Pangong Tso, Pang-gong Tso ou lago Pangong (; ; em ) é um lago endorreico de água salobra nos Himalaias situado a cerca de de altitude. Estende-se entre a Índia e o Tibete (ocupado pela China) ao longo de 604 km², 60% dos quais em território chinês. Tem 134 km de comprimento e 5 km de largura no ponto mais largo. O seu nome em tibetano signfica "lago das pastagens altas". Durante o inverno, o lago congela completamente, apesar da água ser salgada. Não faz parte da bacia hidrográfica do rio Indo, mas de uma região interior sem ligações a outras. A sul de Pangong Tso encontra-se o Spanggur Tso, um lago mais pequeno, em território tibetano.
No lado indiano, o lago é acessível por estrada desde Lé, passando por Shey e Gia e , um dos passos de montanha transitáveis por veículos motorizados mais altos do mundo (). A estrada que desce de Chang La passa pela aldeia de Tangste e outras aldeias mais pequenas e cruza o Pagal Naala ("rio louco").
Disputa fronteiriça O lago situa-se em território disputado entre a Índia e a China. A Linha de Controlo Real (LAC), a fronteira de facto entre os dois países, passa pelo lago. Uma parte do lago, aproximadamente 20 km a leste da LAC é controlada pela China e reclamada pela Índia. A parte oriental do lago fica em território tibetano, na prefeitura de Ngari Após meados do , Pangong Tso ficava na extremidade sul da Linha Johnson, uma das primeiras tentativas de demarcação entre a Índia britânica e a China na região do Aksai Chin.
O forte de Khurnak situa-se sensivelmente a meio da margem norte do lago. A área do forte está sob controlo dos chineses desde 1952. Em 20 de outubro de 1962, durante a guerra sino-indiana, houve ações militares com êxito do Exército de Libertação Popular chinês. A área do lago continua a ser um ponto delicado da LAC e ocasionalmente há incursões por parte dos chineses, embora raramente envolvam combates.
Flora, fauna e geografia A água salobra do lago tem muito pouco micro-vegetação. Segundo os guias turísticos, o lago não tem peixes nem outros tipos de vida aquática à exceção de alguns pequenos crustáceos. Apesar de não terem sido observados peixes no lago, foram reportadas três espécies de peixes no ribeiro que desagua no lado sudeste, o Cheshul nalla: , e . A alta salinidade e as condições ambientais adversas são apontadas como a causa da baixa biodiversidade do lago.
Por outro lado, avistam-se numerosos patos e gaivotas na superfície do lago e por cima dela. Há algumas espécies de arbustos e ervas perenes que crescem nos pântanos em volta do lago. Este constitui um importante local de nidificação para várias aves, algumas delas migratórias. Durante o verão, é frequente avistarem-se gansos-de-cabeça-listada (Anser indicus) e patos-ferrugíneos (Tadorna ferruginea). Na região em volta do lago vivem algumas espécies de mamíferos selvagens, como o kiangs (Equus kiang; burro selvagem do Tibete) e marmotas.
No passado, o lago Pangong tinha um dreno natural para o rio Shyok, um afluente do Indo, que foi bloqueado naturalmente. No lado indiano, o lago é alimentado por dois ribeiros, que foram pântanos nas fozes. Antigas linhas de costa acima do nível atual do lago revelam um estrato de lama e areia laminada com cinco metros de espessura que sugerem que o lago encolheu recentemente numa escala geológica.
Notas e referências
Categoria:Ladaque Categoria:Lagos da Índia Categoria:Lagos do Tibete Categoria:Fronteira China-Índia Categoria:Lagos internacionais da Ásia Categoria:Lagos endorreicos Categoria:Lagos de montanha