A Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol representa a Guiné Equatorial nas competições de futebol da FIFA. É também filiada à CAF e à UNIFFAC.

Trajetória A Seleção da Guiné Equatorial realizou sua primeira partida oficial foi em maio de 1975, contra a China, com vitória dos asiáticos por 6 a 2. Eles não jogaram outra partida internacional até a Taça UDEAC de 1984, em dezembro, sendo sorteados em um grupo com os 2 anfitriões o Congo-Brazzaville e a República Centro-Africana, perdendo de 5-0 com o Congo mas conquistaram o primeiro empate da história (1-1). Na disputa do quinto lugar empataram (1–1) com o Chade e perderam nos penaltes (3-2) sendo a pior do torneio. Apartir daí a la roja africana ficou na última posição do grupo (com Camarões e Chade) com um ponto em 1985, e em 1986 sediou o torneio mas caiu outra vez com as mesmas equipas mas perdendo todos os jogos, em 87 conseguiu em empate com os Camarões (0-0) e passou da fase de grupos (com uma ajudinha já que sópassavam 2 duas e só tinha duas equipas no grupo) mas não deu em nada já perderam por uma goleiada nas semis para o Chade (4-0).

Sua maior vitória foi um 4 a 0 obtido em vitórias sobre República Centro-Africana (2014), Sudão do Sul (2016) e Costa do Marfim (2024), esta última válida pela Copa das Nações Africanas. A maior derrota da Nzalang Nacional foi um 6 a 0 aplicado pela Seleção do Congo.

O auge da seleção viria a partir de 2012, quando participou pela primeira vez de uma Copa Africana de Nações, sediando a competição juntamente com o Gabão. Treinada pelo brasileiro Gilson Paulo e com 21 jogadores estrangeiros (o goleiro-reserva Felipe Ovono e o lateral-direito Colin eram os únicos nativos do elenco), a Guiné Equatorial fez boa campanha, parando apenas nas quartas-de-final. Em 2013, a Guiné Equatorial levou uma punição pelo uso irregular do atacante Emilio Nsue na partida contra Cabo Verde pelas eliminatórias africanas da Copa de 2014.

Voltaria a disputar o torneio em 2015, agora como sede única em substituição ao Marrocos, que desistiu em decorrência do surto de Ébola que atingia países da África Ocidental. Com 5 jogadores nascidos em território guinéu-equatoriano (o goleiro Ovono, o zagueiro e Diosdado Mbele, o lateral-direito Miguel Ángel Mayé e os atacantes Rubén Darío e Kike Boula), a Nzalang fez sua melhor campanha na CAN ao chegar até a semifinal, embora tivesse sido beneficiada por erros de arbitragem, tendo inclusive um pênalti irregular a seu favor contra a Tunísia, que criticou as decisões do árbitro mauriciano Rajindraparsad Seechurn..

Após chegar a ficar em 49º no ranking da FIFA, a seleção enfrentou críticas de outras equipes no caso das naturalizações de jogadores e entrou em declínio, caindo para a 144ª posição - ainda assim, longe do 195º obtido em dezembro de 1998.

Estádio

200px|thumb|left|Nuevo Estadio de Malabo, onde a Guiné Equatorial manda os seus jogos. A seleção da Guiné Equatorial realiza os seus jogos como mandante no Nuevo Estadio de Malabo, principal praça esportiva do país, cuja capacidade é de 15.250 lugares.

Polêmica das naturalizações Nos últimos anos, a Guiné Equatorial virou notícia por conta da naturalização de jogadores de outras nacionalidades, que não possuem relação com o país. Em 2009, o jornalista sul-africano Mark Gleeson escreveu que a prática atrapalhava a credibilidade do futebol africano.

Em 2005, um pedido de Ruslan Obiang Nsue, filho do presidente Teodoro Obiang, ao treinador brasileiro Antônio Dumas fez com que ele convocasse jogadores brasileiros para representar o país, apesar das críticas de outros à FIFA e à CAF, que faziam "vista grossa" da situação.

