Partidos nazistas e outras organizações em prol do nazismo foram formados nos Estados Unidos durante o final do período entre guerras. Os membros desses grupos refletiam a simpatia de alguns germano-americanos pela Alemanha nazista, abraçando o espírito nacional-socialista na Europa e estabelecendo-o nas Américas. Durante o período entre guerras e a eclosão da Segunda Guerra Mundial, os partidos nazistas americanos se envolveram na propaganda nazista, invasão de sedes de jornais, espalhar materiais pró-nazi, e se infiltravam em outras organizações.
O apoio de parte da sociedade dos Estados Unidos à ideologia nazista vem desde o surgimento do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães em 1920. Essa simpatia à ideologia nazista influencia a política e a sociedade americana, em maior ou menor grau desde então.
Cultura
Em partes do Estados Unidos, várias pessoas não brancas foram proibidas de manter empregos do governo, mesmo durante a segunda metade do século XX, repercutindo até hoje em uma parcela relevante da população e atualmente isso inclui muçulmanos também. A população branca dos Estados Unidos usou o seu poder econômico e político para legalmente segregar os espaços públicos e edifícios e estabelecer o domínio social sobre as pessoas de cor no sul dos Estados Unidos. A legislação aprovada nos Estados Unidos entre 1921 e 1924 foi interpretada como anti-semita, pois restringia severamente as cotas de imigração de nações da Europa Oriental com grandes populações judaicas; cerca de três milhões de judeus tentaram emigrar para o Estados Unidos em 1920. Na época houve trocas culturais mútuas entre as duas sociedades, como no caso dos elogios mútuos entre a Gestapo e o FBI. Segundo Jeane J. Kirkpatrick, embaixadora do governo norte-americano na ONU nos anos 80, seria possível reformar apenas regimes autoritários de direita totalitários mediante um comércio com os Estados Unidos, ao contrário do autoritarismo de esquerda que seria na visão dele irreformável. O nazismo norte-americano em sua versão recente se manifesta com influências esotéricas herdada do movimento de contracultura dos anos 60, mas também houve influências unidirecionais de uma cultura política para outra como nos casos a seguir. Em 2017, houve várias manifestações inspiradas na Unite the Right no mundo todo, incluindo no Reino Unido, organizados e liderados pelo Partido Nacional Britânico.
Influências da sociedade norte-americana no nazismo thumb|direita|250px|O judeu internacional, novembro de 1920, primeira edição por Henry Ford A Associated Press (AP) continuou a operar na Alemanha Nazista, mesmo tendo recebido o prêmio Pulitzer de 1939, que criticava a ascensão de Adolf Hitler e o anti-semitismo no país. Seguindo as novas leis, a AP empregou apenas funcionários alemães, e demitiu funcionários judeus. O jornal foi o único do mundo ocidental a poder continuar operando no país até o Ataque a Pearl Harbor em 1941, mas continuava a receber fotografias da Alemanha e dos frontes do leste europeu com a permissão do exército americano.
A Fundação Rockefeller financiou o programa eugenista de Joseph Mengele e em 1934 eugenistas norte-americanos organizaram uma feira científica para recepcionar os médicos higienistas alemães além do fato de que estas pesquisas serviram de inspiração para a criação das leis de Nuremberg. A família Rockefeller através do Chase Bank foi investigada por guardar dinheiro que nazistas tomaram de judeus franceses na Suíça ainda durante a Segunda Guerra.
Heinrich Himmler declarou que Ford era como "um dos nossos mais valiosos e importantes, combatentes espirituosos" depois de receber financiamento dele na campanha eleitoral de 1933.
Walt Disney apoiou ativamente o nazismo, apesar da sua produtora ter criado animações em prol dos Americanos.
