Alok Achkar Peres Petrillo (Goiânia, ), é um DJ, produtor musical e empresário brasileiro, considerado o maior DJ do Brasil e um dos mais influentes do mundo. É atualmente o 3.º melhor DJ do planeta segundo a revista britânica DJ Mag, tendo sido o primeiro brasileiro a alcançar o top 5 da publicação em 2020 e atingido em 2025 sua melhor colocação histórica. É também o único artista brasileiro a integrar o Billboard Dance 100 e, segundo um relatório da Luminate de 2025, o artista brasileiro que mais gera streams fora do Brasil.
Filho dos DJs Swarup e Ekanta — pioneiros do psy trance no Brasil e idealizadores do festival Universo Paralello —, Alok cresceu em contato com a música eletrônica ao lado do irmão gêmeo Bhaskar. Iniciou a carreira profissional aos 12 anos com o projeto Lógica, duo formado pelos dois irmãos, que se dissolveu quando Bhaskar decidiu seguir carreira solo após se casar. Em 2010, Alok migrou do psy trance para o house music e começou a construir sua identidade solo. Em 2016, assinou com a gravadora holandesa Spinnin' Records e lançou "Hear Me Now", com Bruno Martini e Zeeba, que alcançou paradas internacionais e consolidou sua projeção mundial. Hoje é embaixador oficial do Tomorrowland no Brasil, tendo se apresentado em todas as edições do festival no país, e realizou sua estreia no Coachella em 2025.
Como artista, é conhecido por shows de grande escala tecnológica — incluindo espetáculos com centenas de drones e estruturas de pirâmides de LED — e por posicionamentos culturais como o movimento Keep Art Human, lançado em 2025 em defesa da criatividade humana diante da inteligência artificial. Em 2024, lançou o álbum O Futuro é Ancestral, com 50 artistas de 8 etnias indígenas, que rendeu duas indicações ao Grammy Latino. Venceu o Prêmio Multishow na categoria DJ do Ano em 2023 e 2024. Em 2025, foi incluído na lista TIME 100 Climate da revista TIME, sendo o único DJ entre os 100 líderes climáticos mais influentes do mundo.
Como filantropo, fundou em 2020 o Instituto Alok com uma doação inicial de R$ 27 milhões — o maior valor doado por um artista brasileiro da nova geração para fins sociais até então. Até 2026, investiu mais de R$ 40 milhões em ações sociais, segundo declaração pública do próprio artista. O Instituto, auditado pela KPMG, apoiou 110 projetos em 4 países, beneficiando mais de 1,6 milhão de pessoas no Brasil e 115 mil no exterior.
Como empresário, fundou em 2015 a Up Club Records e a Artist Factory em 2017. Em 2019, fundou a Controversia Records, sub-gravadora da Spinnin'. Em 2022, em parceria com a WAP, fundou a WAAW by Alok, marca de equipamentos de áudio.
Biografia Origens e família Alok Achkar Peres Petrillo nasceu em 26 de agosto de 1991, em Goiânia, Goiás. Seu nome foi dado depois que seus pais viajaram à Índia, onde se encontraram com o guru espiritual Osho, que indicou que o menino deveria se chamar Alok — palavra que em sânscrito significa "luz". Possui origens italianas, libanesas e portuguesas.
Seu pai, Juarez Achkar Petrillo (conhecido artisticamente como Swarup), e sua mãe, Adriana Peres Franco (Ekanta), são DJs pioneiros do psy trance no Brasil e idealizadores do Universo Paralello, festival de música eletrônica realizado anualmente na Praia de Pratigi, na Bahia. Os pais se separaram durante a infância de Alok. Alok tem também uma irmã, Jaya Petrillo, filha do segundo casamento do pai com Camilla Mota.
Infância: entre continentes 230px|thumb|direita|Alok viveu grande parte de sua adolescência em Águas Claras, Distrito Federal, onde afirma ter se radicado.
Alok viveu os primeiros anos de vida em Águas Claras, Distrito Federal. Ainda criança, mudou-se com a mãe e o irmão gêmeo Bhaskar para Amsterdã, na Holanda, onde Ekanta trabalhava como faxineira em uma boate. A família morava em um prédio ocupado por diversas famílias, e como a mãe muitas vezes não tinha com quem deixar os filhos, levava os dois às danceterias onde trabalhava. "Foi assim que a música entrou na minha vida, aos 6 anos de idade", contou Alok em entrevista.
