Hormisda (; ) foi um oficial romano de origem persa, ativo durante o .
Nome
O teônimo Hormisda é a versão latina do persa médio Hormisde (; Hormizd), Ormasde (Ōhrmazd), Hormosde / Ormosde ((H)ormozd), Ormusde (Ormuzd) ou Oramasde (Ohramazd), o nome da divindade suprema no zoroastrismo, cujo nome avéstico era Aúra-Masda (, Ahura-Mazdāh). Foi registrado em persa antigo como Auramasda (Auramazdā), em grego como Hormisdas (, Ormísdas), Hormisdes (, Ormísdēs), Horomazes (, Ōromázēs) e Hormisdates (, Ormisdátēs), em armênio como Oramasde (, Oramazd) e Ormisde (, Ormizd), em georgiano como Urmisde (, Urmizd), em árabe como Hormuz () e Hurmusde (, Hurmuzd), em túrquico antigo como Ormiste (), em siríaco como Hurmisde (, hwrmyzd [Hūrmizd]) e em copta como Gormessade (, Gormēsad / Gōrmēsad).
Vida
Hormisda era filho mais velho do xá sassânida e pai de um nobre homônimo. Foi aprisionado por seus irmãos após a morte de seu pai e permaneceu encarcerado por vários anos até ser liberto com a ajuda de sua esposa. Ele fugiu para junto do rei armênio e então para o Império Romano, onde foi recebido em 324 por Constantino ou Licínio . Em Constantinopla, Constantino deu-lhe um palácio que recebeu seu nome próximo da costa do mar de Mármara.
Serviu como comandante de cavalaria e acompanhou o imperador a Roma em 357. Em 362, foi nomeado por com Vitor como comandante de um exército que deveria ser levado de Constantinopla para Antioquia. A Paixão de São Bonoso e Maximiliano, que menciona-o em Antioquia em 362/3, estiliza-o como conde (talvez conde dos assuntos militares) e cristão. Ele participou na Expedição Persa de Juliano em 363 e segundo Libânio era do interesse do imperador colocá-lo no trono sassânida.
Hormisda comandou com Arinteu a cavalaria disposta na ala esquerda do exército romano. Em ca. 24 de abril, a Hormisda foi dado o comando de uma força de reconhecimento que foi emboscada pelos persas sob comando de Surena e o filarco Podosaces. Depois, conseguiu induzir a guarnição em Anata a se render. No Cerco de Perisapora de 27-29 de abril, foi enviado para negociar a rendição da cidade, mas foi insultado pelos habitantes, que chamaram-o de traidor e desertor. Depois, foi insultado por Nabedates, o comandante da guarnição de Maiozamalca, que foi levado como refém após a rendição da cidade.
Avaliação
Segundo Zonaras, Hormisda foi um homem grande e forte e um habilidoso lançador de projéteis, de tal modo que ao lançar um projetil em alguém podia prever onde o inimigo seria atingido. Com base na escassez do uso do nome iraniano Hormisda no mundo latino, Christian Settipani sugeriu que o prefeito pretoriano homônimo que esteve ativo em meados do era seu filho. Além disso, sugeriu que este segundo Hormisda foi o avô (materno?) do papa Hormisda , que era filho do campânio Justo e pai do papa Silvério .
Bibliografia
Categoria:Iranianos do século IV Categoria:Romanos antigos do século IV Categoria:Condes dos assuntos militares romanos Categoria:Príncipes do Império Sassânida Categoria:Generais de Constâncio II Categoria:Generais de Juliano, o Apóstata Categoria:Romanos envolvidos na Expedição Persa de Juliano Categoria:Sassânidas envolvidos na Expedição Persa de Juliano