As Denúncias do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato iniciaram-se em abril de 2014, quando a Polícia Federal do Brasil deflagrou a operação.
Em 21 de abril o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e outras quatro pessoas por embaraçarem a investigação de crimes praticados e por organização criminosa.
Em 11 de dezembro, o MPF ofereceu denúncia contra 36 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas e que resultou na descoberta de um esquema de desvio de dinheiro e superfaturamento de obras da Petrobras.
Em 15 de dezembro de 2014, o MPF apresentou à Justiça Federal em Curitiba, no Paraná, denúncias contra quatro suspeitos de participação no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.
Nome Cargo Empresa/Partido AcusaçãoAlberto YoussefDoleiro—corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiroFernando 'Baiano' SoaresLobista—Julio Gerin de Almeida CamargoExecutivoToyo SetalNestor CerveróExecutivo da área InternacionalPetrobras
Executivos de empresas OAS Em 11 de dezembro de 2014, o MPF denunciou José Aldemário Pinheiro Filho, “Léo pinheiro”, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa, pelos crimes ocorridos entre 2004 a 2014. Denunciaram-se ainda o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e outros.
Galvão Engenharia Em 11 de dezembro de 2014, o MPF denunciou os executivos da Galvão Engenharia, Dario de Queiroz Galvão Filho e Eduardo de Queiroz Galvão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa, ocorridos entre 2004 a 2014. Também denunciou Youssef, Paulo Roberto Costa entre outros.
Engevix Em 11 de dezembro de 2014, o MPF denunciou Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Waldomiro de Oliveira, Carlos Alberto Pereira da Costa, Enivaldo Quadrado, o vice-presidente da empreiteira Engevix, Gerson Almada, Carlos Eduardo Strauch Albero, Newton Prado Junior e Luiz roberto Pereira pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa que ocorreram entre 2004 a 2014.
Camargo Correa e UTC Em 11 de dezembro de 2014, o MPF apresentou denúncia contra Youssef, Paulo Roberto Costa, Waldomiro de Oliveira, Dalton dos Santos Avancini, João Ricardo Auler, Eduardo Hermelito Leite, Marcio Andrade Bonilho, Ricardo Pessoa, Jayme Alves de Oliveira Filho e Adarico Negromonte Filho por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa, ocorridos entre 2004 a 2014.
Odebrecht e Andrade Gutierrez Em 24 de julho de 2015, o MPF denunciou executivos das duas maiores empreiteiras do país, Odebrecht e Andrade Gutierrez. No total, foram denunciadas 22 pessoas.
+Denunciados pela empreiteira Odebrecht Nome CargoAlberto YoussefDoleiroAlexandrino de Salles Ramos de AlencarEx-diretor da OdebrechtBernardo Schiller FreiburghausSuspeito de lavar dinheiro de propina da OdebrechtCelso Araripe d’OliveiraFuncionário da PetrobrasCesar Ramos RochaEx-diretor da OdebrechtEduardo de Oliveira Freitas FilhoSócio-gerente da empreiteira Freitas Filho Construções LimitadaMarcelo Bahia OdebrechtPresidente da Odebrecht Márcio Faria da Silva Ex-diretor da OdebrechtPaulo Roberto CostaEx-diretor de Abastecimento da PetrobrasPaulo Sérgio BoghossianEx-diretor da OdebrechtPedro José Barusco FilhoEx-gerente de Serviços da PetrobrasRenato de Souza DuqueEx-executivo da área de Serviços da PetrobrasRogério Santos de AraújoEx-diretor da Odebrecht
+ Denunciados pela empreiteira Andrade Gutierrez Nome CargoAlberto YoussefDoleiroAntônio Pedro Campello de Souza DiasEx-diretor da Andrade GutierrezArmando Furlan JúniorSócio de Fernando SoaresElton Negrão de Azevedo JúniorDiretor-executivo da Andrade GutierrezFernando Falcão SoaresLobista conhecido como Fernando BaianoFlávio Gomes Machado FilhoFilho de Mário Góes e suspeito de operar propinaLucélio Roberto von Lechten GóesLobista suspeito de atuar para a OdebrechtMario Frederico Mendonça GóesLobista suspeito de atuar para a OdebrechtOtávio Marques de AzevedoPresidente da Andrade GutierrezPaulo Roberto CostaEx-diretor de Abastecimento da PetrobrasPedro José Barusco FilhoEx-gerente de Serviços da PetrobrasRenato de Souza DuqueEx-diretor de Serviços da PetrobrasRogério Santos de AraújoEx-diretor da Odebrecht
Petrobras Área Internacional Em 14 de dezembro de 2014, o MPF ofereceu denúncia contra Alberto Youssef, Nestor Cerveró, Júlio Camargo e Fernando Soares pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Os crimes ocorreram entre 2006 a 2012. Júlio Camargo foi denunciado por pagamento de propina de aproximadamente US$ 40 milhões para Cerveró, a fim de conseguir a contratação de dois navios sonda pela Petrobras, para perfuração em áreas profundas no México e na África, em favor da Samsung Heavy Industries Co, construtora dos navios. Os contratos firmados, somados, atingiram pelo menos US$ 1,2 bilhão.