Além de brasileiros, a Guiné Equatorial recrutou jogadores colombianos, burquineses, camaroneses, ganeses, marfinenses, liberianos, malineses, nigerianos, senegaleses e cabo-verdianos, uma vez que poucos atletas de origem puramente guinéu-equatoriana atuam na Nzalang Nacional.

Esta controvérsia naturalmente não afeta aqueles que vem da Espanha porque, como antiga metrópole da Guiné Equatorial, foi o principal destino para os guinéu-equatorianos que fugiram de sua terra natal desde que se tornou uma ditadura, tendo lá os seus filhos. Sendo assim uma situação semelhante dos "franceses" que atuam para suas respetivas seleções africanas francófonas ou os "portugueses" que atuam para suas respetivas seleções africanas lusófonas.

Desempenho em Copas 1930 a 1966: Era parte da Espanha. 1970 a 1986: Não era membro da FIFA. 1990 a 1998: Não se inscreveu. 2002 a 2026: Não se classificou.

Desempenho em CAN's 1957 a 1968: Era parte da Espanha. 1970 a 1986: Não era membro da CAF. 1988: Desistiu. 1990: Não se classificou. 1992 a 1994: Não se inscreveu. 1996: Desistiu. 1998 a 2000: Não se inscreveu. 2002 a 2010: Não se classificou. 2012: Quartas-de-final. 2013: Não se classificou. 2015: Quarto lugar. 2017 a 2019: Não se classificou. 2021: Oitavas-de-final. 2023: Oitavas-de final. 2025: Primeira fase.

Recordes

Jogadores em negrito ainda em atividade pela Seleção Guinéu-Equatoriana.

Mais partidas disputadas

#JogadorPartidasGolsEm atividade1Federico Bikoro6372013–2Basilio Ndong6102016–3Pablo Ganet5662013–4Iban Salvador54102015–5Josete Miranda5142015–Emilio Nsue232013–7Carlos Akapo4832013–8Juvenal Edjogo-Owono4592003–20159Felipe Ovono4402011–201910Esteban Obiang4712017–

Artilheiros

{|class="wikitable sortable" cellpadding="3" style="text-align: center;" |- #JogadorGolsPartidasMédia por jogoEm atividade1Emilio Nsue25512013–2Iban Salvador10582015–3Juvenal Edjogo-Owono9452003–20154Federico Bikoro7632013–5Pablo Ganet6602015–6Pedro Oba5162017–Luis Nlavo322019–Javier Balboa322007–20179Rodolfo Bodipo4152003–2013Saúl Coco342017–Randy382010–2018Josete Miranda512015–

Treinadores

Manuel Sanchís Martínez (1980) Okué Moto (1985) Abdelghani Ben Nacéri (1988) Julio Raúl González (1989–1990) Pedro-Mabale Fuga Afang (199?–1998) Jesús Martín Dorta (1999) Jean-Jacques Dortas (1999) Raúl Eduardo Rodríguez (2000) Juan Carlos Bueriberi Echuaca (2000–200?) Francisco Nsi Nchama (2002) Jesús Martín Dorta (2003) Óscar Engonga (2003) Adel Amrouche (2004) Antônio Dumas (2004–2006) Quique Setién (2006) Jordan de Freitas (2007–2008) Vicente Engonga (2008–2009) Carlos Diarte (2009–2010) Casto Nopo (2010, interino) Henri Michel (2010) Casto Nopo (2011, interino) Gilson Paulo (2012) Andoni Goikoetxea (2013–2014) Esteban Becker (2015–2017) Casto Nopo (2017, interino) Franck Dumas (2017-2018) Rodolfo Bodipo (2017–2018) Casto Nopo (2018, interino) Ángel López (2018–2019) Casto Nopo (2019, interino) Antonio Pancho (2019) Felipe Esono (2019) Dani Guindos (2019) Sébastien Migné (2019–2020) Rodolfo Bodipo (2020) Juan Micha e Casto Nopo (2020) Juan Micha (2021–) Guillermo Ganet (2025, interino)

Ver também Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol Feminino Futebol na Guiné Equatorial Eliminatórias da Copa do Mundo de Futebol de 2018

Categoria:Futebol da Guiné Equatorial Categoria:Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol