Esta é uma lista de governadores do Estado de Santa Catarina.

O estado de Santa Catarina, assim como uma república, é governado por três poderes, todos com sede na capital estadual, Florianópolis: o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina e outros tribunais e juízes.Santa Catarina. Constituição, 1989. Constituição do Estado de Santa Catarina. Ed. atualizada com 62 Emendas Constitucionais – Florianópolis: Assembleia Legislativa, 2017. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição do estado foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais. Constituem símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino.

O poder executivo catarinense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato. Ele é o responsável pela nomeação dos secretários de estado, que auxiliam no governo. A sede do governo estadual é o Centro Administrativo do Governo, localizado no bairro florianopolitano de Saco Grande. Antes do Centro Administrativo, foram também sedes do governo o Palácio Cruz e Sousa, que é atualmente a sede do Museu Histórico de Santa Catarina, e o Palácio Santa Catarina, que se tornou sede após o Cruz e Sousa ter sido tombado e tornado museu. Construída em 1952 e inaugurada em 1954, a residência oficial do governador do estado é a Casa d'Agronômica, no bairro florianopolitano de mesmo nome.

Desde o começo do período republicano, assumiu pela primeira vez o governo do estado o militar, engenheiro e diplomata Lauro Müller, que esteve no poder entre 2 de dezembro de 1889 e 24 de agosto de 1890. Foi apenas no ano de 1947 onde ocorreu a posse do primeiro governador eleito por sufrágio universal, Aderbal Ramos da Silva, eleito pela segunda vez para um mandato entre 1956 e 1961. O atual chefe do executivo catarinense é Jorginho Mello, que assumiu o cargo em 1 de janeiro de 2023.

O poder legislativo estadual é unicameral e exercido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Palácio Barriga Verde),Ver seção de Etimologia acima. formada por 40 deputados estaduais, eleitos de forma direta para mandatos quadrienais. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento estadual (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).Santa Catarina. Constituição, 1989. Constituição do Estado de Santa Catarina. Ed. atualizada com 62 Emendas Constitucionais – Florianópolis: Assembleia Legislativa, 2017. No Congresso Nacional, a representação catarinense é de três senadores e dezesseis deputados federais.

O poder judiciário tem a função de julgar, conforme leis criadas pelo legislativo e regras constitucionais brasileiras, sendo composto por desembargadores, além dos tribunais de júri, juizados especiais e juízes de direito, substitutos e de paz.Santa Catarina. Constituição, 1989. Constituição do Estado de Santa Catarina. Ed. atualizada com 62 Emendas Constitucionais – Florianópolis: Assembleia Legislativa, 2017. A maior corte do Poder Judiciário catarinense é o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, localizado no Centro Cívico Tancredo Neves. Representações deste poder estão espalhadas pelo território estadual por meio de unidades denominadas de comarcas. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Santa Catarina possuía, em novembro de 2016, eleitores, representando 3,403% do eleitorado brasileiro, o décimo maior do país.

A partir de 1823 a cidade-sede dos três poderes políticos de Santa Catarina é a capital Florianópolis. Antigamente, a denominação da cidade era Nossa Senhora do Desterro, em homenagem à sua santa padroeira. O nome foi alterado durante o término da Revolução Federalista, em 1894, e o povo da cidade ainda contesta essa mudança. A denominação Florianópolis é uma homenagem ao então presidente Floriano Peixoto. Dessa denominação vem a alcunha Floripa, pela qual a cidade é muito famosa. Depois da Revolução de 1930, que começou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina foi o estado onde ocorreu a primeira invasão pelas forças que levariam Getúlio Vargas ao poder. Apesar da vitória das forças legais, os florianopolitanos sobreviveram ao domínio gaúcho até o triunfo da revolução no Brasil inteiro. Entre 1930 e 1945, interventores federais governaram o estado. No decorrer destes quinze anos, houve um pequeno período, entre 1935 e 1937, em que o Poder Executivo estadual foi dirigido por um governador eleito, Nereu Ramos, que o Estado Novo manteve como interventor em 1937. Nos anos 1940, uma vasta região do território estadual, a qual continuava quase abandonada e pouco colonizada, o meio e o extremo oeste, começou a ser cada vez mais importante. Essas glebas foram sendo povoadas por gaúchos, colonizadores de outros países e seus filhos, netos e bisnetos brasileiros, que aí avistaram um novo eldorado cheio de prosperidade. Em 1966, assumiu o governador Ivo Silveira, escolhido por voto popular. Após essa época, dois governadores foram eleitos pela Assembleia Legislativa: Colombo Sales e Antônio Carlos Konder Reis; e um por voto popular, Jorge Bornhausen.

Período colonial (1711-1739)

Comandantes da Ilha de Santa CatarinaImagemInício do mandatoFim do mandatoObservaçõesSalvador de Sousa Brittocentro|semmoldura|131x131px1.º de fevereiro de 171115 de novembro de 1718Capitão-mor da Ilha do DesterroEvaldo Pauli, Enciclopédia Simpozio. Foi o primeiro capitão-mor da Ilha de Santa Catarina, por patente de 3 de agosto de 1715, passada pelo governador Francisco Xavier de Távora.Bernardo Cavalcanti de Mellocentro|semmoldura|131x131px15 de novembro de 17181º de fevereiro de 1721Vice-Governador Geral da DesterroFrancisco de Brito Peixotocentro|semmoldura|121x121px1º de fevereiro de 172125 de outubro de 1724Sargento-Mor de Laguna e FlorianópolisAugusto Xavier de Carvalhocentro|semmoldura|131x131px25 de outubro de 172413 de junho de 1728Vice-Governador Geral da DesterroSebastião Rodrigues de Bragançacentro|semmoldura|131x131px13 de junho de 172829 de novembro de 1731Cabo Militar da Praça de Santos Francisco Dias de Mellocentro|semmoldura|131x131px11 de dezembro de 173528 de maio de 1737Sargento da Praça de SantosEnciclopédia SimpozioAntônio de Oliveira Bastoscentro|semmoldura|131x131px28 de maio de 17377 de março de 1739Capitão de Infantaria da Praça de Santos

