Our World in Data ("Nosso Mundo em Dados", em tradução literal) ou OWID é uma publicação eletrônica científica especializada em expor pesquisas empíricas e dados analíticos sobre mudanças nas condições de qualidade de vida ao redor do mundo, abordandos problemas globais como pobreza, doença, fome, guerra, mudança climática, crescimento populacional, risco existencial e desigualdade social.
A publicação especializa-se em criar visualizações de dados interativas, principalmente gráficos e mapas, além de análises críticas sobre o que impulsiona o desenvolvimento, os fatores que levam as mudanças observadas e suas consequências no mundo.
O site é um projeto do Global Change Data Lab, uma entidade beneficente registrada na Inglaterra e no País de Gales. Seu fundador, Max Roser, é historiador social e economista do desenvolvimento. A equipe de pesquisa trabalha na Universidade de Oxford. Hetan Shah é o atual presidente da organização.
História Max Roser começou a trabalhar no projeto em 2011 e depois formou uma equipe de pesquisa na Universidade de Oxford. Nos primeiros anos, desenvolveu a publicação com o pesquisador da desigualdade Tony Atkinson. Hannah Ritchie entrou para a equipe em 2017 e tornou-se chefe de pesquisa. Edouard Mathieu entrou em 2020 e tornou-se chefe de dados. A organização tinha seis funcionários no início da pandemia de COVID-19 e chegou a vinte no fim de 2021.
Em 2019, a Our World in Data recebeu o Lovie Award, prêmio europeu dedicado à internet concedido pela Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais. O projeto também foi uma das três organizações sem fins lucrativos da turma de inverno de 2019 da Y Combinator.
A partir de 2020, Our World in Data passou a dar mais espaço à publicação de dados globais e pesquisas sobre a pandemia de COVID-19. A equipe criou e manteve uma base mundial de dados sobre a vacinação contra a COVID-19. A base foi usada em dados publicados pela Organização Mundial da Saúde, por pesquisadores e organizações internacionais, por periódicos e por jornais.
Eles também criaram e mantiveram uma base mundial de dados sobre testes de COVID-19, que foi usada pelas Nações Unidas, pela Casa Branca, pela Organização Mundial da Saúde, por epidemiologistas e por pesquisadores. A organização publicou ainda dados sobre hospitalizações e cálculos de excesso de mortes.
Em 2021, a equipe iniciou uma campanha para que a Agência Internacional de Energia disponibilizasse ao público os dados que recolhe dos governos nacionais.
Conteúdo Our World in Data usa gráficos e mapas interativos para apresentar resultados de pesquisas. Muitos desses materiais adotam uma perspectiva de longo prazo para mostrar as mudanças nas condições de vida no mundo.
miniaturadaimagem|upright=1.6|Gráfico interativo da OWID com a taxa de mortalidade causada pelo uso de opioides em 2021
Em abril de 2024, o site agrupava seus gráficos e artigos por tema. Os temas eram estes: População e mudança demográfica Saúde Energia e meio ambiente Alimentação e agricultura Pobreza e desenvolvimento econômico Educação e conhecimento Inovação e mudança tecnológica Condições de vida, comunidade e bem-estar Direitos humanos e democracia Violência e guerra
Financiamento e colaborações miniaturadaimagem|upright=1.3|Expectativa de vida em 1800, 1950 e 2015
O Global Change Data Lab, organização sem fins lucrativos que publica o Our World in Data e mantém as ferramentas de dados de acesso aberto usadas pelo site, é financiado por subsídios, patrocínios e doações dos leitores.
O primeiro subsídio para o projeto de pesquisa veio da Nuffield Foundation, fundação de Londres voltada à política social. O projeto também recebeu subsídios da Quadrature Climate Foundation, da Fundação Bill e Melinda Gates e da filantropa alemã Susanne Klatten. Em anos anteriores, recebeu recursos da Organização Mundial da Saúde, do Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido e do Effective Altruism Meta Fund. As doações dos leitores eram outra fonte de recursos. Mais de 3 mil pessoas apoiaram o projeto em 2020,Global Change Data Lab, Annual Report 2020, cópia arquivada em 22 de abril de 2022, p. 7. e o número de doadores passou de 4 mil em 2023. Entre eles estavam Jamie Metzl e o youtuber Hank Green.
A equipe de pesquisa colaborou com o canal científico do YouTube Kurzgesagt.
Na pandemia de COVID-19, a equipe trabalhou com epidemiologistas da Escola de Saúde Pública Chan da Universidade Harvard e do Instituto Robert Koch para estudar países que haviam respondido bem à fase inicial da pandemia. Janine Aron e John Muellbauer trabalharam com a OWID em uma pesquisa sobre excesso de mortalidade na pandemia.
Em 2022, o Future Fund, ligado à FTX, ofereceu ao Our World in Data um subsídio de 7,5 milhões de dólares para sustentar suas atividades. Max Roser disse à revista Fortune que o conselho de curadores da organização rejeitou o dinheiro depois de fazer diligências e outras verificações.
Uso Em 2021, o site do Our World in Data recebeu 89 milhões de visitantes únicos.
Our World in Data foi citado em periódicos científicos, em periódicos de medicina e saúde global e em periódicos de ciências sociais. The Washington Post, The New York Times e The Economist também usaram o site como fonte.
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Ver também Fundação Gapminder, organização que publica dados sobre desenvolvimento mundial Visualização de dados, apresentação gráfica de informações Dados abertos, dados que podem ser usados e redistribuídos livremente
Ligações externas
Site oficial História do Our World in Data
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