miniaturadaimagem|A obra retrata um momento de intensa violência, capturando a cena perturbadora de um homem sobrepondo-se a uma mulher, suas mãos firmemente envoltas em torno de seu pescoço, enquanto ele a estrangula. Mitos do estupro são crenças estereotipadas, preconceituosas sobre as razões de estupros, estupradores e vítimas de estupro."Rape Myths and Facts" , West Virginia University
Lista de mitos comuns Estupro é só "sexo grosseiro", estupro é fazer sexo.Sheila L. Videbeck (2016). Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria. Artmed Editora. p. 206. ISBN 978-85-363-2729-7. Algumas mulheres gostam de sexo violento; mais tarde, porém chamam-no de estupro o estupro excita algumas mulheres se ocorre orgasmo não se trata de estupro. Estupros são motivados por desejo sexual, quando um homem é excitado por uma mulher, não consegue parar de agir, estupros ocorrem de modo espontâneo. Estupro é um crime passional. Estupradores são pessoas esquisitas, psicóticas e solitárias. As vítimas de estupros estavam pedindo por isso, então não houve nenhum dano.Michele Antoinette Paludi (2010). Feminism and Women's Rights Worldwide. ABC-CLIO. p. 2. ISBN 978-0-313-37596-5. Apenas mulheres más são estupradas, apenas mulheres bonitas são estupradas.Rape Myths and Facts , WELLWVU, West Virginia University Não ocorre estupro entre pessoas casadas, estupro ocorre apenas entre casais heterossexuais. (ver: Violação conjugal) Todas as mulheres fantasiam sobre estupro. Estupros são cometidos por desconhecidos que geralmente usam uma arma e/ou batem em suas vítimas, estupro só ocorrem entre estranhos (ver: Biastofilia). Se a mulher não resiste, ela deve ter desejado ser estuprada. Andar sozinha à noite é um convite para ser estuprada. Homens não podem ser vítimas de estupro e agressão sexual e nunca podem ser estuprados (ver: Estupro masculino).
Origem Os mitos de estupro originam-se de vários estereótipos culturais, tais como o papel de gênero tradicional, a aceitação da violência interpessoal e a falta de entendimento do que é agressão sexual. A prevalência de mitos de estupro é um dos principais motivos da culpabilização da vítima e da estigmatização.
Os mitos de estupro sugerem que a vítima estereotipada da violência sexual é uma jovem machucada e maltratada. No entanto, a questão central nos casos de agressão sexual é se ambas as partes consentiram na atividade sexual ou se ambas tinham capacidade para fazê-lo. Assim, a força física que resulta em lesão física visível nem sempre é vista. Devido a este estereótipo, as pessoas sexualmente abusadas que não aparentam nenhum trauma físico podem ser menos inclinadas a informar às autoridades ou a procurar cuidados de saúde.Kennedy KM, The relationship of victim injury to the progression of sexual crimes through the criminal justice system, Journal of Forensic and Legal Medicine 2012:19(6):309-311
Os mitos do estupro são crenças que existem em sociedades que tipicamente sustentam a cultura do estupro. São comumente acreditados por uma variedade de pessoas independente de sexo, raça, orientação sexual ou classe social.John Nicoletti; Christopher M. Bollinger; Sally Spencer-Thomas (2009). Violence Goes to College: The Authoritative Guide to Prevention and Intervention. Charles C Thomas Publisher. p. 134. ISBN 978-0-398-08558-2.
Efeitos Tipos de mitos de estupro podem culpar a vítima por sua vitimização, aliviar a culpa do agressor e/ou banalizar a violação em si. Os mitos de estupro relação às vítimas de estupro implicam que as mulheres são de alguma forma culpadas por sua própria vitimização.Bonnie S. Fisher; Steven P. Lab (2010). Encyclopedia of Victimology and Crime Prevention. SAGE. p. 747. ISBN 978-1-4129-6047-2.
Os mitos têm implicações no processo da justiça criminal, vítimas agressores e oficiais que acreditam em mitos de estupro podem não reconhecer que um crime foi cometido. Dentro do sistema criminal, a polícia pode ser menos inclinada a considerar as vítimas com seriedade, coletar o depoimento ou mesmo efetuar prisões.
Aceitação de mitos de estupro contribui com a cultura do estupro e pode levar a reforçar a crença de que o estupro não é real e, portanto, apenas sexo.
Ver também Criminologia Culpabilização da vítima Cultura do estupro Idade de consentimento Objetificação sexual Slut shaming Vitimologia
Ligações externas Arielle Sagrillo Scarpati, Valeschka Martins Guerra, Camila Nogueira Bonfim Duarte, Adaptação da Escala de Aceitação dos Mitos de Estupro: evidências de validade, Universidade Federal do Espírito Santo Camilla Costa, Cultura machista faz com que vítimas de estupro não reconheçam violência, diz psicóloga, BBC Brasil, 30 maio 2016
Categoria:Estupro Categoria:Opinião pública Categoria:Comunicação de falsidades Categoria:Mitologia