paiN Gaming é uma organização de esportes eletrônicos brasileira fundada em 2010 por Arthur "PAADA" Zarzur, ex-jogador profissional de Dota 2. Atualmente, a organização possui equipes de League of Legends, Free Fire e Counter-Strike: Global Offensive. A equipe de League of Legends da paiN Gaming disputa o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL), tendo conquistado quatro vezes a competição.
A equipe é uma das mais tradicionais nos esportes eletrônicos do Brasil. A popularidade também é grande nas redes sociais, onde a organização possui mais curtidas que páginas de vários clubes de futebol. Foi a primeira equipe latino-americana a ter uma gaming house e a primeira organização mundial de esportes eletrônicos a ter um programa de sócio-torcedor, que chegou a ter adesão maior que a de times do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Vários dos maiores jogadores brasileiros de League of Legends já passaram pela equipe, como Felipe "brTT" Gonçalves e Matheus "Mylon" Borges, e outros revelados, como Gabriel "Kami" Bohm. Isso fez com que a paiN Gaming obtesse enorme popularidade entre as organizações de esportes eletrônicos, alcançando as maiores médias de espectadores em suas partidas.
História
Dota O início da organização paiN Gaming foi em março de 2010 no Defense of the Ancients (DotA), uma modificação de Warcraft III. O elenco inicial era composto de jogadores advindos da CNB e da GameWise. A equipe conseguiu títulos nacionais como a Liga Nacional de DotA, a Masters Series de Curitiba e a SGL Cup. Tiveram no elenco, por um tempo, Felipe "brTT" Gonçalves, que viria a ser um dos destaques da organização no League of Legends anos mais tarde. Seus jogadores tiveram acesso à versão beta do Dota 2 e migraram à nova edição do jogo.
No Dota 2, a equipe foi a mais vitoriosa no Brasil. Venceu as três edições da Brasil Game Cup (cuja final é realizada na Brasil Game Show) entre 2014 e 2016, a X5 Mega Arena de 2014 e 2015 e a primeira etapa da Xtreme League 2015. No cenário internacional, conseguiu resultados expressivos para equipes brasileiras, como a 16ª colocação na Razer Global Challenge e na MYM Prime Defending, sexta colocação na GosuCup e quarta colocação no Bigfoot Dota Summer Cup. No entanto, sempre caiu nas fases de grupos ou nas primeiras eliminatórias. Em 2016, a equipe classificou-se para sua primeira competição presencial no exterior, WESG Global Grand Finals, mas, por desentendimento entre a organização e os jogadores, a divisão foi encerrada e os atletas foram dispensados, disputando a competição sob o nome de "Kingao+4".
League of Legends
2011–2012 A paiN Gaming fundou sua equipe de League of Legends em dezembro de 2011, a primeira profissional no Brasil, antes mesmo de existir servidor do jogo no país. Gabriel "Kami" Santos, até hoje um dos destaques da divisão do LoL, foi contratado para assumir a rota do meio já em sua fundação.
Na primeira temporada do jogo no Brasil, a paiN não conquistou nenhum grande título, mas ficou em terceiro lugar no Intel Extreme Masters em São Paulo e no primeiro Campeonato Brasileiro, e em segundo no GeForce GTX Invitational, torneio organizado pela empresa NVIDIA. No IEM (Season 6 São Paulo) em 2012, a paiN foi eliminada pela Noob da Net, ficando em 3° lugar, time formado pelo atirador Felipe "brTT" Gonçalves, que fora trazido do time de Dota 2 da paiN, a convite do suporte Gabriel "MiT" Souza, mas foi preterido na disputa do torneio. Após o IEM, brTT, grande destaque da competição, foi chamado à titularidade.
A paiN se classificou para a edição inaugural do CBLOL vencendo o primeiro torneio qualificatório realizado. Com um elenco composto por Taylo "Tittu" Madeira (topo), Thúlio "SirT" Carlos da Silva (selva), Kami (meio), brTT (atirador) e MiT (suporte), atingiram o terceiro lugar, caindo nas semifinais para a vTi Nox e vencendo a Insight na disputa pelo terceiro lugar.
