Os tuco-tucos (Ctenomys sp.), também chamados curus-curus e ratos-de-pentes,FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 724 são um grupo de roedores sul-americanos que vivem em galerias subterrâneas superficiais por eles escavadas. Nos orifícios de saída das galerias, observa-se o depósito de solo, geralmente areia, removido. Por este motivo, não é estimado pelos proprietários rurais, pois as imperfeições no solo causadas pela espécie podem causar acidentes com o gado. A espécie apresenta pescoço musculoso, cauda curta e fortes unhas.
Etimologia "Tuco-tuco" originou-se do termo tupi para o animal, tuku'tuku, o qual é uma referência ao som que o macho da espécie produz quando sente-se ameaçado. "Rato-de-pente" é uma referência às cerdas laterais pectíneas presentes nas palmas dos pés e das mãos da espécie.
Dieta O tuco-tuco se alimenta de gramíneas e folhas que nascem junto às saídas de suas tocas, bem como de frutos silvestres.
Classificação Os tucos-tucos pertencem ao gênero Ctenomys, com várias espécies espalhadas pela América do Sul.
Família Ctenomyidae Gênero Ctenomys
Ctenomys argentinus Contreras & Berry, 1982 Ctenomys australis Rusconi, 1934 Ctenomys azarae Thomas, 1903 Ctenomys bergi Thomas, 1902 Ctenomys bidaui Ctenomys boliviensis Waterhouse, 1848 Ctenomys bonettoi Contreras & Berry, 1982 Ctenomys brasiliensis de Blainville, 1826 Ctenomys budini Thomas, 1913 Ctenomys colburni J. A. Allen, 1903 Ctenomys coludo Thomas, 1920 Ctenomys conoveri Osgood, 1946 Ctenomys contrerasi Ctenomys coyhaiquensis Kelt & Gallordo, 1994 Ctenomys dorbignyi Contreras & Contreras, 1984 Ctenomys dorsalis Thomas, 1900 Ctenomys emilianus Thomas & St. Leger, 1926 Ctenomys erikacuellarae (Gardner, Salazar-Bravo, & Cook, 2014) Ctenomys famosus Thomas, 1920 Ctenomys flamarioni Travi, 1981 Ctenomys fochi Thomas, 1919 Ctenomys fodax Thomas, 1910 Ctenomys frater Thomas, 1902 Ctenomys fulvus Philippi, 1860 Ctenomys goodfellowi Thomas, 1921 Ctenomys haigi Thomas, 1917 Ctenomys johannis Thomas, 1921 Ctenomys juris Thomas, 1920 Ctenomys knighti Thomas, 1919 Ctenomys lami Freitas, 2001 Ctenomys latro Thomas, 1918 Ctenomys lessai (Gardner, Salazar-Bravo, & Cook, 2014) Ctenomys leucodon Waterhouse, 1848 Ctenomys lewisi Thomas, 1926 Ctenomys magellanicus Bennett, 1836 Ctenomys maulinus Philippi, 1872 Ctenomys mendocinus Philippi, 1869 Ctenomys minutus Nehring, 1887 Ctenomys occultus Thomas, 1920 Ctenomys opimus Wagner, 1848 Ctenomys osvaldoreigi Contreras, 1995 Ctenomys pearsoni Lessa & Langguth, 1983 Ctenomys perrensi Thomas, 1898 Ctenomys peruanus Sanborn & Pearson, 1947 Ctenomys pilarensis Contreras, 1993 Ctenomys pontifex Thomas, 1918 Ctenomys pundti Nehring, 1900 Ctenomys rionegrensis Langguth & Abella, 1970 Ctenomys roigi Contreras, 1988 Ctenomys saltarius Thomas, 1912 Ctenomys scagliai Contreras, 1999 Ctenomys sericeus J. A. Allen, 1903 Ctenomys sociabilis Pearson & Christie, 1985 Ctenomys steinbachi Thomas, 1907 Ctenomys sylvanus Thomas, 1919 Ctenomys talarum Thomas, 1898 Ctenomys thalesi Ctenomys torquatus Lichtenstein, 1830 Ctenomys tuconax Thomas, 1925 Ctenomys tucumanus Thomas, 1900 Ctenomys tulduco Thomas, 1921 Ctenomys validus Contreras, Roig & Suzarte, 1977 Ctenomys viperinus Thomas, 1926 Ctenomys yatesi Ctenomys yolandae Contreras & Berry, 1984
Status de conservação Muitas das espécies são restritas a determinadas regiões, como, por exemplo, o Ctenomys minutus, que habita as planícies litorâneas arenosas do Rio Grande do Sul. A agricultura e a exploração imobiliária acabam destruindo o habitat natural dessa espécie e isolando suas populações. É predado por aves de rapina, como o chimango no sul e outros pequenos gaviões, cobras, canídeos e felinos selvagens, além de cães e gatos domésticos de propriedades rurais. Para proteção, enquanto faz sua refeição herbácea, mantém-se próximo à saída da toca, ou, mais frequentemente, expõe apenas a parte anterior do corpo fora dela.
WOODS, C. A., KILPATRICK, C. W. (2005). Hystricognathi in Wilson, D. E., Reeder, D. M. (eds). Mammal Species of the World a Taxonomic and Geographic Reference. 3ª edição. Johns Hopkins University Press, Baltimore. vol. 2, pp. 1538–1600.
Ligações externas Projeto Tuco-tuco na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Categoria:Ctenomys