miniaturadaimagem|260x260px|Detalhe da obra do pintor Francisco Muzzi, sobre a Reconstrução do Recolhimento de Nossa Senhora do Parto, onde se vê Mestre Valentim entregando os projetos de reconstrução ao Vice Rei D. Luis de Vasconcelos e Sousa (1789). Luís de Vasconcelos e Sousa, 4.º conde de Figueiró (Portugal, — Rio de Janeiro, ), foi um nobre e administrador colonial português e 12º vice-rei do Brasil, de 1778 a 1790. O título de conde de Figueiró já existira numa outra família no período filipino; foi-lhe concedido no ano de 1808 ou 1809, pelo Príncipe Regente D. João, pelo que foi o 1.º detentor do título, na sua família.
Biografia Filho de José de Vasconcelos e Sousa Caminha Câmara Faro e Veiga, 1º marquês de Castelo Melhor, e Maria Rosa Quitéria de Noronha.
Formou-se bacharel em Cânones pela Universidade de Coimbra.Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Figueiró, MAPA, 13 de Fevereiro de 2017, última atualização em 17 de Julho de 2018
Foi juiz e desembargador do Tribunal da Relação do Porto, da Casa da Suplicação e da Mesa do Desembargo do Paço; conselheiro de Estado, e vereador do Senado da Câmara de Lisboa. esquerda|miniaturadaimagem|Revista militar no Largo do Paço dos Vice-Reis, atual Praça XV, pintura de Leandro Joaquim, por volta de 1790. Coleção do Museu Histórico Nacional. Foi o 12.º vice-rei do Brasil e capitão-general de Mar e Terra do Estado do Brasil, exercendo o cargo por doze anos, de 30 de abril de 1778 a 9 de maio de 1790. Trouxe minuciosas instruções assinadas pelo novo Secretário de Estado, Martinho de Melo e Castro, pelas quais se regularia quanto aos assuntos relativos à religião, justiça, fazenda, tropa, agricultura, navegação, comércio, política etc. Segundo Varnhagen, distinguiu-se "pela moderação e pela prudência". Fomentou o cultivo do anil e do cânhamo.
Muito fez pela cidade do Rio de Janeiro, capital do Vice-Reinado: criou o Passeio Público, ainda hoje existente, ao mandar aterrar a Lagoa do Boqueirão, ali existente; reformou o Largo do Carmo; abriu ruas e protegeu artistas, como o Mestre Valentim da Fonseca e Silva e Leandro Joaquim. Mandou construir a chamada Casa dos Pássaros, origem do Museu Nacional do Rio de Janeiro, no Largo da Lampadosa (era dirigida por Xavier dos Pássaros, como era chamado Francisco Xavier Cardoso Caldeira). Reedificou a Alfândega e se diz que, em geral, foi o precursor do urbanismo do Rio. Na época de sua administração foi criado o Calabouço, lugar no qual os escravizados eram presos e castigados por se insubordinarem ao sistema vigente na época.
Sob seus auspícios criou-se a Sociedade Literária, que reuniu vários intelectuais brasileiros.
Retornou a Portugal em 1790 e aí foi inspetor-geral das Obras Públicas (1801), secretário de Estado e presidente do Real Erário (1803-1807).
Foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, recebeu a grã-cruz da Ordem de Santiago e Espada e o título de conde de Figueiró.
Ver também Lista de governadores-gerais do Brasil — incluem-se aí também os vice-reis
Bibliografia MACEDO, Joaquim Manuel de, Anno biographico brazileiro (v.1), Typographia e litographia do imperial instituto artístico, Rio de Janeiro, 1876. SOARES, Carlos Eugênio Líbano, A Capoeira Escrava e Outras Tradições Rebeldes No Rio de Janeiro (1808-1850) 2° Ed.Rev e Ampl- Capinas, Sp: Editora da Unicamp, 2004.
Ligações externas Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Figueiró, MAPA, 13 de Fevereiro de 2017, última atualização em 17 de Julho de 2018
Categoria:Vice-reis do Brasil Luis Vasconcelos Sousa Conde Figueiro 04 Categoria:Governadores do Rio de Janeiro (Colônia) Categoria:Juízes desembargadores do Desembargo do Paço Categoria:Juízes Desembargadores dos Agravos da Casa da Suplicação Categoria:Juízes Desembargadores da Relação do Porto Categoria:Alumni da Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra Categoria:Académicos da Academia Real das Ciências de Lisboa Categoria:Grã-Cruzes da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada Categoria:Nobres de Portugal do século XVIII Categoria:Nobres de Portugal do século XIX