Flávio Lupicino () foi um oficial militar romano do , ativo durante o reinado dos imperadores , Joviano e Valente . Participou de uma expedição à Britânia contra os invasores pictos e escotos sob Constâncio II e sob Valente auxiliou-o em suas campanhas contra o usurpador Procópio . Também ficou conhecido por sua atuação no Oriente, sobretudo sua perseguição aos heréticos.
Vida
thumb|upright=1.05|esquerda|Soldo de Joviano thumb|upright=1.05|esquerda|Soldo de Valente
Lupicino aparece pela primeira vez em 359-360, quando serviu na Gália como mestre da cavalaria sob o césar em sucessão de Severo 8. Ele é mencionado em telhas provenientes do nordeste da Gália e o sofista Libânio alude a este ofício. Em 360, Juliano enviou-o à Britânia para repelir as incursões dos pictos e escotos em território romano. No mesmo ano, quando o imperador exigiu que Juliano lhe enviasse tropas, Lupicino foi instruído a comandá-las, porém ele ainda estava ausente na Britânia.
Quando Constâncio II tomou ciência da auto-proclamação de Juliano à posição de augusto, nomeou Gomoário mestre da cavalaria em sucessão de Lupicino. Temendo que Lupicino se revoltaria com a notícia, Juliano bloqueou o transporte marítimo à Britânia e tratou de prendê-lo quando retornou à Gália mais tarde. Ele esteve entre os oficiais romanos que caíram em desgraça durante o curto reinado de Juliano, permanecendo encarcerado por alguns anos.
Sob Joviano , foi libertado e nomeado mestre da cavalaria no Oriente, onde reteria este ofício até 367, quando exercia função sob Valente . Nessa posição, viajou até a Síria para reunir legiões para lutar em nome de Valente contra o usurpador Procópio . Em 366, na Frígia, participou ao lado de Valente na Batalha de Tiatira onde Gomoário, à época um general de Procópio, foi derrotado. Como recompensa por sua ajuda, foi nomeado cônsul anterior em 367 com Jovino.
Se sabe que Lupicino era cristão ortodoxo e que teria perseguido no Oriente os heréticos eufemitas. Libânio elogiou seu mandato como mestre no Oriente por seu apoio à literatura e filosofia e por tê-lo protegido da acusação de Fidélio e seus amigos cristãos. Segundo Amiano Marcelino, Lupicino era "de fato um homem belicoso e habilidoso em assuntos militares, mas alguém que erguia suas sobrancelhas como chifres e vociferava no trágico coturno (como diziam), e sobre quem os homens estavam há muito tempo em dúvida se ele era mais avarento ou mais cruel."
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Oficiais de Constâncio II Categoria:Oficiais de Joviano Categoria:Oficiais de Valente Categoria:Mestres da cavalaria romanos Categoria:Mestres dos soldados do Oriente Categoria:Romanos antigos do século IV Categoria:Guerra Gótica (376–382) Categoria:Condes dos assuntos militares romanos Categoria:Procópio (usurpador)