O vice-presidente das relações exteriores da GM, James D. Mooney, recebeu condecorações similares a dele, como no caso da Ordem de Mérito da Águia Alemã de 1.ª Classe dele. O próprio Hitler reverenciava Ford, mantendo um retrato dele em seu gabinete, além de desejar colocar o fordismo em prática na Alemanha. Grandes movimentos religiosos novos dos Estados Unidos apoiaram a perseguição do governo da Alemanha Nazi a homossexuais.
Influências do nazismo na sociedade norte-americana Durande a Fed Cup de 2017 nos Estados Unidos, na recepção de uma tenista alemã descendente de eslavos foi colocado o hino da Alemanha Nazi, fato este que ofendeu a atleta, sendo que ela mais tarde solicitou que os organizadores do evento pedissem desculpas. A eugenia norte-americana influênciou o nazismo, cientistas nazistas ajudaram na fundação da NASA. e foram usadas pesquisas nazistas dos riscos sanitários do Fosgênio na saúde humana para ver se poderia proibi-lo. Um dos principais heróis da Marvel, o capitão América foi admitido como nazista. e pastores como Rick Warren se inspiraram na juventude hitlerista para o trabalho de evangelização.
A aplicação rigorosa da pena de morte contra crianças afro-americanas na época teve origem no movimento nazista do país O nazismo também se inspirou na hierarquia da Igreja Mórmon norte-americana desde o momento da fundação do partido nazista e Alfred Rosenberg se inspirou em Lothrop Stoddard pára falar sobre a ameaça dos "subhumanos" (Untermensch), além de afirmar que os Estados Unidos eram o país do futuro, sendo que já tinha visitado a Alemanha e foi elogiado pelos presidentes Herbert Hoover e Warren G. Harding por este tipo de assertiva.
Em 2014, a P&G foi condenada socialmente por usar simbologia nazista no sabão em pó Ariel.
Os norte-americanos também aprenderam técnicas de interrogatório com os nazistas. Vários empresários, políticos e intelectuais, como Henry Louis Mencken consideravam o nazismo como uma forma de evitar o comunismo.
Relações político-econômicas thumb|direita|250px|Desfile do Bund germano-americano em East 86th St., New York City, em 30 de outubro de 1939.
O país durante a Guerra Fria apoiou nacionais-socialistas na tentativa de tomar o poder na Síria em 1949. Além disso, o pais tem sido descrito como o maior promotor de democídios desde a Segunda Guerra Mundial. Ilustres norte-americanos como Walt Disney promoveram a Operação Paperclip para trazer cientistas e engenheiros nazistas para a NASA e segundo Wallace, o nazismo americano imita a via prussiana de Hitler exceto no uso inicial da força interna. O governo Trump em 2017 cortou incentivos fiscais a ongs antinazistas dos Estados Unidos e de desradicalização deste movimento alegando nada após o episódio e o mesmo usou de um lema fascista dos anos 20 para sua campanha eleitoral.Trump's 'America First' has ugly echoes from U.S. history
A Ford, por exemplo, reduziu os custos do trabalho de quinze por cento dos volumes de negócios em 1933 para apenas onze por cento em 1938 e trabalhadores da Coca-Cola em Essen antes da guerra não podiam mudar de emprego ou protestar além de produzirem em um ritmo frenético. Prescott Bush era dono do Banco União que emprestou dinheiro para a ThyssenKrupp, uma das patrocinadoras do Partido nacional-socialista antes de chegar ao poder. Durante a guerra, os nazistas negociaram a sua rendição com norte-americanos sem o envolvimento dos soviéticos em 1944 na Itália, deixando muitos deles fugirem, inclusive o assassino de 300 mil judeus Karl Wolff.
