O conjunto urbano e arquitetónico da Praça do Areeiro ou Praça Francisco Sá Carneiro, datado de 1930, é da autoria de Luís Cristino da Silva e está localizado no Areeiro, uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa.
Este conjunto pertencente à zona centro da capital, datado de 1938 da autoria do arquiteto Faria da Costa. O bairro do Areeiro integra-se no extenso programa de construção de frentes urbanas lançadas por Duarte Pacheco, então ministro das obras públicas e também presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entre os anos 30 e 40. A fim de evitar um crescimento desordenado da cidade, bem como a proliferação de arquitetura de má qualidade, consequências notórias de interesses privados e especulativos, depois passou então o município a deter a exclusividade dos planos de expansão da cidade.Almeida, P. V., Almeida, R. V., Caldas, J. V., Costa, A. A., França, J. A., Fernandes, J. M., Tousaint, M. (1997). Arquitetura do Século XX - Portugal. Lisboa: Portugal - Frankfurt. p. 188 A praça remata ao longo do eixo, do sentido Sul-Norte da Avenida Almirante Reis – a típica «avenida pobre» da Lisboa oriental dos anos de 1900-1920. Sucessivamente prolongada. A avenida atingiu pelos anos de 30 a área da antiga extração de areia que deu o nome ao lugar. Daí deriva para a Avenida do Aeroporto (actualmente Avenida Almirante Gago Coutinho) a Norte, em direcção a Alvalade e Avenidas Novas (pelas Avenida Padre Manuel da Nóbrega, a Noroeste, e Avenida de João XXI, a Oeste), e em direcção às Olaias (pela Avenida Afonso Costa), a nascente. O projeto no seu conjunto, parece ter levado alguns anos a concluir, e outros a edificar, são conhecidas as datas de 1938, e 1949, mas a obra continuou depois dessa data. Possivelmente o Areeiro marca, até como símbolo, a transição da arquitetura portuguesa da fase de transição modernista dos anos 20-30 para neotradicionalista dos anos 40-50. A Praça do Areeiro, de planta em forma de escudo português das «cinco quinas», tem de facto feição tradicional e exibe uma clara simbólica nacionalista. Inclui edifícios alinhados que a envolvem, também estes com um desenho tradicional-historicista e seguindo um modelo que o autor, Cristino da Silva, procurava contemporaneamente «afinar» no projeto urbano para a nova Avenida Sidónio Pais, junto ao Parque Eduardo VII: o do prédio de habitação «neo-solarengo» à maneira dos edifícios residenciais da aristocracia portuguesa dos séculos XVII e XIII. Dai o uso de um «andar nobre», avarandado com sacadas de ferro; a modulação das pequenas janelas, a arcada térrea, descontinua, não conseguiu porém afirmar a necessária urbanidade para o sítio. Um corpo mais elevado com dez pisos marca simetricamente o conjunto, fazendo triangularmente a abertura para as duas avenidas que prolongam a praça a norte.Almeida, P. V., Almeida, R. V., Caldas, J. V., Costa, A. A., França, J. A., Fernandes, J. M., Tousaint, M. (1997). Arquitetura do Século XX - Portugal. Lisboa: Portugal - Frankfurt, p. 188.
Categoria:Lisboa