Sobre a rotina nesse período, Alok recordou que seus pais nunca interromperam a carreira por causa dos filhos: os irmãos alternavam entre pai e mãe, acompanhando ambos. Com 9 anos, mudou-se para Alto Paraíso de Goiás, onde permaneceu até os 12 anos. Na adolescência, se radicou em Águas Claras.
Os primeiros passos com a música Aos 10 anos, Alok e Bhaskar começaram a tocar no estúdio de ensaio da banda de Swarup. Com a ajuda dos DJs Zumbi e Pedrão, amigos da família, os irmãos aprenderam a mixar — cada um desenvolvendo uma especialidade, um no teclado, o outro na guitarra. Pouco depois, o produtor britânico Dick Trevor instalou o programa Logic Pro no computador de Swarup, aproximando os dois irmãos ainda mais da produção musical.
Formação e vida adulta Após o ensino médio na escola La Salle, Alok iniciou um curso pré-vestibular e, aos 19 anos, ingressou no curso de relações internacionais na Universidade Católica de Brasília. Achava que a música era algo instável para construir uma carreira. No quarto semestre, precisou abandonar o curso por não conseguir conciliar os shows com os estudos. Para se aperfeiçoar, fez um curso de discotecagem em Londres, Inglaterra. Aos 24 anos, mudou-se para São Paulo, onde vive desde então.
Carreira 2004–2009: Projeto Lógica Aos 12 anos, Alok e Bhaskar fundaram o projeto Lógica e começaram a trabalhar profissionalmente com música eletrônica. A primeira apresentação foi no Psycholand, espaço de shows em área rural do Distrito Federal, com público de cerca de 800 pessoas. Alok recorda que recebeu R$ 150 de cachê. Naquele mesmo ano, os irmãos se apresentaram no Universo Paralello pela primeira vez.
Com 15 anos, Alok e Bhaskar começaram a produzir suas próprias músicas. Com 17, já haviam viajado por cerca de 19 países em turnê. A primeira faixa lançada pela dupla Alok & Bhaskar saiu pela Holophonic Records, com participação do grupo britânico de eletrônica Cosmosis. Vieram depois as faixas "Good News", "Space" e "Influences", além de uma parceria com Burn in Noise, principal influência da dupla naquele período.
Pelo projeto Lógica, os irmãos assinaram com a Vagalume Records e a Liquid Records, lançando o álbum autoral Level Feature Rights e mais quatro EPs. Entre as faixas desse período estão "Bubble Brain", "Lola" (com Swarup), "Hey", "Sometimes" (com Zumbi) e um remix de "Hey Boy Hey Girl", do Chemical Brothers.
2010: A separação e o começo da carreira solo O projeto Lógica chegou ao fim quando os irmãos tomaram caminhos diferentes. Bhaskar decidiu deixar a dupla após se casar, optando por seguir carreira solo dentro do universo do psy trance que os dois haviam construído juntos desde a infância. Alok, por sua vez, queria um caminho diferente: migrar do psy trance para o house music. A decisão não teve o apoio dos pais de início. "Era um cenário diferente, no qual eles não tinham muito conhecimento e visibilidade. Eu estava saindo da zona de conforto deles", disse. Por um período, Alok continuou tocando também pelo Lógica sozinho, até encerrar definitivamente o projeto e se dedicar integralmente à carreira solo.
Os dois irmãos seguiram trajetórias sólidas de forma independente. Ambos vieram a ser figuras relevantes da cena eletrônica brasileira, e a relação pessoal entre eles permaneceu próxima — Bhaskar dividiu o palco com Alok e com os pais durante o preview do projeto Rave the World no Greenvalley, em 2026.
O primeiro sucesso de Alok como projeto solo foi "Snoop Sings", com Icy Sasaki — um sample de "Signs", do Snoop Dogg com Charlie Wilson e Justin Timberlake. A canção acumulou 3 milhões de visualizações no YouTube. Também nesse período colaborou com Icy Sasaki em um remix de "Puro Êxtase", da banda Barão Vermelho.
Em 4 de junho de 2013, lançou "We Are Underground" no Soundcloud, que ultrapassou 1 milhão de audições na plataforma. A faixa funcionou como divisor de águas na carreira, levando Alok a ser requisitado por festivais ao redor do mundo. O videoclipe foi lançado em outubro do mesmo ano.
