Estabilidade econômica diz respeito a característica estável da situação financeira e econômica do país, sem alta de preços, com a manutenção do preço da cesta básica, sem oscilações em taxas de juros.

A estabilidade na economia é pré-requisito para o crescimento sustentável (sustentabilidade) de um país, e portanto, para uma sociedade com mais justiça.

A estabilidade nos preços e a diminuição da desigualdade social ajudam na melhoria do poder aquisitivo da população de baixa renda, enfim, na redução da pobreza, através de uma melhor distribuição de renda.

“O Brasil é um dos países com maior concentração de renda em todo o mundo – possui a 97a renda per capita do mundo.”; (Gazeta Mercantil, 19.07.2006, pág. A8).

No Brasil, a estabilidade nos preços (o controle da inflação via contenção e/ou queda dos níveis de tais preços) tem sido obtida, em sua maioria, devido a altas taxas de juros, as mais altas do mundo. O lado negativo disto é que juros altos contribuem para a concentração da renda, ou seja, sua má distribuição e sua conseqüente canalização em direção à população rica. Mas vale notar que altos índices de inflação concentram a renda nas mãos dos ricos ainda mais.

A partir de 2003, o salário mínimo no Brasil subiu 32,2% acima da inflação. Em conseqüência, 6 milhões de pessoas, das classes sociais D e E, melhoraram seus níveis de vida, passando para a classe C, uma vez que foram aumentados seus níveis de consumo e suas perspectivas de melhorias futuras.

Nível salarial da população brasileira medido em salários mínimos = a) classe C: a renda mensal das famílias (68%) é de até três salários mínimos (3 x R$ 350,00 reais); b) classes D/E = 86% com renda de até dois salários mínimos; c) classes A/B = 50% com renda superior a cinco salários mínimos.

Custo da cesta básica em relação ao salário mínimo = a) em 1996 = 88%; b) em 2004 = 69%. A partir de 2003, o valor da cesta básica diminuiu da seguinte forma: ano de 2003 = -6,5%; 2004 = -2,6%; 2005 = aumento de 0,3%; 2006 = espera-se a estabilidade de 2005.

O barateamento da cesta básica e o aumento do salário mínimo contribuem para a desconcentração da renda (aumento do poder de compra) da população de baixa renda no Brasil.

A queda da inflação foi o principal fator, no Brasil, para a redução da desigualdade social.

No Brasil, a desigualdade social é medida pelo Índice de Gini, o qual indica que entre 1996 e 2005, esse índice, de 60.1%, desceu para 57,2%.

Melhores distribuições de renda têm efeitos positivos, como, por exemplo, a diminuição da violência.

Dados sobre a má distribuição de renda no Brasil: graças à política de juros altos, saíram-se bem os ricos e a classe média. Entre 2001 e 2004 = a) A renda financeira dos ricos teve um aumento de 66% em termos reais; b) A renda do trabalhador, nesse mesmo período, aumentou tão-somente 19% acima da inflação.

Ver também Paridade do poder de compra Consumo Economia financeira Economia da cultura Individualismo metodológico Neuroeconomia Praxeologia Sociologia econômica Viés de confirmação

Referências Gazeta Mercantil, 19 de julho de 2006, p. A8.

Ligações externas The Growth Report: Strategies for Sustained Growth and Inclusive Development. The International Bank for Reconstruction and Development / The World Bank, 2008. Os determinantes do crescimento econômico mundial: algumas evidências para o período 1994-2012. Por Rafael Montanari Durlo, Sergio Alexandre dos Santos Júnior, Elisangela Luzia Araújo e Eliane Araújo.

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