Caso BALCO foi um caso legal envolvendo o uso de substâncias banidas de aumento de rendimento por atletas profissionais. O Bay Area Laboratory Co-operative (BALCO) foi um laboratório localizado na área da baía de São Francisco, Califórnia, que fornecia esteroides anabolizantes para atletas. O incidente levou a uma investigação feita pelo governo federal dos Estados Unidos em 2002.
Iniciada em 1984 como uma loja de implementos alimentícios esportivos e vitaminas, seu proprietário Victor Conte com o tempo concebeu um sistema de testar deficiências minerais em atletas, a fim de manter um equilíbrio perfeito de minerais no organismo. Através de testes regulares de sangue e urina, Conte iria monitorar e tratar a escassez de minerais em atletas, supostamente elevando consideravelmente seu nível de bem-estar físico. Após divorciar-se da mulher e de vários anos de dificuldades financeiras, a BALCO não havia conseguido sucesso profissional até 1996, quando o jogador de futebol americano Bill Romanowski passou a ser seu cliente. A partir dali, a BALCO começou a ser contratada por atletas de alto nível, adeptos de sua mistura especial de drogas indetectáveis, fabricadas pelo desonesto químico de Illinois Patrick Arnold e distribuído pelo técnico Greg Anderson.Fainaru-Wada, Mark, and Lance Williams. Game Of Shadows. 2006.
Arnold criou uma ampla gama de substâncias que usadas durante um determinado ciclo poderiam passar sem detectação nos testes de doping, mesmo os feitos a nível olímpico. Cinco diferentes tipos de drogas, misturadas a suplementos minerais, foram usadas para fornecer resultados otimizados. Os tipos de drogas incluíam eritropoietina (EPO), hormônio do crescimento, modafinil, creme de testosterona e tetrahidrogestrinona, também chamada "The Clear", esta última substância especialmente criada por Arnold e usada por Marion Jones. As drogas foram produzidas e vendidas entre 1998 e 2002, quando começou a investigação federal sobre a empresa.
Paralelamente com esta investigação, a USADA, a agência antidoping americana, começou sua própria investigação de maneira silenciosa sobre Conte e a BALCO. Na metade de 2003, seus investigadores receberam anonimamente uma seringa com traços de uma misteriosa substância. O informante anônimo era o jamaicano Trevor Graham, ex-medalhista olímpico e técnico de Marion Jones e Tim Montgomery. A seringa foi parar nas mãos de Don Catlin, fundador e diretor do Laboratório Olímpico de Análises da UCLA, que havia desenvolvido um sistema de testes para a substância THG (tetrahidrogestrinona). Catlin testou 550 amostras de atletas, das quais 20 deram positivo para THG. Atletas como Kelli White, Dwain Chambers, Kevin Toth e a meio-fundista Regina Jacobs, duas vezes medalha de prata nos 1500 m em campeonatos mundiais, foram implicados na investigação. Todos receberam suspensões diversas do esporte e maioria abandonou a carreira. O mais famoso deles, a sprinter Marion Jones, teve que devolver todas as suas medalhas olímpicas de Sydney 2000 e várias de campeonatos mundiais.
Conte, Arnold e Anderson foram todos condenados a penas diversas de prisão.
Categoria:Dopagem