2013 Em 2013, a paiN dispensou MiT, substituído por Martin "Espeon" Gonçalves na posição de suporte, e Tittu, que deu lugar para Fábio "Venon" Guimarães na rota do topo. Com esse elenco, a paiN conquistou seus primeiros títulos em campeonatos presenciais e tornou-se a primeira equipe brasileira a disputar torneios no exterior. Foi a equipe brasileira melhor classificada na edição do Intel Exteme Masters em São Paulo e, com isso, credenciou-se para jogar a etapa Mundial. Entretanto, foi a última colocada de seu grupo com apenas uma vitória em quatro jogos.
No Brasil, os títulos vieram: a BGL (Brasil Gaming League) Arena e, mais importante, o título nacional do CBLoL, com vitória de 3 jogos a 1 sobre a CNB e-Sports Club na final. Com o título no CBLoL de 2013, a paiN teve a oportunidade, então inédita para uma equipe brasileira, de disputar o Desafio International (International Wildcard Qualifier), classificatória internacional para o Campeonato Mundial de League of Legends de 2013. No entanto, a paiN foi derrotada na final pela equipe lituana GamingGear e não foi ao Mundial. Logo após a derrota, Espeon foi dispensado e, em seu lugar, foi contratado Gustavo "Minerva" Queiroz, que até então jogava na rota do meio.
A popularidade atingida pela paiN foi tamanha que a organização venceu enquete internacional promovida pela fabricante de periféricos americana a Razer, desbancando tradicionais equipes estrangeiras como a Counter Logic Gaming e a Alliance, e foi escolhida o "Team Razer 2013".
2014 Em 2014 começou com um vice-campeonato importante: com o mesmo elenco campeão brasileiro, salvo a troca de Espeon por Minerva, a paiN chegou à final da edição em São Paulo do Intel Extreme Masters da VIII Temporada, realizada na Campus Party e que contou com participação de importantes equipes internacionais. A derrota veio justamente para a Millenium, representante francesa.
Após o torneio, vieram grandes mudanças no elenco: brTT, um dos destaques da organização, deixou a equipe em fevereiro indo para à Keyd Stars, que trouxe dois jogadores da Coreia do Sul, região de maior sucesso no League of Legends mundial. Para seu lugar, veio André "ManolinGuilder" Magalhães", que estava na KaBuM! Após dois meses, disputando apenas um campeonato presencial, ManolinGuilder foi dispensado e, um mês depois, Minerva e Venon tiveram o mesmo destino. Marcelo "owN" Shiwa assumiu o posto de atirador e, a exemplo da Keyd, a paiN também se reforçou com sul-coreanos: Han “Lactea” Gi-hyeon substituiu Venon e Kim “olleh” Joo-sung ocupou o posto que era de Minerva. Yoon "MakNooN" Ha-woon ainda foi contratado como técnico, mas sem deixar a Coreia. Com esse elenco, a paiN chegou à final da Liga Brasileira - Série dos Campeões, torneio oficial realizado pela Riot Games, mas foi derrotada pela Keyd Stars.
No fim de julho, Lactea, atirador de ofício, deixou a rota do topo e substituiu owN, que acabou dispensado, juntando-se a seu compatriota Olleh na rota inferior. O veterano Whesley "Leko" Holler foi anunciado como solo top da paiN. Com essa formação, o time fez boa campanha no início da Final Regional Brasileira, que valia vaga para o Mundial, mas perdeu as semifinais para a CNB por dois jogos a um, tendo vencido o primeiro. Com os destaques coreanos da Keyd de volta a seu país-natal, a paiN, ainda com Lactea e Olleh, conseguiu três títulos presenciais, tornando-se a segunda equipe mais premiada no ano: Desafio Internacional da X5 Mega Arena, em setembro, Razer Challenge Brasil, em novembro, e o torneio classificatório para a IEM de San José. Todas essas conquistas tiveram como vice-campeã a Keyd Stars que, por sua vez, vencera a paiN na final do Brazil Gaming League em setembro
No MyCNB Awards, prêmio dado pelo portal de esportes eletrônicos MyCNB, a paiN também obteve destaque: Leko, Kami, Lactea e olleh foram eleitos os melhores de suas posições e somente SirT foi o segundo mais votado. Kami foi eleito o melhor jogador e a paiN, melhor equipe e melhor organização.
