Xote, xótis, chótisAcademia Brasileira de Letras. Disponível em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23. Acesso em 23 de outubro de 2013. é um ritmo musical brasileiro, derivado da chotiça (em alemão: scottische), ritmo binário ou quaternário e uma dança de salão de origem centro-europeia. É um ritmo/dança muito executado no forró. De origem alemã, a palavra "xote" é corruptela de schottische, uma palavra alemã que significa "escocesa", em referência à polca escocesa, tal como conhecida pelos alemães.Cf. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Verbete "xote". Conhecido atualmente em Portugal como "chotiça", o Schottische foi introduzido no Brasil pelo Rio de Janeiro, por José Maria Toussaint, em 1851Cf. Nova enciclopédia Barsa (versão eletrônica). Verbete "xote". e tornou-se apreciado como dança da elite no período do Segundo Reinado. Daí, quando os escravos negros aprenderam alguns passos da dança e acrescentaram sua maneira peculiar de bailado, o Schottische caiu no gosto popular com o nome de "xótis" ou simplesmente "xote".
É uma dança muito versátil e pode ser encontrada com variações rítmicas, desde o extremo sul do Brasil (o xote gaúcho) até o nordeste do país, nos forrós nordestinos. Diversos outros ritmos possuem uma marcação semelhante, podendo ser usados para dançar o xote, que tem incorporado também diversos passos de dança e elementos da música latino-americana, como, por exemplo, alguns passos de salsa, de rumba e mambo. Hoje em dia, o xote é um dos ritmos mais tocados. Origem A polca escocesa ou simplesmente escocesa (scottische), ficou conhecida em Portugal como chotiça (termo adaptado a língua portuguesa). Foi introduzida no Rio de Janeiro no ano de 1851, pelo português José Maria Toussaint, logo ficando conhecida como Xote. Foi uma dança e ritmo bastante apreciado pela elite, mas logo caiu aos gostos das camadas mais humildes da população brasileira, adquirindo características próprias ao se juntar com outros ritmos, como o lundu. Na Região Nordeste, o xote foi popularizado por Luiz Gonzaga, a partir do contato que o cantor teve durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, logo introduzindo o ritmo às festas de forró. Na Região Sul, o xote chega a partir da imigração europeia, tanto por portugueses quanto alemães.Dias, Ivan; Dupan, Sandrinho (2017). O que é Forró?. [S.l.]: Editora da Universidade Federal da Paraíba. 5 páginas
Estilos da dança Alguns estilos de xote:Cf. ENCICLOPÉDIA da Música Brasileira: erudita, folclórica, popular. 2a. ed. rev. atual. Art Editora, 1998. pág. 837.
Xote-carreirinho: estilo comum no Paraná e Rio Grande do Sul, com coreografia próxima à da polca dançada pelos colonos alemães no Brasil, e tradicionalmente tocado com gaitas. Xote-duas-damas: variante de xote, dançado do Rio Grande do Sul, na qual o cavalheiro dança acompanhado de duas damas. Xote-bragantino: estilo popular no Pará, sua coreografia difere bastante da original.
Xote-bragantino No Pará, a dança foi trazida pelos portugueses, que a cultivavam assiduamente em todas as reuniões festivas. De longe, os escravos assistiam aos movimentos e os guardavam na memória. Em 1798, quando, em Bragança, os escravos fundaram a Irmandade de São Benedito (a Marujada), o xote foi magnificamente aproveitado pelos escravos, tornando-se a mais representativa dança do povo bragantino. Nas festas populares, o xote é executado inúmeras vezes.
Os movimentos coreográficos do xote primitivo praticamente já não existem em Bragança. Nessa cidade, o povo fez belas adaptações, criando detalhes de impressionante efeito visual, que sempre despertam grande entusiasmo em todas as pessoas que assistem e se empolgam com a graciosa desenvoltura das dançarinas. Utilizando os mesmos instrumentos típicos das demais danças folclóricas paraenses, o xote tem, obrigatoriamente, solos de violino (rabeca) e o canto, puxado por um dos integrantes do conjunto musical. Tanto as damas quanto os cavalheiros apresentam-se com trajes festivos, já bastante modernizados, o que comprova que o xote atual está muito longe da sua forma primitiva.
Algumas músicas consideradas xote:
Eu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia) Xote das meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas) Espumas ao vento (Raimundo Fagner) Bate Coração (Elba Ramalho) Regresso (Elba Ramalho) Nosso xote (Bicho de Pé) Xote da alegria (Falamansa) Xote dos milagres (Falamansa) Colo de menina (Rastapé) Beijo roubado (Rastapé) Xote laranjeira (Domínio Popular) Querência amada (Teixeirinha) Panelha velha (Moraezinho) Baile na serra (Os Bertussi) Outro baile na serra (Porca Veia) Xote no sul (Mário Barbará) Xote de Copacabana (Jackson do Pandeiro)
Ver também Chotiça
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