Maya April Moore (Jefferson City, ) é uma defensora da justiça social e ex-basquetebolista profissional estadunidense que atuou por toda a carreira profissional pelo Minnesota Lynx na Women's National Basketball Association. Também jogou basquete universitário pela Universidade de Connecticut. Sua carreira fez que fosse nomeada a primeira Atleta do Ano pela Sport Illustrated, em 2017, que a chamou de "a maior vencedora da história do basquete feminino." Moore foi selecionada para o Women's Basketball Hall of Fmae em 2024.
Moore foi a primeira escolha geral do draft da WNBA de 2011 pelo Minnesota Lynx. Em sua carreira Moore ganhou quatro títulos da WNBA (2011, 2013, 2015 e 2017), um prêmio de MVP da WNBA (2014), um prêmio de MVP das Finais da WNBA (2014), três prêmios de MVP do All-Star Game da WNBA (2015, 2017 e 2018), duas medalhas olímpicas de outro (2012 e 2016) e o prêmio de Rookie do Ano da WNBA (2011). Ela também foi selecionada para seis All-Star Game da WNBA e sete All-WNBA Team.
No offseason da WNBA, Moore conquistou em 2012 tanto o título da liga espanhola de basquete feminino, quanto o título da EuroLeague jogando pelo Ros Casares Valencia. De 2013 a 2015, Moore também conquistou o título da liga chinesa em todos os anos que competiu. Em 2018, Moore conquistou seu segundo título da EuroLeague jogando pelo UMMC Ekaterinburg.
Carreira universitária Moore foi unanimamente escolhida como a caloura do ano da pré-temporada da conferência Big East pelos treinadores da liga. Em 11 de fevereiro de 2007, Moore fez sua estreia universitária pela Uconn, registrando 21 pontos, 10 rebotes, 4 assistências e 4 roubos de bola em uma vitória 98-35 sobre Stony Brook. Moore marcou 678 pontos, o maior número de pontos feitas por uma caloura na história do programa. Ela também estabeleceu seis recordes como caloura da UConn. Após levar sua equipe ao título da temporada regular da Big East, ela foi nomeada unânime Caloura do Ano da Big East e tornou-se a primeira caloura, entre homens e mulheres, a ser eleita a Jogadora do Ano da Big East. Ela também foi escolhida unânime para o time ideal All-Big East e para o time All-Frashman da Big East. Moore foi 10 vezes caloura da semana da Big East, estabelecendo um recorde da conferência. No Final Four, Moore registrou 20 pontos, 9 rebotes e 3 bloqueios na derrota por 82-73 para Stanford, terminando a temporada de UConn com um recorde de 36-2. Moore foi unânime escolhida para o time ideal All-American, tanto da America Press (AP) quanto da U.S. Basketball Writers Association (USBWA) e Women's Basketball Coaches Association (WBCA). Além disso, ela foi premiada com o prêmio de Caloura Nacional do Ano da USBWA.
No segundo ano da carreira universitária, registrou seu recorde da temporada em 17 de janeiro de 2009, ela marcou 40 pontos e 13 rebotes na vitória por 107-53 sobre o Syracuse. Moore tornou-se a jogadora mais rápida da UConn a alcançar 1.000 pontos na carreira e estabeleceu o recorde de 10 pontos de arremessos de três pontos convertidos na história da Big East. Ao final da temporada regular, ela foi unanimemente nomeada Jogadora do Ano da Big East e para o time ideal All-Big East pelos treinadores e pela mídia da liga. No torneio Big East, Moore teve médias de 21 pontos, 8,7 rebotes, 2 roubos e 2,3 bloqueios. Ela foi eleita a jogadora mais destacada do torneio. Moore ajudou a equipe de UConn a uma temporada invicta de 39-0 e ao título nacional de 2009, além de ser nomeada para o time All-Tournament do Final Four da NCAA de 2009. Moore ganhou o prêmio de Jogador do Ano da AP, Jogador do Ano da Naismith College, Jogador Nacional do Ano da USBWA, o Prêmio John R Wooden e o Troféu Wade. Em julho de 2009, ela ganhou o prêmio ESPY de Melhor Atleta Universitária Feminina.