2015 Em 2015 iniciou-se com reformulações: o CBLoL passou a ter duas etapas distintas e independentes, cada uma garantindo vaga para classificatórias dos eventos internacionais da Riot Games: o primeiro, para o recém-criado Mid-Season Invitational, o segundo, para o Mundial. A paiN, por sua vez, perdeu Lactea e olleh, que não conseguiram renovar seus vistos. brTT foi contratado de volta e Hugo "Dioud" Padioleau, suporte francês, veio ao Brasil para completar a rota inferior. MiT, suporte da paiN até 2012 que treinava a Keyd Stars de brTT, acompanhou o atirador e veio treinar a paiN. Na primeira etapa, o time foi eliminado nas semifinais pela eventual campeã INTZ pelo placar de três a zero e ficou apenas com o terceiro lugar, após vencer a KaBuM! Black.
Com a derrota, Leko deixou a equipe e o bicampeão brasileiro Matheus "Mylon" Borges foi contratado para a rota do topo. Na segunda etapa, a paiN enfim chegou ao bicampeonato: com um desempenho mediano na primeira fase, a equipe na fase eliminatória e revidou os 3 a 0 da favorita INTZ, em final realizada no Allianz Parque.
Com a vitória na segunda etapa, veio a classificação para o Desafio Internacional. Dessa vez, a paiN venceu todas as suas partidas e classificou-se para o Campeonato Mundial de 2015, realizado na Europa. Após derrotas para a coreana KOO Tigers e para a americana Counter Logic Gaming, a campeã brasileira conseguiu vencer a taiwanesa Flash Wolves. No returno, a segunda vitória, novamente sobre a Flash Wolves, não ficou distante, mas os taiwaneses triunfaram no jogo mais longo do campeonato até então. Contra os coreanos, a paiN não teve chance, más, em duelo contra a já eliminada CLG, conseguiu a segunda vitória e encerrou sua participação como a melhor campanha brasileira até então em Mundiais.
O MyCNB Awards, agora com júri composto por casters, jogadores e treinadores, bem como a redação do portal MyCNB, elegeu três jogadores da paiN como os melhores de sua posição: Mylon, Kami (também eleito o melhor jogador pelo júri e pelo voto popular) e brTT. Mylon ainda ficou em terceiro na votação de melhor jogador na votação do júri e em segundo no voto popular. O público ainda elegeu MiT o melhor treinador e novamente a paiN a melhor organização e a melhor equipe de 2015.
Apesar da campanha histórica, a paiN decidiu dispensar Dioud, que voltou à Europa. Para o lugar de Dioud, foi contratado Caio "Loop" Almeida, campeão em 2012, e era esperada a contratação do finlandês Aleksi "H1iva" Kaikkonen, que inclusive chegou a ser anunciado pela equipe, mas desmentiu a contratação. De acordo com um representante da organização, a paiN ainda não fechara a contratação, mas, dado o otimismo na negociação, inscreveu o jogador com a sua anuência. Loop também não pôde defender a equipe: a Riot Games julgou que o suporte fora aliciado a deixar a INTZ, equipe que defendia, em violação à política da empresa. Como punição, Loop e um diretor responsável pelo aliciamento foram suspensos por um ano. A paiN tentou reverter a punição na Justiça, mas teve o pedido negado.
2016–2018 Sem Dioud e H1iva e com Loop impedido de jogar, a paiN contratou para suporte Matheus "Picoca" Tavares, então mais conhecido como streamer, sem experiência competitiva, que atuava principalmente na rota do meio. Na temporada seguinte à da participação no Mundial, a paiN caiu de rendimento e, pela primeira vez na história do CBLOL, não esteve presente nas semifinais, pois caiu nas quartas-de-final para a KaBuM! e-Sports, por 2 a 0. O regulamento ainda determinava que as equipes desclassificadas nas quartas se enfrentassem pela quinta colocação, com a derrotada tendo de disputar a Série de Promoção contra uma equipe do Circuito Desafiante para permanecer no CBLOL. A paiN perdeu por 2 a 1 a série para a RED Canids, que contava com Dioud, mas obteve vitória tranquila contra a Overload e permaneceu no CBLOL.