thumb|342x342px|direita|Sistemas de armas espaciais baseadas no solo e em órbita da Terra.

Arma espacial é aquela posicionada na órbita da Terra, almejando alvos no espaço e/ou na superfície do planeta e, armas instaladas no solo almejando alvos no espaço.Crowded Orbits: Conflict and Cooperation in Space. Autor: James Moltz. Columbia University Press, 2014, ISBN 9780231528177 Adicionado em 16/10/2016. Além dos Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Índia, realizam esforços consideráveis para expandir seus sistemas de armas espaciais e de reconhecimento Space as a Strategic Asset. Autor: Joan Johnson-Freese. Columbia University Press, 2007, ISBN 9780231136549 Adicionado em 16/10/2016.Forbes - U.S.-Japan Military Space Alliance Promises To Grow In 'New Ways'. Saadia M. Pekkanen. 27 de Outubro de 2015, Acessado em 16/10/2016. (vr: Guerra espacial)

Sistemas existentes e previstas de armas

Armas antissatélite

miniatura|Míssil antissatélite da Força Aérea dos Estados Unidos da década de 1980.|342x342px

Armas antissatélite (ASAT) são projetadas para localizar, destruir ou deixar inoperantes, satélites inimigos em órbita.

Armas antissatélite ou mísseis antibalísticos baseados em terra ou no ar e podem atacar alvos em órbita. Satélites militares. Armas laser baseadas no espaço, terra ou ar, podem ser usadas como armas antissatélite. Sistemas de interferência por ondas de rádio e, sistemas de comunicação por satélite, que podem causar interferência temporária ou permanentemente por meios eletrônicos.

Sistemas de armas espaciais

Laser baseado no espaço

miniatura|Arte digital de um projeto futuro do Comando Espacial dos EUA para 2020: um laser de alta potência posicionado em órbita que poderá atingir com precisão alvos na superfície da Terra.|342x342px

Lasers baseados no espaço (Space Based Laser, SBL) estão em desenvolvimento. A empresa aeroespacial e de defesa estadounidense Lockheed Martin é uma das principais a atuar nesta área.Federation of American Scientists - Space Based Laser (SBL). Acessado em 16/10/2016. Atualmente, sua praticidade é ainda limitada. O principal problema é o fornecimento de grandes quantidades de energia para uso eficaz.Air University - Airborne and Space-Based Lasers: An Analysis of Technological and Operational Compatibility. Kenneth W. Barker. Junho de 1999. Acessado em 16/10/2016.

"Rods from God"

Rods from God (pt: "Hastes de Deus") são hastes de tungstênio que poderiam, hipoteticamente, ser usadas contra alvos em terra. O tungstênio é o metal que tem o ponto de fusão mais alto de todos os metais puros e alta densidade semelhante a do ouro. Portanto, um projétil de tungstênio perderia pouca massa durante a reentrada atmosférica. Esta técnica resgataria um conceito início da I Guerra Mundial quando grandes quantidades de flechettes, geralmente de aço, eram despejados de aeronaves sobre tropas inimigas, causando mortes por sua força de impacto. O filme G.I. Joe: Retaliation (2013) mostra Londres sofrendo um ataque por uma "Haste de Deus".Dailystar - Rods from God: The out of this world 'meteorite' weapon that could win World War 3. Patrick Knox. 1 de Outubro de 2016, Acessado em 16/10/2016.

Bombas eletromagnéticas

Pulsos eletromagnéticos gerados em altitudes elevadas e a detonação de bombas de grafite poderiam inutilizar dispositivos eletrônicos.

Armas convencionais

A União Soviética procurou equipar estações espaciais militares Almaz com uma versão do canhão automático NR-23. Pelo menos na estação orbital Salyut 3 esta arma foi testada na prática. Detalhes e resultados das experiências são conhecidos de forma não oficial.Popular Mechanics - Here Is the Soviet Union's Secret Space Cannon. Anatoly Zak. 16 de Novembro de 2015. Acessado em 16/10/2016.