2014–2015: Reconhecimento nacional e gravadora própria Em dezembro de 2014, foi eleito o melhor DJ do Brasil pela revista House Mag, o maior veículo de música eletrônica do país à época. Em março de 2015, estreou o programa New Design na rádio Jovem Pan FM, mais tarde migrado para a Energia 97.
Em maio de 2015, Alok fundou sua própria gravadora, a Up Club Records. A decisão veio após gravadoras europeias rejeitarem suas músicas por não se encaixarem no "padrão europeu" — e exigirem que ele mudasse o estilo para publicá-las. Alok recusou. "Ela continha minha autenticidade e personalidade", justificou.
Em dezembro de 2015, foi eleito pela segunda vez o melhor DJ do Brasil pela House Mag. No mesmo ano, entrou pela primeira vez no Top 100 DJs da revista britânica DJ Mag, na posição 44 — o único brasileiro no ranking, à frente de acts como Jack Ü e Daft Punk.
2016–2020: Spinnin' Records e ascensão internacional thumb|direita|220px|Alok em dezembro de 2016
Em junho de 2016, Alok assinou contrato com a gravadora holandesa Spinnin' Records, após receber propostas de várias gravadoras de grande porte. Optou pela Spinnin' pelo planejamento de carreira mais estruturado. Passou também a ser agenciado pela William Morris Endeavor (WME).
Em outubro de 2016, lançou "Hear Me Now" com Bruno Martini e Zeeba pela Spinnin'. Em um mês, a música chegou ao topo do iTunes e do Spotify no Brasil, com 250 mil execuções diárias e 10 milhões de visualizações no YouTube. A canção alcançou o top 50 mundial do Spotify (posição 47) e tornou Alok o primeiro artista brasileiro a ultrapassar 100 milhões de audições na plataforma. Internacionalmente, chegou à posição #8 na Noruega, #11 na Suécia e #20 na tabela americana de eletrônica da Billboard. Foi certificada como disco de platina na Itália pela Federazione Industria Musicale Italiana (FIMI).
Em 2016, subiu para a posição 25 no Top 100 DJs da DJ Mag.
Em março de 2017, anunciou a criação da Artist Factory, agência em parceria com a Audiomix, voltada a músicos da cena eletrônica — especialmente artistas da Up Club Records. Entre os agenciados estavam o próprio Alok, Bhaskar, Liu, Sevenn e Selva.
Em 2019, tornou-se o primeiro personagem-celebridade brasileiro do jogo Free Fire, desenvolvido pela Garena. Seu personagem recebeu a habilidade "Drop the Beat", que cura aliados e aumenta a velocidade de movimento. Alok também se apresentou ao vivo na final do Free Fire World Series 2019, no Rio de Janeiro.
Expansão na Ásia Alok iniciou sua expansão no mercado asiático em 2016 e nos anos seguintes se tornou um dos DJs ocidentais com maior presença regular no continente. Realiza turnês na China, Singapura, Indonésia, Filipinas e Vietnã, apresentando-se para dezenas de milhares de pessoas por show. Segundo a revista Exame, Alok chegou a cobrar cerca de US$ 200 mil por apresentação na Ásia — valor inédito para um artista brasileiro naquele mercado à época. Na China, estabeleceu parcerias com artistas locais e estrelou uma campanha da Budweiser para o mercado asiático.
Tomorrowland (2016–presente) Alok é embaixador oficial do Tomorrowland no Brasil e se apresentou em todas as edições brasileiras do festival. Em 2019, ocupou três palcos na edição belga. Em 2022, seu set gerou mais de 3,6 milhões de visualizações na transmissão ao vivo. No Tomorrowland Brasil 2023, tornou-se o primeiro artista brasileiro a encerrar o festival, fazendo o último set do palco principal — transmitido pelo Multishow e pelo YouTube do Tomorrowland.
Em 2023, o Tomorrowland e a Amazon Music lançaram o documentário We Are Tomorrow, de 30 minutos, dirigido pelo belga Wim Bonte, com Alok como protagonista entre os "People of Tomorrow". O documentário venceu o Webby Award na categoria Melhor Vídeo — Eventos e Transmissões ao Vivo.