thumb|direita|350px|Donald Trump discursa à Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2017. A política externa do governo Donald Trump esteve centrada em manter a segurança interna através do combate ao terrorismo internacional e fortalecimento da política de fronteiras, além do controle da imigração ao país; um expansão gradual do contingente militar norte-americano e uma aproximação do governo com o setor comercial. Trump descreveu suas intenções diplomáticas como fazer diplomacia onde quer que "antigos inimigos se tornaram amigos". Uma vez que seus compromissos sofreram diversas alterações durante a campanha presidencial de 2016, a linha diplomática de Trump permanece indefinida.

Durante a campanha, Trump comprometeu-se a prover liderança presidencial com forte teor diplomática buscando "restaurar o respeito aos Estados Unidos em todo o globo". O então candidato apoiava, entre outros meios, um robusta sistema de defesa nacional. Em sua primeira proposta orçamentária, Trump propôs um aumento de 54 bilhões de dólares (equivalente a 10%) no orçamento de defesa do país, chegando a um total de 639 bilhões de dólares no orçamento anual de 2018. O presidente têm afirmado que o aumento do orçamento é necessário em visando o combate ao terrorismo, o preparo das tropas e a melhoria da infraestrutura bélica dos Estados Unidos.

Ao tornar-se presidente, Trump buscou apoio dos seus conselheiros da Casa Branca ao invés de apoiar-se somente na equipe do Departamento de Estado, para o qual nomeou como Secretário o empresário texano Rex Tillerson, ex-dirigente da ExxonMobil. Tillerson não possuía carreira política ou diplomática antes de assumir o cargo em 2017, porém mantinha laços estreitos com governantes de nações estrangeiras, como a Rússia. O Departamento de Estado normalmente conta com dois vice-secretários e seis subsecretários, sendo que até março de 2017 a Casa Branca não nomeou nenhum indivíduo para estes cargos. Em muitos casos, Trump têm incumbido seus assessores mais próximos de decisões sobre a política externa norte-americana, nomeadamente seu estrategista político Stephen K. Bannon e o conselheiro-chefe Jared Kushner. Logo nos primeiros meses de governo, Trump têm levado a cabo alguns dos mais decisivos compromissos de campanha, como a restrição imigratória de países islâmicos, sem nenhum parecer público do Departamento de Estado. Em março, Trump propôs um orçamento que, caso aprovado, cortaria em 28% o orçamento do Departamento de Estado, levando a divergências entre analistas políticos sobre a relevância do departamento diplomático em sua política de governo.

História Nomeações de gabinete

Américas Argentina

Donald Trump recebeu o presidente argentino, Mauricio Macri, em Washington D.C. em abril de 2017, eles se reuniram na Casa Branca no dia 27 de abril para falar sobre o comércio entre ambos países. Quando o submarino argentino, ARA San Juan, desapareceu em novembro de 2017 durante uma patrulha de rotina pelo Atlântico-Sul, na costa da Argentina, Trump ofereceu ajuda dos EUA para encontrar o submarino e resgatar as 45 pessoas dentro dele, além disso, postou uma mensagem de apoio ao povo argentino.

Brasil

miniaturadaimagem|Trump e Bolsonaro na Casa Branca em 19 de março de 2019. Os dois países voltaram a se aproximar após a vitória do do conservador Jair Bolsonaro na eleição presidencial do Brasil em 2018. Na primeira visita oficial do presidente brasileiro aos Estados Unidos, em março de 2019, Trump anunciou a intenção de designar o Brasil como principal aliado importante extra-OTAN, tendo notificado o Congresso em maio do mesmo ano. Também em maio, o governo americano, por intermédio de Kimberly Breier, secretária de Estado adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental, anunciou o apoio formal à entrada do Brasil na OCDE. No final de junho de 2019, o ministro da economia do Brasil, Paulo Guedes, anunciou que o Brasil e os EUA iniciaram formalmente negociações para um acordo comercial entre ambos países.

