Em biologia, notadamente na ecologia, deextinção, ou a ressurreição biológica, ou revivalismo de espécie é o processo de criação de um organismo, que é um membro ou se assemelha a uma espécie extinta, ou a população reprodutiva de tais organismos.BA Minteer (2014) Is it right to reverse extinction? Nature 509(7500), 261. A clonagem é o método mais amplamente proposto, apesar de criação selectiva também ter sido proposta. Até 2017, não havia diretrizes claras para decidir quais espécies deveriam ser priorizadas.High profile 'de-extinction' likely in 5-10 years: expert por Fran Kelly (2017)

Mais de 24 espécies animais extintas foram propostas como candidatas para a deextinção com base em seus altos graus de interesse público, disponibilidade de DNA em boas condições, existência de espécies estreitamente relacionadas que podem servir como madrastas ou “barriga de aluguel” e disponibilidade de habitat adequado, para os casos de reintroduções planejadas.De-extinction, nomenclature, and the law por Norman Wagner1, Axel Hochkirch, Henrike Martin, Daniela Matenaar, Katja Rohde1, Frank Wacht, Charlotte Wesch, Sarah Wirtz, Roland Klein, Stefan Lötters, Alexander Proelss, Michael Veith, et al publicado em Science, Vol. 356, Issue 6342, pp. 1016-1017 - DOI: 10.1126/science.aal4012 em 9 de junho de 2017

Espécies ressuscitadas O último íbex-dos-pirenéus foi morto na Espanha em janeiro de 2000.Pyrenean Ibex (Bucardo) - Capra pyrenaica pyrenaica (2013) A espécie passou a ser "de-extinta" por um período de apenas 7 minutos quando uma fêmea clonada nasceu viva em janeiro de 2009, morrendo devido a uma falha nos pulmões.Extinct ibex is resurrected by cloning, The Daily Telegraph, January 31, 2009

Uma subespécie de Zebra chamada de Quagga também foi recriada, por sua vez através de cruzamentos selecionados, os espécimes foram reintroduzidos com sucesso.

Em 7 de abril de 2025, a startup estadunidense Colossal Biosciense anunciou a deextinção do lobo-terrível. Entretanto, a cientista-chefe do projeto admitiu que se tratava um lobo-cinzento transgênico.

Crítica Um argumento diz que se a ressurreição de uma espécie extinta for bem sucedida, os cientistas não poderiam parar em apenas um ou dois animais da espécie. Eles teriam que fazer o suficiente para pelo menos uma população de tamanho saudável. Então eles teriam de reintroduzir com sucesso as espécies de forma viável para o planeta, tendo o cuidado de encontrar um lugar onde a espécie não prejudicaria as outras espécie e onde os animais estariam seguros de tudo o que os levou a extinção em primeiro lugar.Spending limited resources on de-extinction could lead to net biodiversity loss por Joseph R. Bennett, et al Nature Ecology & Evolution 1, Número do artigo: 0053 - doi:10.1038/s41559-016-0053 (2017) E esses animais teriam que ser gerenciados e monitorados por anos. Tudo isso custa muito dinheiro e desvia fundos de conservação já limitados de espécies que ainda não foram extintas, mas que necessitam de proteção, dizem os ecologistas. Se o governo ou fontes privadas pagam pela reintrodução, outras espécies são obrigadas a sofrer pela transferência de fundos.De-extinction probably isn’t worth it por Sarah Zielinski, (2017) Além disso, alguns cientistas insistem que não é possível trazer de volta "mamutes, neandertais, ou Adolf Hitler, ou o dodo, ou gatos com dentes de sabre, dinossauros, o tilacino, o grande auk, o periquito da Carolina ou o sapo chocador gástrico"

Esforços para ressurreição futura Técnicas de clonagem, especialmente, a técnica CRISPR/Cas9Welcome to the CRISPR zoo Birds and bees are just the beginning for a burgeoning technology. por Sara Reardon Nature (2016)Woolly Mammoth Revival publicado por "The Long Now Foundation" (2016)CRISPR Cas9 publicado por "Desabafando Biologia" (2016)Cientistas russos afirmam que podem trazer mamute pré-histórico de volta a vida publicado por "Universo Inteligente" (2016)We May Resurrect The Mammoth Sooner Than You Think The animals could play a key role in slowing climate change. por Lila Shapiro, publicado pelo "Huffington Post" (2015)The CRISPR Craze Takes Fight: Adding Birds to the CRISPR Zoo por Ben J. Novak em "Revive & Restore" (2016) têm sido aplicadas às espécies ameaçadas.Should we bring extinct species back from the dead? por David Shultz, em "Science" (2016)De-Extinction, a risky ecological experiment por Liza Lester (2016)Trapa natans por Geo. E. Davenport, publicado no "Bulletin of the Torrey Botanical Club", Vol. 6, No. 58 (Outubro, 1879), p. 352A mammoth undertaking: Can de-extinction be ecologically responsible? publicado pela "University of California - Santa Barbara" (2016)These Are the Extinct Animals We Can, and Should, Resurrect Biologist Beth Shapiro offers a guide to the science and ethics of using DNA for de-extinction por Elizabeth Quill, publicado pela "Smithsonian magazine" (2016) Há vários esforços para trazer de volta o mamute-lanoso e oportunidades com animais como ursos, e também em aves.GENE EDITING WILL TRANSFORM CANCER TREATMENT Jennifer Doudna, CRISPR PIONEER por ELIZABETH LOPATTO (2016) CRISPR pode ser a chave para acelerar o retorno eventual de animais antigos.CRISPR May Prove Useful in De-Extinction Efforts Researchers are using the powerful gene-editing tool to recreate the woolly mammoth. por Britt Wray (2017).

