Maria Gorete Pereira (Juazeiro do Norte, 10 de abril de 1952) é uma fisioterapeuta e política brasileira, filiada ao MDB, com atuação política no Ceará.

Biografia Filha de Antônio Pereira da Silva e Tereza de Souza Pereira. Graduada em fisioterapia pela Universidade de Fortaleza em 1972, nela obteve a pós-graduação em Tecnologia da Educação em 1981. Assumiu a presidência do Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Fortaleza em 1979, mantendo-a até 1985. Em 1990 foi eleita presidente da Associação Beneficente Cearense de Reabilitação e prestou serviços junto à Secretaria Municipal de Saúde na capital cearense e na Secretaria de Estadual de Saúde, além de integrar o Conselho Estadual de Saúde.

Carreira política Eleita vereadora de Fortaleza pelo PFL em 1988 e 1992, foi líder do partido na Câmara Municipal e depois presidente do diretório municipal, além de vice-presidente do diretório estadual. Eleita deputada estadual em 1994 e 1998, foi líder da bancada pefelista e em 2002 alcançou uma suplência de deputado federal, chegando a ser convocada por duas vezes para exercer o mandato, já filiada ao PL. Eleita em 2006, ingressou no PR ao fim daquele ano e obteve novo mandato em 2010.

Foi eleita deputada federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo Partido da República (PR). Se absteve no Processo de impeachment de Dilma Rousseff. Posteriormente, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Apoiou a Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.

Nas eleições de 2018, foi novamente candidata a deputada federal pelo PR, mas não conseguiu ser reeleita, ficando como primeira suplente da coligação PT/PCdoB/PP/PV/PR/PMN;

Nas eleições de 2022, concorreu ao cargo de deputada federal pelo Partido Liberal mais uma vez. No entanto, obteve apenas 36.507 votos e ficou como quarta suplente do seu partido.

Operação Indébito

No dia 17 de março de 2026, foi alvo da Operação Indébito, da Polícia Federal do Brasil. O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão preventiva da deputada pelos supostos envolvimentos no esquema de descontos do INSS. O ministro do STF, André Mendonça, no entanto, optou pelo uso da tornozeleira eletrônica para a deputada.

Esta é uma nova fase da operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

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