Canadá

thumb|esquerda|221x221px|Donald Trump e o Primeiro-ministro canadense Justin Trudeau na Casa Branca, fevereiro de 2017. Trump reuniu-se com o Primeiro-ministro canadense Justin Trudeau em 13 de fevereiro de 2017 na Casa Branca. Trudeau foi o terceiro líder estrangeiro recebido pelo presidente estadunidenses desde sua posse, em janeiro do mesmo ano, seguindo a Primeira-ministra britânica Theresa May e o homólogo japonês Shinzo Abe. Durante a reunião, Trump declarou acreditar na relação entre os dois países como sendo diferente da relação com o México, afirmando que necessitava somente de "alguns ajustes" na participação canadense no NAFTA. Ainda durante o encontro bilateral, Trump e Trudeau discutiram a cooperação mútua na política fronteiriça, combate ao abuso de opiáceos, implementação de energia renovável e promoção de igualdade das mulheres.

Em abril de 2017, Trump decidiu agir sobre a já extensa disputa comercial entre os dois países sobre o mercado madeireiro, chegando a tensionar um depreciamento das relações diplomática. Após o comentário de que a madeira canadense seria comercializada sob um preço "injusto", o Departamento de Comércio anunciou planos de impor uma taxa retroativa de 30 a 40% sobre os carregamentos de madeira que chegavam em território estadunidense. Em resposta, o Ministério de Comércio do Canadá afirmou que o país "não irá ceder e defenderá vigorosamente nossa indústria".

Cuba

Durante sua campanha presidencial, Trump expressou sua oposição à restauração de relações diplomáticas plenas com a República de Cuba, endossada durante os anos finais do governo de Barack Obama. Trump afirmou que a restauração de relações diplomáticas só seria cogitado caso o país caribenho se comprometesse a libertar os prisioneiros políticos. Os constantes comentários negativos sobre a política cubana têm representado um retrocesso em sua opinião desde setembro de 2015, quando afirmou que a abertura de relações entre os dois países era "muito boa". Trump também afirmou que se opõe ao "Ato de Ajuste Cubano", que concede o direito de permanência em solo americano aos cubanos vindos da ilha.

Em 16 de junho de 2017, Trump anunciou que estava cancelando todos os acordos anteriores do governo Obama com Cuba, enquanto também expressava esperança de que um novo acordo pudesse ser negociado entre Cuba e os Estados Unidos.

México

Durante a campanha eleitoral de 2016, Trump enfatizou o policiamento de fronteiras e a imigração ilegal como questões de urgência. O então candidato afirmou: "Quando o México envia seu povo, não estão enviado o seu melhor... Estão trazendo drogas, crimes, são estupradores. E alguns, eu admito, são boas pessoas." Além destas declarações polêmicas, Trump também falou sobre drogas e doenças infecciosas "espalhadas ao longo da fronteira".

Nos discursos de campanha, Trump defendeu constantemente a construção de um muro fronteiriço ao longo da fronteira entre os dois países, acentuando que o governo mexicano arcaria com todos os custos através de taxas de pedágio e tributações pelo NAFTA. Trump afirmou que seu planejado muro seria "um muro real e não um de brinquedo como temos atualmente". Após um encontro com o então presidente mexicano Enrique Peña Nieto em 31 de agosto de 2016, Trump disse que a questão do muro não havia sido debatida. Nieto, por sua vez, rebateu no dia seguinte, afirmando que havia deixado claro que "o México não pagará pelo muro". No dia posterior, Trump reiterou sua posição voltando a afirmar que o México pagaria pela construção de "um muro impenetrável" na fronteira entre os dois países.

Trump também defendeu a imposição de tarifas - entre 15 e 35% - a companhias que mudassem suas operações para o território mexicano. Conglomerados como a Ford Motor Company, Carrier Corporation e a Mondelēz International estiveram entre as empresas citadas pelo candidato em seus pronunciamentos. Trump também prometeu, se eleito presidente, "renegociar ou romper" o NAFTA.

