Pedro e Os Lobos é o projeto a solo do músico português Pedro Galhoz, fundado na cidade de Almada em 2010.
Marcado pela sonoridade indie rock, tendo as guitarras como figura central das composições, Pedro e Os Lobos tem a particularidade da constante rotação dos músicos. Por um lado, a componente ao vivo é suportada por uma banda em formato de quarteto, por outro, o trabalho de estúdio recorre a um leque variado de convidados.
História Formado na final de 2010, Pedro e Os Lobos é um projeto solitário e ousado que cruza vários estilos musicais dentro do universo rock, com maior incidência no indie rock. Idealizado por Pedro Galhoz – guitarrista, compositor e mentor da banda – as suas composições refletem inquietações, sentimentos e observações sobre a vida. Com a experiência adquirida nas bandas LovedStone, e depois Plastica, com vários trabalhos de sucesso editados na década de 1990, Pedro decidiu, em 2010, constituir uma banda de suporte ao vivo e convidar outros músicos que assegurassem as vocalizações em estúdio. Sendo esses músicos apenas colaboradores, que entram e saem sem haver uma estrutura de banda fixa, Pedro resolveu chamar-lhes Lobos.
Apresentaram no 18 de março de 2011, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, o álbum homónimo que foi bem aceite pela crítica, mas deixou grande expetativa sobre a qualidade nas futuras edições. O concerto serviu de ponto de partida para uma digressão nacional. No disco de estreia, com edição e distribuição da Ranging Planet, foi notório o cruzamento de várias culturas e estilos musicais, os ambientes cinemáticos e a paixão pelos velhos mestres do blues. Para single de apresentação foi escolhido o tema "Foi Por Amor Que Me Entreguei", uma canção sobre o amor universal e a entrega incondicional sem criar qualquer expetativa de retorno. No dia 1 de maio de 2013, foi editado o single "Há Lá Coisa Mais Bela" com a participação vocal de Ana Figueiras, mas a solidez do projeto chegou no ano seguinte com o lançamento, no dia 6 de outubro, do álbum Um Mundo Quase Perfeito (2014) que catalisou Galhoz para o reconhecimento a nível macional. O single de apresentação foi a canção "Alma e Sangue" interpretada pela fadista Aldina Duarte. Pouco depois foi dado a conhecer o segundo single "Volta à Morte" com vocalização de João Rui dos A Jigsaw. O álbum é composto por sete temas e conta com as vozes de António Manuel Ribeiro dos UHF e Carlos Nobre (ex Da Weasel), respetivamente, nos temas "O Diabo Sabe o Meu Nome" e "Num Mundo Quase Perfeito". Tó Trips, dos Dead Combo, participa com a guitarra acústica no tema "Os braços do Sol". Trata-se de um trabalho realista, puro e sem subterfúgios, perdendo por vezes o equilíbrio das palavras e o politicamente correto, com letras desprovidas de grandes revestimentos, puras na sua essência e no relato da condição humana. O título do disco é revestido de ironia, pois assenta num paralelismo em que se compara o mundo que temos com o que poderíamos ter.
Um Mundo Quase Perfeito foi idealizado por Pedro Galhoz como sendo o 'lado A' de um trabalho a ser complementado com o lançamento de um álbum denominado 'lado B'. O novo disco, com edição da Altafonte, foi lançado dois anos depois, no dia 4 de novembro de 2016, com o título Este Chão Que Pisamos. O primeiro avanço foi o single "Um Dia Assim" que contou com a vocalização de Jorge Benvinda, dos Virgem Suta. Outros convidados deram voz às palavras de Pedro Galhoz, como é o caso de Adolfo Luxúria Canibal, no tema "Somos Pró Que Somos", e de Viviane em "O Tempo é Ferro". De salientar a versão instrumental do tema "Andaluzia", editado originalmente no álbum de estreia, em 2011, e que pertence à banda sonora da curta metragem Luto Branco (2015). No terceiro trabalho o autor continuou a mostrar a paixão pela mistura de diferentes culturas, pelo deserto, pelas bandas sonoras e pelos clássicos do folk rock americano. No dia 12 de janeiro de 2018 foi lançado o single "Espera Por Mim", uma canção simples, que promove a união e a solidariedade. Para o autor: "Na solidão não existe riqueza".
A 7 de fevereiro de 2020 foi apresentado o quarto álbum de estúdio Depois da Tempestade, um disco que aborda temas mais universais do que os temas intimistas dos trabalhos anteriores. O trabalho da banda tem uma forte mensagem de união, solidariedade e de humanização. O single de apresentação foi “Corro Com o Vento”, uma canção inspiradora que encoraja a superação de obstáculos e nos faz acreditar que ainda vale a pena sonhar e lutar pelos sonhos.
Membros Integrante Pedro Galhoz – guitarra e teclados (2010-presente)Banda de suporte ao vivo Nelson Correia – vocal e guitarra João Monteiro – Baixo elétrico Rui Freire – bateria
Convidados (Os Lobos) Nadia Sousa – vocal (álbum de 2011) João Beato – vocal (álbum de 2011) Carlos Menezes – Baixo (álbum de 2011) Bruno Andrade – Bateria (álbum de 2011) Patrícia Andrade – vocal (álbum de 2014) Rui Freire – bateria (álbum de 2014) Bruno Camilo – piano (álbum de 2014) Roger Jordão – bateria (álbum de 2014) Aldina Duarte – vocal (álbum de 2014) João Rui – vocal (álbum de 2014) António Manuel Ribeiro – vocal (álbum de 2014) Carlos Nobre – vocal (álbum de 2014) Tó Trips – guitarra (álbum de 2014) Rui Berton – bateria (álbum de 2014) Ivan Cristiano – bateria (álbuns de 2014 e 2016) João Novais – contrabaixo (álbuns de 2014 e 2016) Marisa Anunciação – vocal (álbuns de 2014 e 2016) Guilherme Pimenta – bateria (álbum de 2016) Viviane – vocal (álbum de 2016) Jorge Benvinda – vocal (álbum de 2016) Sónia Oliveira – vocal (álbum de 2016) Adolfo Luxúria Canibal – vocal (álbum de 2016) Joana Machado – vocal (álbum de 2016)
Discografia Álbuns de estúdio Pedro e os Lobos (2011) Um Mundo Quase Perfeito (2014) Este Chão Que Pisamos (2016) Depois da Tempestade (2020)Singles "Foi Por Amor Que Me Entreguei" (2011) "Andaluzia" (2011) "Há Lá Coisa Mais Bela" (2013) "Alma e Sangue" (2014) "Volta à Morte" (2014) "Um Dia Assim" (2016) "Espera Por Mim" (2018) "Corro Com o vento" (2020)
Ligações externas
Categoria:Bandas formadas em 2010 Categoria:Bandas de Portugal Categoria:Bandas de indie rock