O senador John McCain se reuniu com o chefe do ex-Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Ucranianos e atual Svoboda em 2013 e em março de 2015 o governo ianque mandou tropas para treinar o Batalhão Azov que é famoso por usar simbologia nazista. Ainda durante a Guerra Fria, nazistas ucranianos criaram uma rede de fuga para os Estados Unidos em troca de colaboração contra o Partido Comunista da Alemanha. O governo norte-americano em 2014 votou contra uma proposta no Conselho de Segurança das Nações Unidas que combatia a glorificação do nazismo, sendo que os únicos países que votaram contra a proposta na Assembleia Geral contra foi a Ucrânia, o Canadá e os Estados Unidos. Os Estados Unidos tem boas relações como o governo ucraniano que celebra heróis colaboracionistas desde 2014. Financiadores norte-americanos como George Soros apoiaram a ascensão de partidos neonazistas como Svoboda na participação política na Ucrânia em 2014 e não se arrempenderam. A mídia norte-americana também se silenciou com o genocídio cometido na Ucrânia.
Na operação Paperclip, o governo norte-americano deu asilo para milhares de cientistas nazistas que foi essenciais dentre outras coisas na criação da NASA. O governo norte-americano também aceitou líderes nazistas tradicionais da Ucrânia como exilados políticos o que ajudou a formar uma comunidade neonazi formidável por lá. No pós-guerra, comunistas tomam o controle dos sindicatos e fábricas, mas posteriormente por pressão de tropas norte-americanas e do governo alemão, nazistas da velha guarda voltam a gerência da empresa. Desde esta época, os Estados Unidos são um dos maiores asilos políticos para nazistas foragidos. Durante a fundação da Alemanha Ocidental, o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha foi refundado por antigos nazistas em sua maioria e muitos exilados no pós-guerra receberam asilo do CIA para fins assumidamente de espionagem. Apesar disto existe um caso de um antigo engenheiro nazista que usou trabalho escravo na Alemanha e conseguiu um visto de cidadania nos Estados Unidos para abrir uma empresa. O BND alemão por exemplo foi auxiliado pela CIA no momento do seu estabelecimento com o auxilio de nazistas dos tempos de Hitler. Muitos antigos nazistas serviam para os propósitos da espionagem do país na época da guerra fria.
Houve um lobby forte para que se adiasse o rompimento diplomático entre Estados Unidos e Alemanha Nazista. O Hermann Göring ficou amigo do presidente da Texaco e vendeu muito petróleo para o governo alemão estocar antes da guerra. A Ford inclusive continuo fornecendo veículos de guerra para a Alemanha Nazista, usando inclusive mão de obra em campos de concentração durante toda a guerra. O líder da Juventude Hitlerista, Baldur von Schirach afirmou que foi influenciado por Ford na execução de 65 mil judeus na sua administração como interventor militar de Viena. Os líderes americanos expressaram a confiança de que o nazismo naquela época impediu o bolchevismo na Europa. Além disso houve tentativas de se restaurar governos fascistas em 1949 na Albânia e com sucesso na Grécia de 1944.
Lideres empresariais viam como uma necessidade apoiar todas as iniciativas contra a administração soviética que serviu de exemplo para os comunistas norte-americanos e ao invés de acompanhar o resto do mundo na crise de 29 gerou uma revolução industrial em seu país de impacto semelhante a da recuperação da Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. O governo norte americano através de uma equipe de embaixadores dentre os quais estava o pai de John F. Kennedy tentou persuadir os bretões a se renderem ao nazismo para que Hitler pudesse dedicar todo seu esforço em uma futura ofensiva contra os soviéticos. A General Motors e a Ford forneceram os motores e peças de reposição para os veículos militares alemães antes da guerra, sendo que o próprio Henry Ford apoiou desde o seu início o nazismo.
A mídia americana, como Harper's Magazine elogiou a "revolução financeira" alemã que foi comparada ao New Deal ianque por alguns economistas. Em países em que o uso de simbologia nazista é proibida, como no caso da Alemanha, há o uso da bandeira confederada. Antigos nazistas búlgaros no exílio nos Estados Unidos fundaram uma subdivisão do Partido Republicano voltada para lobby anti-soviético nos Estados Unidos e atividades de subversão nos países-membros do Pacto de Varsóvia.