Jair de Siqueira Bittencourt Júnior (Itaperuna, 8 de junho de 1971) é um empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal. Foi prefeito de seu município natal, e está no terceiro mandato como deputado estadual do Rio de Janeiro.
Biografia Natural do Noroeste Fluminense, Bittencourt é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Campos, e empresário do ramo de comunicação. É casado e pai de dois filhos. Seu filho, Jair Bittencourt Neto, foi eleito vice-prefeito de Itaperuna em 2024.
Carreira política miniaturadaimagem|130px|Foto de urna de Bittencourt em 2004
Itaperuna Bittencourt iniciou sua vida pública aos 16 anos, quando assumiu o cargo de presidente do Grêmio Estudantil de seu município. Na carreira política, foi nomeado, em 1997, secretário de Administração e de Governo do então prefeito de Itaperuna, Péricles Ferreira Olivier de Paula. Em 2004 foi eleito prefeito do município pelo PMDB, cargo que ocupou de 2005 a 2008.
No último ano de sua gestão, foi acusado de ser o dono de duas malas de dinheiro apreendidas em um hotel pela Justiça Eleitoral por suspeita de compra de votos, caso que levaria à derrota de Elias Daruis, candidato apoiado por Bittencourt para sucedê-lo no pleito municipal. Irregularidades em sua administração o levaram a ser condenado a multas que somaram 70 milhões de reais.
Deputado estadual e secretário Em 2014, foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro com votos, sendo o único representante do Noroeste Fluminense na ALERJ. Entre 2015 e 2016, presidiu a Comissão de Saúde da assembleia.
Em abril de 2015, em polêmica votação, foi um dos parlamentares a votar a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação esta muito criticada na época.
Entre fevereiro de 2017 e abril de 2018, exerceu o cargo de secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento.
Em 17 de novembro de 2017, votou pela revogação da prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, denunciados na Operação Cadeia Velha, acusados de integrar esquema criminoso que contava com a participação de agentes públicos dos poderes Executivo e do Legislativo, inclusive do Tribunal de Contas, e de grandes empresários da construção civil e do setor de transporte.
Foi reeleito deputado estadual em 2018 com votos. Em 2019, tornou-se 1.º vice-presidente da ALERJ, na chapa única de André Ceciliano.
Em 2021, Bittencourt foi condenado em primeira instância à perda dos direitos políticos por improbidade administrativa, cabendo recurso.
Em 2022, foi reeleito novamente, com votos. Em dezembro de 2022 foi anunciado como secretário de Agricultura do governo de Cláudio Castro, voltando a ocupar a pasta. Em fevereiro de 2023, foi substituído por Flávio Campos Ferreira.
Em 2023, lançou candidatura à presidência da ALERJ, mas a retirou em favor de seu então correligionário Rodrigo Bacellar.
Em fevereiro de 2024, votou a favor do fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos.
Voltou a ocupar uma secretaria no governo estadual em fevereiro de 2025, quando a pasta de Agricultura do governo foi dividida e Castro o nomeou secretário de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar.
Estando no cargo, não esteve presente em dezembro de 2025 na votação que determinou a soltura de Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho. Três dias depois, deixou o posto no governo estadual.
Em março de 2026, Castro o nomeou secretário de Governo em um de seus últimos atos antes de renunciar ao Executivo estadual, cuja liderança foi transferida ao desembargador Ricardo Couto como governador interino. Bittencourt renunciou ao cargo após ocupá-lo por uma semana.
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