Período colonial (1739-1822) Governador da Capitania de Santa CatarinaInício do mandatoFim do mandatoJosé da Silva Pais7 de março de 173925 de agosto de 1743Pedro de Azambuja Ribeiro25 de agosto de 174325 de janeiro de 1744Patrício Manuel de Figueiredo25 de janeiro de 174420 de março de 1746José da Silva Pais20 de março de 17462 de fevereiro de 1749Manuel Escudeiro Ferreira de Sousa2 de fevereiro de 174925 de outubro de 1753José de Melo Manuel25 de outubro de 17537 de março de 1762Francisco Antônio Cardoso de Meneses e Sousa7 de março de 176212 de julho de 1765Francisco de Sousa e Meneses12 de julho de 17655 de setembro de 1775Pedro Antônio da Gama Freitas5 de setembro de 177523 de fevereiro de 1777Domínio espanhol23 de fevereiro de 177712 de agosto de 1778Francisco Antônio da Veiga Cabral da Câmara12 de agosto de 17785 de julho de 1779Francisco de Barros Morais Araújo Teixeira Homem5 de julho de 17797 de julho de 1786José Pereira Pinto7 de julho de 17867 de janeiro de 1791Manuel Soares de Coimbra7 de janeiro de 17918 de julho de 1793João Alberto Miranda Ribeiro8 de julho de 179318 de janeiro de 1800Junta governativa catarinense de 180018 de janeiro de 18008 de dezembro de 1800Joaquim Xavier Curado8 de dezembro de 18003 de junho de 1805Luís Maurício da Silveira3 de junho de 180514 de julho de 1817João Vieira Tovar e Albuquerque14 de julho de 181720 de julho de 1821Tomás Joaquim Pereira Valente20 de julho de 182120 de maio de 1822

Período imperial (1822-1889) A tabela abaixo indica na primeira coluna o presidente da província, que era nomeado diretamente pelo imperador (de acordo com a constituição brasileira de 1824, artigo 165), aconselhado pelo partido que estivesse no poder (o Partido Conservador ou o Partido Liberal). O presidente da província não tinha um mandato, podendo ser exonerado ou pedir afastamento à revelia. Principalmente devido à esta possibilidade concreta de falta do dirigente diretamente subordinado ao imperador e seu ministério, eram escolhidos pela Assembleia Local seis vice-presidentes, teoricamente aptos a exercer interinamente o cargo vago, até que novo presidente fosse nomeado por Carta Imperial e assumisse o cargo.

NomeImagemPartidoInício do mandatoFim do mandatoObservaçõesPrimeiro Reinado (1822-1831)Junta governativa catarinense de 1822semmoldura|127x127px—20 de maio de 182216 de fevereiro de 1824João Antônio Rodrigues de Carvalhoalt=|semmoldura|119x119px16 de fevereiro de 182412 de março de 1825Presidente nomeado por Carta ImperialFrancisco de Albuquerque Meloalt=|semmoldura|133x133px12 de março de 182514 de janeiro de 1830Presidente nomeado por Carta ImperialPeríodo regencial (1831-1840)Miguel de Sousa Melo e Alvimalt=|semmoldura|128x128px14 de janeiro de 183022 de abril de 1831Presidente nomeado por Carta ImperialFrancisco Luís do Livramentoalt=|semmoldura|136x136pxPartido Restaurador22 de abril de 18316 de agosto de 18311.º Vice-Presidente nomeado por Carta ImperialFeliciano Nunes Piresalt=|semmoldura|135x135pxPartido Restaurador6 de agosto de 18314 de novembro de 1835 Presidente nomeado por Carta ImperialJosé Mariano de Albuquerque Cavalcantialt=|semmoldura|133x133pxPartido Restaurador4 de novembro de 1835 28 de maio de 1836Presidente nomeado por Carta ImperialFrancisco Luís do Livramentoalt=|semmoldura|136x136pxPartido Conservador28 de maio de 183624 de janeiro de 18371.º Vice-Presidente nomeado por Carta ImperialJosé Joaquim Machado de Oliveiraalt=|semmoldura|137x137pxPartido Conservador24 de janeiro de 183714 de outubro de 1837Presidente nomeado por Carta ImperialJoão Carlos Pardalalt=|semmoldura|131x131pxPartido Conservador14 de outubro de 183717 de agosto de 1839Presidente nomeado por Carta ImperialFrancisco José de Sousa Soares de Andreaalt=|semmoldura|116x116pxPartido Conservador17 de agosto de 183926 de junho de 1840Presidente nomeado por Carta Imperial

República Juliana NomeImagemPartidoInício do mandatoFim do mandatoReferênciasDavid Canabarro100px|semmolduraPartido Farroupilha29 de julho de 18397 de agosto de 1839Eleito Governador pelo Colégio EleitoralVicente Ferreira dos Santos Cordeiro100x100px7 de agosto de 183915 de novembro de 1839Eleito Presidente pelo Colégio Eleitoral