Míssil balístico intercontinental

Mísseis balísticos intercontinentais (ICBM's) estão incluídos nas armas espaciais dos EUA, porque cobrem uma grande parte de sua trajetória no espaço. Em 1993, forças ICBM's foram incorporadas ao Air Force Space Command (AFSPC); fundiram-se com o United States Strategic Command (USSTRATCOM) e, em 1 de Outubro de 2002, com o United States Space Command (USSPACECOM).

História

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Nos anos 1930, Eugen Sänger e sua esposa Irene Sänger-Bredt conceberam o Silbervogel ("pássaro de prata").Into the Black: The Extraordinary Untold Story of the First Flight of the Space Shuttle Columbia and the Astronauts Who Flew Her. Autores: Rowland White & Richard Truly. Simon and Schuster, 2016, pág. 141 ISBN 9781501123627 Adicionado em 16/10/2016. Este, seria um avião espacial capaz de voar da Alemanha para qualquer ponto da Terra. Durante a II Guerra Mundial, a Luftwaffe criou o projeto Amerika Bomber para atacar o território dos Estados Unidos e o Silbervogel foi cogitado como uma possível aeronave para esta missão. Porém, nunca foi construído e, após a guerra, Eugen Sänger foi contratado para trabalhar na França onde quase foi sequestrado pelos soviéticos, uma vez que Josef Stalin reconhecia o valor estratégico do Silbervogel.

O primeiro teste de uma arma antissatélite foi realizado pelos EUA em Outubro de 1959, quando um dos dois estágios do foguete de combustível sólido da Orion foi lançado de um bombardeiro B-47 para interceptar o satélite Explorer 6. O teste foi considerado bem sucedido, apesar de o satélite passar a 6,4 km de distância.Designation-systems - WS-199. Acessado em 16/10/2016. Naquele momento, o espaço era explorado a apenas dois anos. Pouco tempo após o lançamento do Sputnik I em 1957 o então presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, enfatizou:

"Deve ser dada a máxima prioridade a objetivos de defesa relacionados com o espaço, porque contribuem para nossa segurança imediata".Globalsecurity - Air Force Space Command. Acessado em 16/10/2016.

Durante a Guerra Fria, a política espacial dos EUA e da URSS estava sob o signo ideológico da corrida espacial. Em resposta a chamada "crise do Sputnik", que havia deixado claro para o Ocidente, que os ICBM's soviéticos poderiam atingir o território estadunidense a qualquer momento, o presidente Eisenhower assinou em 29 de Julho de 1958 o National Aeronautics and Space Act, o qual criou a NASA. Já em 7 de Janeiro de 1958, o DARPA foi fundado (então como ARPA).

Projetos de armas espaciais de diferentes nações

De acordo com um estudo realizado por Götz Neuneck e André Rothkirch, os EUA e a URSS (e a Rússia) teriam lançado juntos, até 2003, cerca de 2 mil satélites militares ao espaço. Todos os outros países juntos apenas de 30 a 40.

Estados Unidos

miniatura|Centro de Controle de Satélites da Força Aérea dos Estados Unidos (CSTC) em Sunnyvale, Califórnia, até meados dos anos 1980, a única instalação de seu tipo.

miniatura|Conceito inicial de um CAV (Common Aero Vehicle), 1997-1998.

miniatura|Modelo do HTV-1 (Hypersonic Technology Vehicle).

miniatura|Manutenção das instalações de controle de satélites na Base Aérea de Andersen, Guam. Desde 2006, esta base monitora 170 satélites militares e civis.

Um projeto militar recente dos Estados Unidos, realizado em conjunto entre USAF e DARPA, é denominado FALCON (Force application and launch from continental united states ou DARPA Falcon Project). Neste, veículos hipersônicos transportarão armas ou outros equipamentos para o espaço, mas também poderia ser empregado para intervenção rápida em qualquer ponto do planeta.Globalsecurity - Military Spaceplane. Acessado em 16/10/2016. O projeto é dividido em três fases do deve atingir no ano 2009, 9 000 milhas náuticas percorridos em menos de duas horas (16 668 km, o que corresponde a uma taxa de mais de 8 300 Km/h).