O projeto Frozen Ark preserva o DNA e as células vivas de espécies ameaçadas de extinção para reter o conhecimento genético para deextinção no futuro.

Cientistas sul-coreanos trouxeram à vida em 2017 um cachorro laika usando um pequeno fragmento da orelha de sua mãe para capturar o material genético necessário para produzir o clone. A equipe está trabalhando na clonagem de um mamute lanoso extinto de 28 000 anos usando restos das espécies preservadas no solo permafrost na Sibéria. Também esperando ressuscitar a raça de cavalo Lenskaya, extinta há muito tempo, extraindo células de um potro extinto de 42 000 anos descoberto preservado em condições quase perfeitas na Sibéria.

Espécies consideradas para a ressurreição biológica Dinossauros De acordo com o Paleontólogo Jack Horner, seria possível recriar um dinossauro revertendo a evolução de uma ave. Sua ideia é reverter a evolução de uma ave (uma galinha em seu caso) para recuperar características adormecidas de dinossauros terópodes. O resultado seria chamado de "Frangossauro" ou "Galinhassauro".

Aves Pombo-passageiro é uma das espécies propostas a ser deextinta.Peter Thiel Is Funding the Effort to Bring Woolly Mammoths Back to Life por Antonio Regalado (2017)Should we bring extinct species back from the dead? por David Shultz, publicado pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (2016) O DNA sobrevivente de pombo de passageiros é degradado demais para clonar novos pássaros, mas esforços estão em andamento para modificar geneticamente, através a técnica CRISPR/Cas9,The CRISPR Craze Takes Fight: Adding Birds to the CRISPR Zoo por Ben J. Novak publicado pela "Reviver & Restore" (2016) o patagioenas fasciata, o parente vivo mais próximo do passageiro, para trazer de volta os pássaros extintos. Uma organização sem fins lucrativos por trás do esforço, afirma que pode produzir aves para reprodução em cativeiro até 2024 e criar uma população selvagem até 2030.Science finds a way to bring back extinct animals por Mike Vago (2018) Experimentos em culturas de células da pomba-de-coleira-branca começaram em 2015.Ancient DNA Could Return Passenger Pigeons to the Sky por David Biello publicado pela Scientific American (2014) Periquito-da-carolina é outra espécie proposta a ser deextinta. Ela foi listado como um possível candidato a espécie Lázaro.

Mamíferos O auroque era provavelmente o antepassados do gado bovino. Chegava a ter 1,86 metros de altura e pastava por toda a Europa. Ao longo dos milénios, a caça excessiva foi levando à redução contínua das populações de auroques, tendo o último indivíduo da espécie morrido na Polónia em 1627. Agora, quatro séculos depois, a Rewilding Europe está a trabalhar com parceiros locais para recriar a espécie por cruzamento entre raças de bovinos e reintroduzi-los no seu antigo habitat.

O íbex dos Pirenéus era uma subespécie do íbex espanhol que vivia na Península Ibérica. Embora tenha sido abundante na época medieval, a caça excessiva nos séculos XIX e 20 levou ao seu desaparecimento. Em 1999, apenas uma única fêmea chamada Celia foi encontrada viva no Parque Nacional de Ordesa. Cientistas a capturaram, retiraram uma amostra de tecido de sua orelha, colocaram uma coleira nela e a soltaram de volta na selva, onde ela viveu até ser encontrada morta em 2000, após ter sido esmagada por uma árvore caída. A espécie passou a ser "deextinta" por um período de apenas 7 minutos quando uma fêmea clonada nasceu viva em janeiro de 2009, morrendo devido a uma falha nos pulmões.

Lobo-da-tasmânia: Pesquisadores estão sequenciando o genoma do numbat para ver como as espécies são semelhantes. Com o CRISPR, a enorme quantidade de mudanças necessárias para transformar um numbat num tilacino ainda está no reino da possibilidade - embora não no futuro imediato. O tilacino já tem uma vantagem sobre muitos candidatos à extinção: habitat apropriado. Em 2022, a Colossal Biosciences anunciou o projeto de desextinção do tilacino com o objetivo de devolvê-lo à Tasmânia nativa para estancar a perda de biodiversidade e preservar o ecossistema local.

Mamute-lanoso: George Church lidera o esforço para trazer espécies extintas extraindo DNA de mamutes e combinando-o com o DNA de um elefante asiático.Will bringing back the woolly mammoth save humanity from itself? A chat with author Ben Mezrich about bringing back long-extinct animals por Angela Chen (2017) Church anunciou, em janeiro de 2017, que ele acredita estar a dois anos de criar um embrião de mamute híbrido. O seu objetivo final é desenvolver um embrião em um feto, e levá-lo até o final da gestação.Can we grow woolly mammoths in the lab? George Church hopes so por Penny Sarchet (2017) Pesquisadores, em 2020, ressuscitaram os genes do mamute da Ilha de Wrangel para testar se suas mutações eram realmente prejudiciais. A Colossal Biosciences anunciou em 2021 planos para trazer mamutes, ou animais como eles, de volta da extinção para a paisagem da tundra siberiana, depois de ter recebido US$ 15 milhões em fundos iniciais para apoiar pesquisas. A equipe de pesquisa esperava que a primeira geração de mamutes híbridos estivesse pronta em 2026, mas em 2024, a empresa anunciou que pretende produzir seu primeiro bebê mamute até 2028. O Colossal, em 2022, anunciou uma infusão de financiamento de US$ 60 milhões.