Moore conduziu UConn a uma segunda temporada invicta consecutiva, com 39–0, e ao título nacional de 2010, sendo eleita a Jogadora Mais Destacada do torneio. Em 7 de março, Moore registrou 16 pontos, 14 rebotes, sete assistências e cinco roubos de bola na vitória por 77–41 sobre Syracuse nas quartas de final do torneio da Big East de 2010. Ela se tornou a quinta jogadora na história da instituição a marcar 2.000 pontos. Moore recebeu o Troféu Wade como a melhor jogadora de basquete universitário feminino da NCAA Divisão I. Moore também foi nomeado Academic All-American pelo College Sports Information Directors of America. Moore ganhou o prêmio de Melhor Jogadora de Basquete Universitário Feminino no ESPYs de 2010.
Em seu último ano na UConn, Moore alcançou recordes pessoais em pontuação (22,3 pontos por jogo), assistências (4,1 assistências por jogo) e roubos de bola (2,2 roubos por jogo). Em 29 de março, Moore se tornou o primeiro jogador na história da UConn a alcançar 3.000 pontos. Ela ganhou seu segundo prêmio de Jogadora do Ano do Naismith College, seu terceiro Troféu Wade consecutivo (única jogadora na história a atingir o feito – calouros não são elegíveis para este prêmio), seu segundo prêmio de Jogadora do Ano Universitária Feminina da Associated Press e seu segundo Jogador Nacional do Ano Feminino da USBWA prêmio; ela também foi eleita Jogadora do Ano da Big East (terceira vez) e uma quarta vez consecutiva. No Final Four, UConn foi surpreendido pelo rival da Big East, Notre Dame, por 72–63, e terminou a temporada com um recorde de 36–2. Moore foi nomeado para o time All-Tournament do Final Four.
Durante sua carreira universitária, Moore venceu 150 jogos e perdeu apenas quatro, acumulando um total de 3036 pontos (primeira Husky da história e quarta na história do basquete feminino da NCAA divisão I), 1276 rebotes (segunda Husky da história), 310 roubos de bola (terceira Husky da história), 544 assistências (sexta Husky da história) e 204 tocos (quarta Husky da história); ela é a única jogadora de basquete feminino na história da Divisão I a registrar 2500 pontos, 1000 rebotes, 500 assistências, 250 roubos de bola e 150 tocos. Em 28 de fevereiro, ela foi homenageada no Huskies of Honor (terceira vez na história de uma jogadora ativa).
Moore também foi uma estudante universitária impressionante: formou-se com um GPA (métrica de desempenho acadêmico de 0 à 4) de 3,7, recebendo o prêmio Elite 88, e foi nomeada para Academic All-American da Cosida em 2009, 2010 e 2011, Cosida Academic All-America of the Year em 2010 e 2011 (primeira atleta a repetir o feito) e All-sports Academic All-America of the Year em 2011.
E após se graduar, Moore foi selecionada com a primeira escolha geral do draft da WNBA de 2011, também se tornando a primeira atleta feminina de basquete a assinar a Jordan Brand.
Carreira profissional A carreira profissional de Maya Moore, assim como no ensino médio e faculdade, foi repleta de títulos e prêmios individuais. Em seus três primeiros anos na WNBA, chegou a três finais, uma final de Eurobasket e duas finais da WCBA, além de vencer cinco dos seis campeonatos possíveis que poderia ter. Ao longo do caminho, ela se estabeleceu como uma das melhores jogadoras de basquete. Em 2015, se tornou uma das três jogadoras a ganharem o prêmio de MVP da temporada, MVP das Finais, e MVP do All-Star, apenas Candace Parker e Lisa Leslie haviam atingido o feito.
WNBA
2011: Temporada de caloura e primeiro título Moore foi selecionada em 1º escolha geral no draft da WNBA de 2011 pelo Minnesota Lynx. Ela entrou para um time que já contava com jogadoras talentosas como Lindsay Whalen, Rebekkah Brunson e Seimone Augustus, e ajudou o Lynx a alcançar o melhor recorde da história da franquia e da WNBA. Moore foi nomeada Caloura do Mês da WNBA em julho e agosto e participou do All-Star Game da WNBA. Embora Moore tenha adminitido que teve dificuldades em alguns momentos para se adaptar ao nível extraordinário de talento da WNBA, seu desempenho ainda lhe rendeu o prêmio de Rookie do Ano da WNBA.
