O Convento de Nossa Senhora do Paraíso, ou simplesmente Convento do Paraíso, foi um convento feminino dominicano fundado em 1430 e situado na freguesia da Sé e São Pedro em Évora. Devido à extinção das Ordens Religiosas em Portugal, encerrou definitivamente por morte da prioresa D. Maria Isabel dos Corações de Jesus e Maria, em 1897, e foi mais tarde demolido e o seu recheio disperso pelo Museu de Évora, pelo Tesouro da Sé de Évora, pelo Museu Nacional de Arte Antiga e pela Biblioteca Nacional de Lisboa.

História esquerda|miniaturadaimagem|Painel de azulejos de Nossa Senhora do Rosário com São Domingos de Gusmão e Santa Catarina de Sena (séc. XVII), proveniente do arcossólio do cenotáfio renascentista de D. Álvaro da Costa exposto no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

Origem O Mosteiro de Nossa Senhora do Paraíso teve origem num beatério ou comunidade de mulheres da “pobre vida”, fundado por duas irmãs, Beatriz e Inês Galvoa, juntamente com uma terceira companheira, no segundo quartel do século XV, em casas localizadas na Rua do Machede, na cidade de Évora. Após a morte de Beatriz Galvoa, em 1471, a comunidade iniciou um rápido processo de aproximação à Ordem dos Pregadores. Tal como sucedera com outros beatérios existentes na Rua de Santa Marta e na Rua de Machede, também a casa das Galvoas se submeteu à direção dos Dominicanos nas últimas décadas do século XV, caminho que culminaria na sua conversão definitiva em convento. esquerda|miniaturadaimagem|Cenotáfio renascentista de D. Álvaro da Costa (1535), Nicolau Chanterene, proveniente do Convento do Paraíso exposto no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

Conversão Convertida em casa de terceiras dominicanas ainda antes de 1496, sob a invocação de Nossa Senhora do Paraíso, a instituição recebeu decisivo apoio de D. Manuel I e de diversas famílias nobres. Em 1516, com o patrocínio de D. Álvaro da Costa, membro do conselho régio, camareiro e guarda-roupa do rei, a comunidade tornou-se oficialmente mosteiro de freiras dominicanas da “2ª Ordem”. D. Álvaro da Costa financiou amplamente a construção da igreja e das dependências conventuais, recebendo em retribuição, em 1519, o padroado do mosteiro e o privilégio da reserva da missa quotidiana da comunidade, celebrada em sufrágio seu e dos seus descendentes. O cenóbio manteve-se ativo até 1897, ano da morte da última religiosa, sendo demolido em 1900.

Bibliografia

Categoria:Edifícios monásticos de Évora Categoria:Edifícios monásticos dominicanos de Portugal Categoria:Extinções em Portugal em 1897 Categoria:Fundações em Portugal em 1430