thumb|300px|Perfil de um solo (com identificação dos horizontes).

thumb|300px|Perfil de um solo thumb|300px|Perfil de um solo

O solo, popularmente referido como terra, é uma mistura de material inconsolidado contendo uma fase sólida, composta por matéria orgânica, minerais e mineraloides (a matriz do solo), e uma fase porosa contendo gases (a atmosfera do solo), líquidos e coloides (a solução do solo) e uma grande diversidade de organismos (o édafon ou biota do solo).

O solo cobre largas áreas da superfície terrestre emersa entre a litosfera e a atmosfera e é o produto da pedogénese, um processo que resulta da interacção da meteorização com os efeitos biológicos (bioquímicos e biofísicos) sobre um material de origem (a rocha-mãe), ao longo de largos períodos de tempo. As características específicas de cada solo são o resultado de factores ambientais como a rocha-mãe, o relevo, o clima e o bioma. O solo é um dos principais suportes da vida nas regiões emersas da Terra e sofre continuamente alterações por meio de numerosos processos físicos, químicos e biológicos, que incluem a meteorização com a consequente erosão associada. Dada a sua complexidade e interconectividade interna, os ecologistas encaram o solo como um ecossistema. Descrição O solo corresponde à decomposição de rochas que ocorre por meio de ações ligadas à temperatura, como o calor, além de processos erosivos provenientes da ação dos ventos, chuva e seres vivos, tais como bactérias e fungos. Contudo, pode ser visto sobre diferentes óticas. Para um engenheiro agrônomo o solo é a camada na qual pode-se desenvolver vida (vegetal e animal). Para um engenheiro civil, sob o ponto de vista da mecânica dos solos, solo é um corpo possível de ser escavado, sendo utilizado dessa forma como suporte para construções ou material de construção. Para um biólogo, através da ecologia e da pedologia, o solo infere sobre a ciclagem biogeoquímica dos nutrientes minerais e determina os diferentes ecossistemas e habitats dos seres vivos.

Pedogênese

Pedogénese é o processo químico e físico de alteração (adição, remoção, transporte e modificação do solo) que atua sobre um material litológico, originando um solo.

Solos estão constantemente em desenvolvimento, nunca estando estáticos, por mais curto que seja o tempo considerado. Ou seja, desde a escala microscópica, diariamente, há alteração por organismos vivos no solo, da mesma forma que o clima, ao longo de milhares de anos, modifica o solo. Dessa forma, temos solos na maioria recentes, quase nunca ultrapassando idades Terciárias.

Geralmente, o solo é descrito como um corpo tridimensional, podendo ser, porém, ao se considerar o fator tempo, descrito como um sistema de quatro dimensões:Schaetzel & Anderson "Soils: Genesis and Geomorphology. Cambridge: Ed. Cambridge, 2005 tempo, profundidade, largura e comprimento.

Um solo é o produto de uma ação combinada e concomitante de diversos fatores. A maior ou menor intensidade de algum fator pode ser determinante na criação de um ou outro solo. São comumente ditos como fatores da formação de soloːGoldberg and Machail "Practical and Theoretical Geoarchaeology. Inglaterra: Ed. Blackwell, 2006 clima, material de origem, organismos, tempo e relevo. Estes fatores são classificados em ativos e passivos em relação a adição ou recepção de energia no sistema, respectivamente. O clima e os organismos são classificados como fatores ativos e o material de origem, tempo e relevo como fatores passivos. Estes fatores atuam juntos na formação do solo e afetam as características do mesmo.

Os processos de formação do solo também podem ser classificados em: processos gerais e específicos.

Processos gerais de formação do solo São processos que modificam o solo em razão dos fatores de formação do solo. Estes processos são:

Adição: Qualquer adição de origem externa no solo. Ex: matéria orgânica, poeiras, cinzas, adubos, corretivos, gases, íons, sedimentos; Perda: Qualquer remoção ou perda de gases, material sólido, íons ou líquido do perfil do solo. Ex: Matéria Orgânica, evapotranspiração; Transformação: Processos de transformação dos compostos sólidos do solo. Essas transformações podem ser de ordem química, física e biológica; Translocação: processos relacionados a movimentação de material solido, líquido e gasoso dentro do perfil do solo.

Processos especificos de formação do solo

São aqueles em que ocorre atuação de um ou mais dos processos gerais de adição, remoção, translocação ou transformação, de formação do solo. São processos específicos:

Latossolização: Processo de formação do solo que se caracteriza a intensa remoção de sílica no processo de intemperismo, termo que substitui a designação laterização, o mesmo que ferrilitização. É um processo de acumulo de oxido de ferro no e alumínio no solo devido a perda de bases e silício na forma de sílica. Nesse processo são formados minerais secundários como: Caulinita, Gibbsita, Hematita e Goethita ; Lessivagem: Migração mecânica de argila do horizonte A para o B textural ou B nítrico É um processo de transporte de pequenas partículas minerais(argilas) em suspensão do horizonte A(ou E) para o horizonte B, produzindo horizontes Bt; Podzolização: Processo no qual ocorre a migração de alumínio (Al) e matéria orgânica,com ou sem ferro(Fe), para o horizonte B; Gleização: processo de formação do solo característico das condições de excesso de água (hidromorfismo). Nessa condições forma-se um horizonte glei típico dos Gleissolos. É um processo no qual ocorre redução química do ferro em condições anaeróbicas; Paludização: acúmulo de material orgânico em locais saturados com água (ambiente anaeróbico, desfavorável à degradação). Material orgâncio começa a se acumular; Quando grandes espessuras-turfeiras.; Horizonte hístico (H) - material orgânico em diferentes estágios de decomposição. Forma Organossolos; Vertissolização: formação de características vérticas geralmente presentes em solos com predomínio de esmectita. Forma Vertissolos. Slickensides no subsolo; fendas profundas no solo seco (Fendas - queda de material da superfície - expansão e mistura); microrrelevo de gilgai.

