Pequeno Segredo é um filme brasilo-neozelandês de 2016, do gênero drama, dirigido por David Schürmann. O filme com roteiro original de Marcus Bernstein conta a história real sobre a adoção de Kat Schurmann, portadora do vírus HIV e filha caçula da família Schürmann – a primeira família brasileira a rodar o mundo em um veleiro.
Sinopse A história, que é autobiográfica e ficcional, conta que um neozelandês vai para a Amazônia e se apaixona por uma cabocla com quem tem uma filha, depois conhece o casal de velejadores que está viajando o mundo. Dessa amizade, vem a adoção da filha desse relacionamento.
Elenco Marcello Antony – Vilfredo Schurmann Julia Lemmertz – Heloisa Schurmann Maria Flor – Jeanne Erroll Shand – Robert Mariana Goulart – Kat Schurmann Fionnula Flanagan – Bárbara Rose Brant – Mila Thaís Comim – Sophia Alice Berton – Luana Thomas Silvestre – Julio
Produção O filme foi aprovado a captar R$ 9,7 milhões por meio da Lei do Audiovisual, levantando somente R$ 4 milhões por meio de incentivos Federais. O orçamento total e captado por meio de varias fontes de investimento foi de R$ 10 milhões.
Pequeno Segredo levou seis anos de roteiro, filmagens e produção. O diretor David Schürmann explica que o interesse nasceu quando seus pais, Vilfredo e Heloísa, adotaram Kat (morta em 2006, pouco antes de completar 13 anos), uma menina soropositiva que impressionou pela criatividade e genialidade.
Repercussão Representante brasileiro no Oscar 2017 O longa foi escolhido pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil na tentativa de uma indicação ao Oscar 2017, na categoria de melhor filme estrangeiro. Essa escolha foi inesperada e polêmica, pois acreditava-se que Aquarius – único filme latino-americano na competição oficial de Cannes, na França – fosse escolhido.
A comissão que escolheu o representante brasileiro teve entre seus membros um crítico de cinema que já havia feito críticas ao diretor Kleber Mendonça Filho e aos atores de Aquarius, devido ao protesto que a equipe do filme fez contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Festival de Cannes, na França. Mendonça Filho afirmou que houve retaliação política a seu filme e diversos cineastas como Anna Muylaert e Gabriel Mascaro afirmaram que Aquarius deveria ter sido o filme escolhido. Para Muylaert a escolha de Pequeno segredo "joga-se no lixo um trabalho de profissionalização do cinema brasileiro que tem mais de 20 anos". Já David Schürmann, diretor de Pequeno Segredo, defendeu o seu filme dizendo:“Sabemos que tem muita gente falando que não foi a melhor escolha da equipe, mas quero dizer que, quando essas pessoas assistirem ao filme, vão entender por que ele foi escolhido.”
Pequeno Segredo investiu US$ 250 mil na campanha para o Oscar – US$ 197 mil vieram da Ancine, um órgão oficial do governo federal do Brasil. No entanto, o filme ficou de fora da disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e não ficou entre os pré-indicados.
Lançamento Inicialmente, o filme estava previsto para ser lançado nos cinemas brasileiros no segundo semestre de 2015. No entanto, a estreia foi adiada para junho de 2016 e, mais tarde, para 10 de novembro de 2016. Por fim, para que o filme fosse elegível ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a estreia foi antecipada para 22 de setembro de 2016 e foi exibido em apenas uma sala do Rio Grande do Sul.
Recepção Resposta crítica O longa teve uma recepção mista dos críticos. Alcino Leite Neto, da Folha de S.Paulo, fez duras críticas ao filme. Segundo Alcino, Pequeno Segredo é um "dos piores filmes brasileiros recentes" e "um oceano de clichês e sentimentalismo. A narrativa é piegas, as imagens são piegas, a banda sonora é piegas, a direção é de uma platitude sem fim".
Já para o jornalista Luciano Trigo, do portal G1, Pequeno Segredo é "o melhor filme brasileiro dos últimos anos, com roteiro, fotografia e interpretações impecáveis".
Segundo Roberto Sadovski do Universo Online, "enquanto o Brasil vive extrema polarização e um momento político delicado, Pequeno Segredo surge como um alento, um filme delicado que, longe de alimentar o fogo, tenta apaziguar qualquer polêmica sendo apenas um filme – uma boa história, bem ritmada, fácil de seguir, fácil de gostar. É sentimental sem medo, é pessoal sem pedir desculpas".
Prêmios e indicações Ano Premiação Categoria Resultado2017 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz (Júlia Lemmertz) Melhor Direção (David Schürmann) Melhor Trilha Sonora Melhor Efeito Visual
Ver também Lista de representantes brasileiros para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro Lista de submissões ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017
Ligações externas
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