Em 23 de dezembro de 2014, o MPF denunciou novamente Fernando Soares, Nestor Cerveró por formação de quadrilha e Oscar Algorta por lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, a lavagem de dinheiro ocorreu pela compra de uma cobertura de luxo na cidade do Rio de Janeiro, em nome da offshore uruguaia Jolmey, que tinha Oscar Algorta como presidente do Conselho de Administração, para ocultar a real propriedade atribuída a Cerveró. A transação foi feita com valores ilícitos recebidos com o pagamento de propina. Fernando Soares é apontado como operador financeiro do esquema, que se associou a Cerveró em práticas criminosas. Foi pedido pagamento de reparação dos danos causados no valor de R$ 7,5 milhões.
Em agosto de 2015, o MPF apresentou denúncia contra contra os lobistas Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior, João Augusto Rezende Henriques, o executivo Hsin Chi Su, e o ex-gerente da estatal Eduardo Vaz da Costa Musa. De acordo com o MPF, Hsin Chi Su e Hamylton Padilha repassaram US$ 31 milhões em propina para Jorge Zelada, Eduardo Musa e para o PMDB. Segundo a denúncia, o partido era o responsável pela indicação de Zelada para o cargo, e beneficiário do dinheiro ilegal do esquema. Jorge Luiz Zelada - corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas. Hamylton Pinheiro Padilha - corrupção ativa, lavagem de dinheiro. Raul Schmidt Felippe Junior - corrupção passiva, lavagem de dinheiro. João Augusto Rezende Henriques - corrupção passiva, lavagem de dinheiro. Hsin Chi Su (Nobu Su) - corrupção ativa, lavagem de dinheiro. Eduardo Vaz da Costa Musa - corrupção passiva.
Diretoria de Serviços Em 16 de março de 2015, o MPF ofereceu nova denúncia contra 27 pessoas pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Dos denunciados, cinco foram presos a pedido do MPF. O ex-diretor de engenharia e serviços da Petrobras, Renato Duque, o empresário Adir Assad, Sonia Mariza Branco, Dário Teixeira Alves Junior e Lucélio Goés. Esta é a primeira denúncia que envolve a Diretoria de Serviços da Petrobras.
Em 4 de setembro de 2015, o MPF apresentou uma nova denúncia contra membros da diretoria de serviços. Foram denunciados: Camila Ramos, filha de José Dirceu, acusada de lavagem de dinheiro. Cristiano Kok, presidente de Engevix Engenharia, acusado de organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Daniela Leopoldo e Silva Facchini, arquiteta que reformou imóvel para José Dirceu, acusada de lavagem de dinheiro. Fernando Antonio Guimarães Horneaux de Moura, lobista suspeito de representar José Dirceu na Petrobras, acusado de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Gerson de Mello Almada, ex-vice-presidente da Engevix, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, acusado de corrupção passiva qualificada. José Adolfo Pascowitch, operador do esquema, acusado de organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, José Antunes Sobrinho, executivo da Engevix Engenharia, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro da Casa Civil, acusado de organização criminosa, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Júlio César dos Santos, ex-sócio minoritário da JD Consultoria, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Júlio Gerin Camargo, lobista e delator da Lava Jato, acusado de lavagem de dinheiro. Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão e sócio de José Dirceu na JD Consultoria, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Milton Pascowitch, operador e delator da Lava Jato, acusado de organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Olavo Horneaux de Moura Filho, operador, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras, acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras, acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Roberto Marques, ex-assessor de José Dirceu, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Em 15 de janeiro de 2016, o MPF denunciou novamente Renato Duque pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O MPF ainda pediu a devolução à estatal de R$ 80 milhões em valores bloqueados do ex-diretor e em dinheiro em espécie e bens apreendidos com ele.
Eletronuclear De acordo com as investigações, o esquema criminoso contra a Petrobras expandiu-se e, adotando o mesmo modus operandi, atuou nas licitações da Eletronuclear. Houve formação de cartel, principalmente nas licitações de serviços de montagem da usina Angra 3. As empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix, contratadas pela Eletronuclear, serviram-se de empresas de fachada para repassar propinas para o vice-almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Denunciados e crimes: Othon Luiz Pinheiro da Silva: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, embaraço à investigação de organização criminosa, evasão de divisas, organização criminosa. Ana Cristina da Silva Toniolo: lavagem de dinheiro, embaraço à investigação de organização criminosa, evasão de divisas, organização criminosa. Rogério Nora: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Clóvis Renato: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Olavinho Ferreira Mendes: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa Flávio David Barra: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Gustavo Botelho: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Carlos Gallo: lavagem de dinheiro, embaraço à investigação de organização criminosa, organização criminosa. Josué Nobre: lavagem de dinheiro, organização criminosa. Geraldo Arruda: lavagem de dinheiro. José Antunes Sobrinho: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Gerson Almada: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Cristiano Kok: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Victor Colavitti: lavagem de dinheiro, organização criminosa. Otávio Marques de Azevedo: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa.
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