Funções do solo Principal substrato utilizado pelas plantas para o seu crescimento (H2O e nutrientes) e disseminação; Reciclagem e armazenamento de nutrientes e detritos orgânicos; Controle do fluxo da água e ação protetora da qualidade da água subterrânea; Habitat para a fauna do solo; Abrigar os seres vivos; Entre muitas e muitas funções.

A composição do solo O solo é a camada mais superficial da crosta, é composto por sais minerais dissolvidos na água intersticial, organismos e rochas em decomposição.

Existem muitas variações de terreno a terreno dos elementos de um solo, mas basicamente figuram-se quatro camadas principais:

A primeira camada é rica em húmus, detritos de origem orgânica. Essa camada é chamada de camada fértil. Ela é a melhor para o plantio, e é nessa camada que as plantas encontram alguns sais minerais e água para se desenvolver; A outra camada é a camada dos sais minerais. Ela é dividida em três partes: A primeira parte é a do calcário. Corresponde entre 7 e 10% dessa camada; A segunda parte é a da argila, formada geralmente por caolinita, caulim e sedimentos de feldspato. Corresponde de 20 a 30% dessa camada; A última parte é a da areia. Esta camada é muito permeável e existem espaços entre as partículas da areia, permitindo que entre ar e água com mais facilidade. Esta parte corresponde de 60 a 70% da camada em abertura com o Magma.

A terceira camada é a das rochas parcialmente decompostas. Depois de se decomporem totalmente, pela ação da erosão e agentes geológicos, essas rochas podem virar sedimentos, ou seja, rochas sedimentares; A quarta camada é a de rochas que estão inicialmente começando a se decompor. Essas rochas podem ser chamadas de rocha matriz.

Classificação quanto à granulometria

miniaturadaimagem|O solo arenoso possui cerca de 70% de areia em relação ao total de partículas sólidas. Ele possui uma textura leve e granulosa, sendo composto, em grande parte, por areia (70%) e, em menor parte, por argila (15%).

Solos arenosos São aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. Ele também possui consistência granulosa como a areia. Muito presente na região nordeste do Brasil, sendo permeável à água.

Solos siltosos São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração silte, de tamanho entre 0,05 e 0,002 mm, geralmente são muito erosíveis. O silte não se agrega como as argilas e ao mesmo tempo suas partículas são muito pequenas e leves. São geralmente finos.

Solos argilosos São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração argila, de tamanho menor que 0,002 mm (tamanho máximo de um colóide). Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. São geralmente menos permeáveis, embora alguns solos brasileiros muito argilosos apresentam grande permeabilidade - graças aos poros de origem biológica. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos que lembram a sensação táctil de pó-de-café e isso lhes dá certas caraterísticas similares ao arenoso.

Latossolo Possui a capacidade de troca de cations baixa, menor que 17 cmolc, presença de argilas de baixa atividade (Tb), geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, tem textura granular e coloração amarela a vermelha escura.

São solos zonais típicos de regiões de clima tropical úmido e semi-úmido, como Brasil e a África central. Sua coloração pode ser avermelhada, alaranjada ou amarelada. Isso evidencia concentração de óxidos de Fe e Al em tais solos. São profundos, bastante porosos e bem intemperizados.

Solo lixiviado São aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre ( pobre em potássio e em nitrogênio).

Solos negros das Planícies e das Pradarias São aqueles que são ricos em matéria orgânica.

Solo árido São aqueles que pela ausência de chuva não desenvolvem seu solo.

Solos de montanhas São aqueles que o solo é jovem.

Solo orgânico Composto de materiais orgânicos (restos de organismos mortos e em decomposição), além da areia e da argila. Este solo é o que mais favorece o desenvolvimento da vida das plantas, porém solos orgânicos tropicais como do Brasil, por exemplo, possuem baixa fertilidade. O húmus é o resíduo ou composto solúvel originado pela biodegradação da matéria orgânica, que o torna disponível para as plantas nutrientes minerais e gasosos como o nitrogênio (N).

O solo orgânico favorece propriedades físicas e químicas do solo; favorece as propriedades físicas pois formam-se grânulos, deixando-o mais leve, menos pegajoso e mais trabalhável. A formação de grânulos também favorece a umidade e arejamento do solo, já que se formam espaços vazios entre os grânulos e estes, por sua vez, são preenchidos por ar e água. Favorecem as propriedades químicas, pois pode aumentar sua CTC, fixam nutrientes minerais e gasosos através de reações químicas e aumenta ou diminui o pH. Grandes quantidades de matéria orgânica no solo podem favorecer o aumento da acidez potencial, por liberação de H+.

Classificação taxonômica de solos A classificação taxonômica dos solos permite entender os processos que levam um solo a transformar-se em outro. Podem classificar-se os solos segundo uma característica marcante, como a fertilidade o que permite propor ações governamentais para a agricultura e assentamentos. Por outro lado, ao subdividir o solo pelo seu baixo teor de argila, podem entender-se os processos de lixiviação que podem estar destruindo aquele solo.