miniaturadaimagem|Entrega de malotes apreendidos na Operação Abismo na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Operação Abismo foi uma operação policial brasileira deflagrada pela Polícia Federal, em 4 de julho de 2016, no Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e que representou a 31ª fase da Operação Lava Jato.

A operação foi batizada pela PF de "Abismo" e investiga crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro por meio de contratos da Petrobras, em especial do firmado para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro.

O nome Abismo é uma referência utilizada para a identificação desta nova fase da operação policial e remete, dentre outros aspectos, às tecnologias de exploração de gás e petróleo em águas profundas desenvolvidas no Cenpes, mas também à localização das instalações, Ilha do Fundão, e a demonstração que esquemas como estes identificados levaram a empresa aos recantos mais profundos da corrupção e da malversação do dinheiro público.

De acordo com as investigações, o esquema no Cenpes envolve o pagamento de 39 milhões de reais em propinas em três frentes, a uma empresa, para que ela desistisse de participar da licitação da obra; para funcionários da diretoria de Serviços da Petrobras, e para Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT e preso na Operação Custo Brasil.

Prisões Foram presos temporariamente Edson Freire Coutinho, ex-executivo da Schahin Engenharia, e Roberto Ribeiro Capobianco, presidente da Construcap, que também preside o Conselho de Administração da Minas Arena, consórcio que reformou e administra o Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

Também foi preso, temporariamente, Genésio Schiavinato Junior, diretor comercial da Construbase.

Conduções coercitivas Walter Torre Junior, presidente da WTorre; Francisco Geraldo Caçador, executivo da WTorre; Raimundo Grandini de Souza Lima, representou a OAS e o Consórcio Novo Cenpes em reuniões; José Antonio Marsílio Schuwarz, diretor de engenharia da Schahin; Eduardo Ribeiro Capobiano, sócio da Construcap; Celso Verri Villas Boas, da Construcap.

Participação da empreiteira Wtorre no esquema De acordo com a força-tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria da República, a WTorre teria recebido uma propina de R$ 18 milhões para abandonar a licitação do Cenpes.

Segundo os investigadores, a WTorre Engenharia e Construção S/A (WTorres), que não havia participado de ajustes, resolveu ingressar no certame e apresentou proposta de preço, de R$ 858.366.444,14, cerca de 40 milhões de reais inferior ao da proposta apresentada pelo Consórcio Novo Cenpes, de R$ 897.980.421,13.

Léo Pinheiro, da OAS, acertou com Walter Torre 18 milhões de reais para ele desistir de obra no Cenpes.

Ver também Fases da Operação Lava Jato Desdobramentos da Operação Lava Jato

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