Durante os playoffs, Moore foi a segunda maior pontuadora de sua equipe. Em outubro de 2011, Maya se tornou apenas a segunda jogadora na história da liga a ganhar o prêmio de Rookie do ano e um título da WNBA no mesmo ano.
2012–2013: Disputa pelo título e MVP das Finais esquerda|miniaturadaimagem|Moore jogando pelo Lynx em 2012. Em 2012, Moore ajudou o Lynx a iniciarem a temporada com uma sequência de 10-0, o melhor início da história da WNBA. O Lynx igualaram a marca de 27-7 de 2011, terminando como o primeiro colocado nos playoffs da WNBA pelo segundo ano consecutivo. O Lynx avançaram para as Finais da WNBA de 2012, pela segunda temporada consecutiva, mas perderam para o Indiana Fever.
Em 2013, Moore elevou seu desempenho, liderou as Lynx em pontos e se tornou a primeira jogadora na história da WNBA a liderar a liga tanto em arremessos de três pontos quanto em percentual de arremessos de três. Moore foi eleita duas vezes Jogadora do Mês da Conferência Oeste da WNBA e três vezes eleita Jogadora da Semana da Conferência Oeste da WNBA. Enquanto isso, as Lynx mais uma vez tiveram o melhor recorde da WNBA, terminando com 26–8. As Lynx varreram os playoffs, conquistando seu segundo título da WNBA. Moore foi eleita MVP das Finais da WNBA, liderando seu time em pontuação em dois dos três jogos das Finais.
2014: MVP da temporada No quarto jogo da temporada de 2014, Moore estabeleceu um novo recorde da WNBA ao marcar 30 ou mais pontos em quatro jogos consecutivos. Em 22 de julho de 2014, Maya marcou seu recorde pessoal de 48 pontos, o segundo maior total em um único jogo na história da WNBA. Ela também teve outro jogo de 40 pontos apenas uma semana depois. Ela então estabeleceu um recorde da WNBA ao marcar 30+ pontos em doze jogos em uma única temporada. Ela acabou tendo uma média de 23,9 pontos por jogo, sua melhor marca pessoal, e, pela primeira vez na carreira, Moore ganhou o prêmio de MVP da WNBA. Minnesota entrou nos playoffs com o recorde de 25–9, o segundo melhor da Conferência Oeste e também de toda a WNBA. Eles enfrentaram o terceiro cabeça de chave da Conferência Oeste, o San Antonio Stars, nas semifinais da Conferência Oeste. O Lynx venceu o Stars em jogos diretos. Depois, enfrentaram o primeiro colocado geral, Phoenix Mercury, nas finais da Conferência Oeste. Eles perderam o Jogo 1 por 85–71, já que Maya marcou menos de 10 pontos pela primeira e única vez em toda a temporada. Mas no Jogo 2, ela se recuperou com 32 pontos e liderou sua equipe a uma vitória por 82–77. Eles jogaram em Phoenix no terceiro e último jogo, perdendo por 96–78, sem conseguir chegar às finais da WNBA pela primeira vez em 4 temporadas.
2015: MVP do All-Star e terceiro título Antes da temporada de 2015, Moore renovou com os Lynx um contrato de vários anos após o término de seu contrato de novata. Na temporada de 2015, Moore foi nomeada para o All-Star Game da WNBA de 2015 e recebeu o prêmio de MVP do evento após marcar um recorde de 30 pontos. O Lynx terminou a temporada regular como os primeiros colocados da Conferência Oeste, avançaram até as finais e conquistaram seu terceiro título da WNBA em cinco anos ao vencer o Indiana Fever por três jogos a dois. Um dos destaques memoráveis das finais foi no Jogo 3, quando Moore acertou a bola de três pontos da vitória no estouro do cronômetro. Ela também foi nomeada para o time ideal All-WNBA de 2015.
2016–2017: Derrota nas finais e quarto título