O Hawaiian Super Prix seria uma etapa extra-campeonato da temporada de 1999 da CART. A corrida seria disputada no dia 13 de novembro num circuito montado no Aeroporto de Kalaeloa, em Kapolei, no Havaí.

Antecedentes Richard "Dick" Rutherford, um ex-engenheiro automotivo da Califórnia que chegou a trabalhar como diretor da American Racing Series (posteriormente renomeada Indy Lights, atual Indy NXT), manifestava interesse em levar uma corrida para o Havaí - mesmo com o Hawaii Raceway Park em atividade desde 1962, nenhuma categoria se interessou em disputar provas no arquipélago, considerado "hostil" para empresas estrangeiras. Em 1993, chegou a tentar fazer uma corrida de Can-Am que teria, entre os participantes, Michael Andretti, Kyle Petty, Bill Elliott, Michael Schumacher e Riccardo Patrese, e pagaria 1 milhão de dólares ao vencedor. Ninguém se interessou em financiar o projeto, que viria a ser arquivadoSuper Prix shelved.

Entre 1994 e 1998, Rutherford (que era amigo pessoal de Pat Patrick, dono da Patrick Racing e um dos principais chefes de equipes da categoria) pretendia levar a CART ao arquipélago, e em novembro de 1998, formalizou a parceria com David Grayson, que arranjou 30 milhões de dólares através da Frontier Insurance Group, e Phil Heard, que seria o diretor do evento. O então presidente da CART, Andrew Craig, e o governador do Havaí, Ben Cayetano, também engajaram-se no projeto, que sairia do papel em fevereiro de 1999, e teria o ex-piloto Mario Andretti como seu porta-voz. Era a primeira vez desde 1992 que a CART realizaria uma etapa extracampeonato (a última havia sido o Marlboro Challenge, disputado desde 1987 e descontinuado após a queda na popularidade).

Corrida e premiação Para a corrida, os organizadores decidiram convidar os 12 primeiros colocados da temporada, além de 4 pilotos convidados. A premiação total seria de 10 milhões de dólares - destes, 5 eram destinados ao vencedor e 250 mil ao pole-position. A corrida seria disputada em 2 baterias de 1 hora cada, e durante o intervalo, shows musicais, desfiles, apresentações aéreas e sorteio de prêmios aos espectadores eram realizados.

Abaixo os 11 pilotos da CART que participariam do Hawaiian Super Prix:

Piloto Equipe 1 4 Juan Pablo Montoya Chip Ganassi Racing 2 27 Dario Franchitti Team KOOL Green 3 26 Paul Tracy Team KOOL Green 4 6 Michael Andretti Newman/Haas Racing 5 7 Max Papis Team Rahal 6 40 Adrián Fernández Patrick Racing 7 11 Christian Fittipaldi Newman/Haas Racing 8 5 Gil de Ferran Walker Racing 9 12 Jimmy Vasser Chip Ganassi Racing11 44 Tony Kanaan Forsythe Racing12 8 Bryan Herta Team Rahal A morte de Greg Moore no GP de Fontana abriria uma vaga para seu companheiro de equipe, Patrick Carpentier (Tony Kanaan e Bryan Herta subiriam uma posição). A escolha dos pilotos de outras categorias ficaria a critério da organização - entre os principais nomes, figuravam Al Unser, Jr., Scott Pruett e Robby Gordon, que se despediram da CART no mesmo ano, além de ex-pilotos (aposentados ou não, como Alessandro Zanardi e Jacques Villeneuve, que estavam na Fórmula 1). Porém, a proposta foi engavetada pelos organizadores.

Problemas Entretanto, vários problemas começaram a minar o Hawaiian Super Prix: desde o anúncio da prova, alguns especialistas e comentaristas de automobilismo duvidavam de um eventual sucesso do evento, enquanto outros o classificavam como "fadado ao fracasso desde o início". Outro fator foi a demora na confirmação da realização da prova. Especialistas definiram que seria melhor a corrida ser disputada em novembro de 2000, para que tudo fosse feito com mais tranquilidade e planejamento. Rutherford e sua equipe acreditavam que tudo ficaria pronto a tempo.

Outra questão foi a transmissão, feita em pay-per-view: Rutherford fez um acordo com o Showtime, para que o canal transmitisse o evento, cobrando 20 dólares. Várias empresas recusaram-se a patrocinar o HSP em resposta à decisão. Para complicar, a audiência não era favorável: enquanto as corridas da CART registravam índices Nielsen (correspondente ao IBOPE no Brasil) entre 1,4 e 1,9 ponto de média, número baixo se comparado à audiência da NASCAR.

A data de realização da corrida foi outro fator que atrapalhou a organização: em 13 de novembro, Fresno e Universidade do Havaí disputariam a partida de futebol americano mais esperada pela população do arquipélago. Para piorar a situação, o Showtime iria exibir a luta entre Evander Holyfield e Lennox Lewis.

A falta de dinheiro e de interesse por parte da mídia e dos espectadores fariam com que o HSP tornasse um fracasso: as estimativas de 50 mil pessoas caiu para 14 mil e, posteriormente, para 7 mil. Em agosto, o Showtime rescindiu o contrato com a organização e Richard Rutherford correu atrás de um outro canal para exibir a corrida. ABC e ESPN, que também transmitiam a CART, não aceitaram o convite. Restou a Rutherford fazer um acordo às pressas com o Speedvision, canal especializado em automobilismo que posteriormente viria a tornar-se o Speed, que não chegou a ser anunciado até o cancelamento da prova.

A situação, no entanto, permanecia complicada: Rutherford deixou o cargo de CEO para Phil Heard, que teria de resolver uma série de problemas. Ele chegou a pensar em abandonar o convite aos pilotos de outras categorias e reduzir a premiação para 8 milhões de dólares (4 milhões ao vencedor), decisão que foi bastante criticada.

Em outubro, um conflito envolvendo trabalhadores do porto de Honolulu e empresas de transporte marítimo, que traziam ao arquipélago nada menos que 90% de tudo o que havia na ilha, interrompeu a construção do circuito. Não havia aço necessário para levantar as arquibancadas e apenas 20.000 dos 50.000 lugares foram finalizados. Sem alternativa, Heard decidiu cancelar o Hawaiian Super Prix a apenas 25 dias do evento.

Ver também IZOD IndyCar World Championship de 2011 Grande Prêmio de Charlotte de 1999 Firestone Firehawk 600

Links Official site – Internet Archives The Racing Line – Mapa do circuito

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