Em Agosto de 2004, a Lockheed Martin ganhou um contrato para construir HTV's (Hypersonic Technology Vehicle) para o programa FALCON da força aérea dos EUA e DARPA. O HTV-1 deveria ser testado em voo em setembro de 2007, com foguetes reforçadores (JATO), na tentativa de alcançar uma velocidade de Mach 19, a uma altitude de 30 a 45 km (a este nível que estaria a quase 20 000 km/h). Em Maio de 2006, a construção de dois HTV-1, foi cancelada por problemas detectados nos bordos de ataque. Em vez disso, ela foi transferido diretamente para o projeto HTV-2, que realizou seus primeiros voos de teste em abril de 2010 e agosto de 2011.

Após a revisão da política espacial nacional durante a presidência de George W. Bush em agosto de 2006, uma revisão da doutrina "Space Operations" foi aprovada em 22 de Janeiro de 2007, em que mais uma vez a superioridade militar dos Estados Unidos no espaço ganha importância central. O destaque é, novamente, o domínio militar dos Estados Unidos baseado na superioridade no espaço: "A fim de mantê-la, nossas forças aéreas devem defender efetivamente o espaço", diz o documento, que substitui o já existente desde 2001 da doutrina da Força Aérea dos EUA. Além disso, medidas de controle devem ser tomadas para proteger a superfície da Terra.

A instalação de armas de destruição em massa e armas nucleares no espaço foi proibida por acordos internacionais, como o Tratado do Espaço Exterior e SALT. Rússia, China e Canadá e vários outros países querem proibir a implantação de quaisquer armas no espaço por décadas sob um tratado para a proteção do espaço exterior. Os EUA desde o programa "Guerra nas Estrelas" de Ronald Reagan de meados dos anos 1980 se opõem a isto.

A reformulação da política espacial nacional a partir de 2006 estipula que os EUA continuarão a apresentar aos organismos supranacionais as diretrizes de sua política espacial. Além disso, os membros devem negar acesso ao espaço àqueles que contrariem os interesses dos Estados Unidos. Não está claro se o uso da força militar dos Estados Unidos estaria ligado a proibição de lançamentos de foguetes de outras nações.

O USSTRATCOM definiu uma política nacional para o espaço em 11 de Outubro de 2006 durante sua conferência sobre defesa estratégica do espaço em Omaha. Portanto, a prioridade é defender os satélites do país contra ataques, onde o que importa é a avaliação da situação ("consciência situacional"), de modo a manter o controle sobre todos os objetos no espaço e para identificar aqueles que possam representar uma ameaça para os satélites estadunidenses.Stratcom - AFCEA Convention. Lt. General Kehler, Washington, D.C. 16 de Junho de 2006. Acessado em 16/10/2016.

Desde 18 de maio de 2005 que a base da Força Aérea de Vandenberg mantém a Joint Space Operations Center (Centro Comum de Operações Espaciais) da Força Aérea dos Estados Unidos.

O espaçonave militar não-tripulada X-37 é testada desde 2005.Die Zeit - Mysteriöses US-Shuttle kehrt aus dem All zurück. Dezembro de 2010, Acessado em 16/10/2016. Popular Mechanics - Behind the Air Force's Secret Robotic Space Plane. Sharon Weinberger. 16 de Abril de 2010. Acessado em 16/10/2016.

URSS/Rússia

Enquanto os Estados Unidos desde o final dos anos 1950, trabalhou em projetos militares com níveis variados de prioridade, os esforços da União Soviética nesta área cessaram quase totalmente em 1983. Aparentemente, Moscou chegou à conclusão de que não poderia continuar competindo (principalmente economicamente), com seu potencial inimigo nesta corrida armamentista. Após a dissolução da União Soviética, em 1991, as despesas (militar e civil) espacial na Rússia foram reduzidas e numerosos projetos foram retiradas.

Um dos tecnologicamente mais avançados projetos de armas espaciais da União Soviética, foi o sistema orbital de bombardeamento fracionário, um ICBM que podia ser controlado a partir da Terra orbitando um objeto. A característica especial deste sistema era que o ataque a qualquer o alvo poderia ter efetuado com base na trajetória no espaço. O projeto foi testado em 1960, em 1983, mas ajustado em 1979 de acordo com o tratado SALT II.