Polícia Federal: A Lei É para Todos é um filme policial brasileiro de 2017. Dirigido por Marcelo Antunez, produzido por Tomislav Blazic e roteirizado por Thomas Stavros e Gustavo Lipsztein. Foi inspirado no livro homônimo de Carlos Graieb e Ana Maria Santos. Estrelado por Antonio Calloni, retrata a Operação Lava Jato sob o ponto de vista dos investigadores que a protagonizam. Segundo o produtor Tomislav Blazic, a trama será dividida em três filmes, que devem ser lançados a cada ano, e que o filme não é um documentário e por isto, apesar de ser baseado na Lava Jato, não tem a obrigação de ser fiel à realidade.
Custando 16 milhões de reais, o filme não teve os patrocinadores revelados, e não utilizou recursos públicos. Os nomes dos investidores, cerca de 25, foram mantidos em sigilo, segundo Blazic, a pedido dos empresários, que fizeram os desembolsos como pessoas físicas. "Eles pediram, tenho que respeitar. Muitos filmes foram feitos assim no Brasil e fora dele." O filme contou com um acordo de cooperação assinado entre Blazic e a Polícia Federal em 2015. O filme teve sua première no dia 28 de agosto para convidados em Curitiba, entre eles estavam os juízes Sergio Moro, Marcelo Bretas e o procurador Deltan Dallagnol, além de delegados, policiais e servidores da justiça, e estreou nos cinemas brasileiros no feriado do Dia da Independência, 7 de setembro.
Na primeira semana atraiu 461.783 às salas de cinema, sendo cerca de 430.000 de quinta a domingo, e outros 30.000 nas pré-estreias, com faturamento de 7,8 milhões de reais, sendo o segundo filme mais assistido atrás do filme estadunidense It: A Coisa. Teve a melhor estreia do ano entre os filmes nacionais. Em 25 de setembro, o número de pessoas que foram ao cinema assistir o filme passou de um milhão, e no final do primeiro dia de outubro se tornou o filme nacional mais visto de 2017 até então. Para a divulgação do filme, a Downtown Filmes montou em algumas redes de cinemas do Brasil estandes reproduzindo bunkers.
Produção O produtor Tomislav Blazic estava trabalhando em outro filme com a Polícia Federal no projeto de tráfico de armas e drogas, quando começou a surgir a Operação Lava Jato. Vendo o tamanho do que estava acontecendo com o país, ele resolveu parar este outro projeto e fazer os bastidores da Operação Lava Jato, a fim de que a sociedade tomasse consciência do mal que a corrupção traz para todos.
O filme levou um ano e meio para pesquisa, roteiro e filmagem e recebeu apoio da própria Polícia Federal do Brasil, que prestou consultoria para a produção, dando entrevistas ao diretor e roteiristas, e autorizando a filmagem de cenas nas sua sede de Curitiba e no Rio de Janeiro.
Elenco Antonio Calloni interpreta o competente delegado Ivan, um dos principais investigadores e o narrador do filme sobre a operação Lava Jato. O delegado não acredita em heróis e sim em figuras fundamentais para a operação. Bruce Gomlevsky vive o delegado Júlio Cesar. O personagem é bastante próximo da delegada Beatriz (Flávia Alessandra) e muito intenso. Sua transparência nas tomadas de decisões é nítida. Ele procura a fundo, até encontrar as evidências. Muito próximo dos pais e apaixonado pelo que faz. Flávia Alessandra interpreta a delegada federal Beatriz. Ela representa mais que determinação. Foi inspirada em pessoas que têm um papel importante na operação, e ela dá voz a todas as mulheres que fazem a diferença na polícia. João Baldasserini interpreta Vinicius, um delegado jovem e decidido. A inspiração do personagem surgiu de várias figuras importantes da operação, mas a sua personalidade veio do delegado Maurício Moscardi, que é extrovertido e brincalhão. Leonardo Franco interpreta Pedro Henrique Rainer Cadete interpreta Ítalo Agneli, ele é um procurador muito determinado, não tem medo de seguir em frente, doa a quem doer. Acredita que se eles seguirem a lei e os fatos, nada mais importa. Ary Fontoura interpreta o 35.º presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Beth Zalcman interpreta a 35.ª primeira-dama do Brasil, Marisa Letícia. Marcelo Serrado interpreta o juiz federal Sergio Moro. Roberto Birindelli interpreta o doleiro Alberto Youssef. Laura Proença interpreta Rosangela Moro. Juliana Schalch interpreta Repórter Juliana. Eduardo Melo interpreta Fillipo Moro. Tadeu Aguiar interpreta Rodrigo. Sidy Correa interpreta Advogado Bruno.
Continuação No segundo semestre de 2019, começaram as filmagens do segundo capítulo do longa. No novo roteiro, Polícia Federal 2 narra os eventos passados após a condução coercitiva do ex-presidente Lula, que foi retratada ao fim do primeiro longa, mas não vai abordar vazamento das mensagens de Moro.
Críticas e elogios De acordo com Humberto Trezzi, do jornal Zero Hora, o filme "tem alguns pecados". "Na tela, procuradores da República e policiais federais interagem harmoniosamente, quando a relação entre eles muitas vezes é vista como tensa e antagonista no momento da condução das delações premiadas. O diretor optou por dar nomes reais aos políticos e empresários, mas deu pseudônimos aos policiais. O crítico questiona esta decisão artística de tratamento diverso. Até para driblar a acusação de maniqueísmo, alguns delegados-personagens dizem que votaram no PT e debatem a Lava-Jato em família".
De acordo com Katia Kreutz do site especializado CinemaScope, a frase de Rui Barbosa, que abre o filme, também poderia ser usada para a sua conclusão: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." "Quando as luzes se acendem, parte do público podem se levantar da poltrona envergonhados por viverem em um país onde a lei ainda não é, de fato, para todos".
Segundo o diretor da distribuidora Downtown Filmes, "é como se o brasileiro tivesse encontrado na tela do cinema o grito contra a corrupção que estava preso na garganta".
De acordo com Artur Xexéo, do jornal O Globo, "Polícia Federal é um filme de mocinho e bandido que parte da premissa de que o mocinho é a Polícia Federal e o bandido, o Partido dos Trabalhadores".
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do trailer oficial
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