Nicarágua No curso da agitação civil na Nicarágua, que começou em abril de 2018, o governo Trump impôs inúmeras sanções e condenações contra o presidente Daniel Ortega e seu governo por violações dos direitos humanos. Trump revogou os vistos americanos de três funcionários de alto escalão do governo da Nicarágua (incluindo o sogro do presidente do país) por o que ele classificou como violações de direitos humanos, corrupção e ordenar ataques em protestos pacíficos. Em 27 de novembro de 2018, Trump emitiu uma ordem executiva que bloqueia propriedades nos EUA de pessoas que, de acordo com Trump, contribuem para a situação na Nicarágua, a ordem visa a Primeira dama e vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murilo, e seu assessor Néstor Moncada Lau. Em 17 de abril de 2019, pouco antes do aniversário de um ano da agitação, o governo Trump anunciou sanções ao banco nicaraguense BANCORP e a Laureano Ortega Murillo, que é um dos filhos de Ortega.

Ásia Afeganistão

Durante a campanha eleitoral de 2016, Trump afirmou inicialmente que os Estados Unidos haviam cometido "um terrível erro ao envolver-se no Afeganistão". Contudo, posteriormente, o então candidato renegou o comentário, esclarecendo que a Guerra do Afeganistão era "necessária" e que ele apoiaria a manutenção de um contingente limitado no país.

China e Taiwan

thumb|direita|250px|Donald e Melania Trump recebem o Presidente chinês Xi Jinping em Mar-a-Lago, abril de 2017. Durante a campanha em 2016, Trump havia acusado a República Popular da China de manipulação monetária, prometendo levar a cabo uma ação "rápida, robusta e inequívoca" contra a pirataria, falsificação de produtos estadunidenses e desvios de segredos comerciais e propriedade intelectual norte-americana. O então candidato também condenou a "exportação ilegal de subsídios trabalhistas e ambientais" por parte dos chineses. Em janeiro de 2016, Trump propôs uma tarifa de 45% sobre as exportações chinesas aos Estados Unidos, concedendo "um campo nivelado" aos trabalhadores americanos. Além disso, desconsiderou as possíveis represálias chinesas, como a venda de títulos do Tesouro ou até mesmo o início de uma guerra cambial.

Em 2 de dezembro de 2016, já como presidente-eleito, Trump aceitou uma ligação amistosa da Presidente taiwanesa Tsai Ing-wen. Foi a primeira vez em que tal contacto foi estabelecido entre líderes das duas nações desde 1979, provocando controvérsias com a República Popular da China. Trump disse não estar preso à Política de Uma China, mas estar aberto a negociações.

thumb|esquerda|230px|A Presidente taiwanesa Tsai Ing-wen durante conversa telefônica com o então Presidente-eleito Donald Trump, dezembro de 2016.

Durante a audiência de sua confirmação em janeiro de 2017, o Secretário de Estado Rex Tillerson expressou profunda oposição à prática chinesa de construir ilhas artificiais no Mar do Sul da China como forma de reivindicar sua soberania, acrescentando que o acesso chinês a estas ilhas deveria ser bloqueado. Algumas regiões do Mar do Sul da China são reivindicadas por múltiplas nações, como Taiwan, Vietnã, Malásia, Brunei e as Filipinas. Em 23 de janeiro, Sean Spicer, o porta-voz da Casa Branca, afirmou ser esta uma "questão de se as ilhas estão de fato em águas internacionais e não integram o território chinês" para, então, "assegurar que nosso território não será tomado por nenhum outro país".

Em 4 de fevereiro, o Secretário de Defesa James Mattis reafirmou o compromisso de Washington para com o Tratado de Cooperação Mútua e Segurança, incluindo as Ilhas Senkaku no Mar da China Oriental, que também são reivindicadas pelo governo chinês.

Dias após, Trump reafirmou o comprometimento de seu país com a Política de Uma China durante conversa telefônica com o homólogo chinês Xi Jinping. A conversa foi descrita como "cordial" e finalizadora de "um extenso congelamento" nas relações entre as duas potências.

Japão