janeiro de 1939). Acessado em 15/03/2016.Holocaust Chronicle - 1939: The War Against The Jews. Acessado em 15/03/2016.Some measure of justice: the Holocaust era restitution campaign of the 1990s. Autor: Michael Marrus. University of Wisconsin Press, 2009, pág. 37, ISBN 9780299234041 Adicionado em 15/03/2016.

A escolha de Hitler da linguagem em alemão na frase final desta passagem é "die (Vernichtung) der jüdischen Rasse in Europa" que, de forma inequívoca, significa "o extermínio (ou aniquilação) da raça judaica na Europa."

Em torno de 100 mil alemães (judeus) serviram no Exército Imperial Alemão no transcorrer da I Guerra Mundial e, destes, 12 mil perderam suas vidas. No período entreguerras, surgiu a chamada "lenda da punhalada pelas costas", que lançava sobre os judeus do país a culpa pelo resultado da guerra. Em Mein Kampf, Hitler argumentou que uma guerra contra os judeus teria salvo o II Reich da derrota:Hitler's War Against the Jews: A Young Reader's Version of The War Against the Jews, 1933-1945, by Lucy S. Dawidowicz. Autor: David A. Altshuler. Behrman House, Inc., 1978, pág. 190, , ISBN 9780874412222 Adicionado em 13/03/2016.

Autoria e responsabilidade

Em rascunho de um memorando interno, de 18 de Setembro de 1941, o Reichsführer-SS Heinrich Himmler escreveu que "o tempo do Führer não deve ser tomado com tais questões" o memorando continua a delinear a visão de Himmler, incluindo "a entrega de elementos antissociais a partir da execução de suas sentenças ao Reichsführer-SS para trabalharem até a morte. Pessoas sob prisão preventiva, judeus, ciganos, russos e ucranianos, poloneses com sentenças mais de 3 anos, tchecos e alemães com mais de 5 anos (...) em primeiro lugar, os piores elementos antissociais entre aqueles que acabamos de mencionar estão a ser entregues; e devem informar o Führer deste através de (sic) Reichsleiter Martin Bormann."Nuremberg.law.harvard.edu - Nuremberg Trials Project. Acessado em 15/03/2016.

Contudo, e em contraste com o programa de eutanásia Aktion T4, nenhum documento escrito ou assinado por Hitler ordenando o Holocausto foi encontrado. Negadores têm afirmado que esta falta de ordem mostra genocídio não era uma política deliberada dos nazistas.

Quando David Irving, processou sem sucesso Deborah Lipstadt por difamação, considerou que um documento assinado por Hitler que ordena a "Solução final" seria a única prova convincente de responsabilidade de Hitler, mas estava disposto a acusar Winston Churchill como responsável pelo suposto assassinato do general Wladyslaw Sikorski, apesar de não ter provas documentais para apoiar esta reivindicação. O juiz Charles Gray concluiu que esta fora uma questão de duplicidade moral.Web Archive - The Holocaust from. Channel4.com Acessado em 15/03/2016.

Historiadores têm documentado evidências de que, quando a derrota alemã tornou-se iminente e os líderes nazistas perceberam que, provavelmente, seriam capturados e levados a julgamento, um grande esforço denominado, Sonderaktion 1005, foi feito para destruir todas as evidências de extermínio em massa.Kobrynskyy, Oleksandr. Holocaust Cinema in the Twenty-First Century., Columbia University Press, 2015, pǵ. 71, ISBN 9780231850919 Adicionado em 08/08/2021.

Após o final da guerra na Europa, temendo os julgamentos por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, vários nazistas fugiram da Europa, usando rotas de fuga que ficaram conhecidas como as "linhas de ratos" (Ratlines).The Nazi Hydra in America: Suppressed History of a Century : Wall Street and the Rise of the Fourth Reich. Autor: Glen Yeadon. Lulu.com, 2008, Capítulo 8: "Ratlines, the CIA and the Nazis.", ISBN 9780930852436 Adicionado em 15/03/2016. Heinrich Himmler instruiu os comandantes dos campos a destruir registros, crematórios, e outros sinais de extermínio em massa.Yad Vashem - "Operation Reinhard": Extermintation Camps of Belzec, Sobibor and Treblinka. Yitzhak Arad. Acessado em 15/03/2016 Como um dos muitos exemplos, os corpos dos 25 mil judeus em sua maioria letões que Friedrich Jeckeln e os soldados sob seu comando tinham assassinado durante o massacre de Rumbula (próximo a Riga) no final de 1941 foram desenterrados e queimados em 1943.The Holocaust in Latvia, 1941-1944: the missing center. Autor: Andrew Ezergailis. Historical Institute of Latvia, 1996, págs. 4-7, 239-270. ISBN 9789984905433 Adicionado em 15/03/2016. Operações similares foram realizadas em Belzec, Treblinka e outros campos de extermínio. Nos infames discursos de Posen de Outubro 1943, como o de 4 de Outubro, Himmler explicitamente cita o extermínio dos judeus da Europa e afirmou ainda que o genocídio deveria ser permanentemente mantido em segredo:

O historiador Peter Longerich afirma que Hitler "...evitou dar uma ordem clara por escrito para exterminar civis judeus." Um grande protesto ocorreu quando a autorização do programa Aktion T4 de Hitler tornou-se de conhecimento público na Alemanha, e ele foi forçado a colocar um fim a ele oficialmente, no entanto ele ainda continuou discretamente.The Origins of Nazi Genocide: From Euthanasia to the Final Solution. Autor: Henry Friedlander. Univ of North Carolina Press, 1997, capítulo 6, ISBN 9780807846759 Adicionado em 15/03/2016. Isso fez Hitler perceber que estas ações deveriam ser feitas secretamente, a fim de evitar críticas. Críticos também apontam que, se Hitler assinou uma ordem desse tipo, este teria sido um dos primeiros documentos a serem destruídos.

Felix Kersten escreveu em suas memórias que, depois de uma discussão com Himmler, o Reichsführer-SS revelou que o extermínio dos judeus era uma ordem expressa de Hitler que, de fato, tinha sido delegada a ele pelo Führer.Nizkor Project - 120...Oops...66 Questions & Answers About the Holocaust. Nizkor's response to the Institute for Historical Review & Ernst Zündel. Felix Kersten. Acessado em 15/03/2016.

Segundo os nazistas Muitas declarações dos nazistas de 1941 em diante, apontavam o extermínio iminente dos judeus.Holocaust: The Nazi Persecution and Murder of the Jews. Autor: Peter Longerich. OUP Oxford, 2010, pág. 289, ISBN 9780192804365 Adicionado em 15/03/2016.

Em um rascunho de um memorando interno, de 25 de Outubro de 1941, Heinrich Himmler escreveu:

Joseph Goebbels tinha discussões frequentes com Hitler sobre o destino dos judeus, um assunto que discutiam quase todas as vezes que se encontravam, e frequentemente escrevia sobre isso.Joseph Goebbels: Life and Death. Autor: Toby Thacker. Palgrave Macmillan UK, 2009, pág. 328, ISBN 9780230278660 Adicionado em 15/03/2016. Em seu diário pessoal, ele escreveu: