Apocalipse 6 é o sexto capítulo do Livro do Apocalipse (também chamado de "Apocalipse de João") no Novo Testamento da Bíblia cristã.Halley, Henry H. Halley's Bible Handbook: an abbreviated Bible commentary. 23rd edition. Zondervan Publishing House. 1962.Holman Illustrated Bible Handbook. Holman Bible Publishers, Nashville, Tennessee. 2012. O livro todo é tradicionalmente atribuído a João de Patmos, uma figura geralmente identificada como sendo o apóstolo João.

Neste capítulo são apresentados os quatro cavaleiros do Apocalipse, correspondentes aos quatro primeiros dos sete selos.

Texto O texto original está escrito em grego koiné e contém 17 versículos. Alguns dos mais antigos manuscritos contendo porções deste capítulo são: Papiro 115 ( 275, versículos 5-6) Codex Sinaiticus (330-360, completo) Codex Alexandrinus (400-440, completo) Codex Ephraemi Rescriptus ( 450, completo)

Estrutura thumb|direita|Os quatro cavaleiros do ApocalipseGravura de Albrecht Dürer (1497-1498). Este capítulo pode ser divididos em seis seções distintas, cada uma delas referente à abertura de um dos sete selos apresentados em Apocalipse 5: "Primeiro selo: cavalo branco, o conquistador" (versículos 1-2) "Segundo selo: cavalo vermelho, conflito" (versículos 3-4) "Terceiro selo: cavalo preto, fome" (versículos 5-6) "Quarto selo: cavalo amarelo, morte" (versículos 7-8) "Quinto selo: o pranto dos mártires" (versículos 9-11) "Sexto selo: distúrbios cósmicos" (versículos 12-17)

A narrativa dos selos continua em Apocalipse 7 e em Apocalipse 8 é aberto o sétimo e último selo.

Versículo 6 Neste versículo, onde se lê , um "queniz" ("choinix" ou "choenix") aparentemente significa a porção de comida necessária para uma pessoa por dia. Um denário era o pagamento por um dia para um soldado ou um trabalhador braçal comum.Tácito, Anais 1:17, 26 "Ut denarius diurnum stipendium foret." Um queniz era uma oitava parte de um "modius" e um denário era geralmente o preço de um "modius" de trigo. O preço que aparece no versículo, portanto, revela uma severa escassez, mas não a ausência completa de comida, pois o salário de um homem seria suficiente para comprar um mínimo de comida. Cevada, uma comida mais rudimentar que o trigo, estava disponível por um terço do preço, o que permitiria que um homem sustentasse uma família com muita dificuldade. O versículo prevê uma temporada de grande carestia na qual Deus, em sua ira, é misericordioso.

O corolário da exceção feita ao azeite e ao vinho tem um significado similar, misericordioso, ao impor um limite ao poder do cavaleiro do cavalo preto. Estes eram artigos de alimentares típicos (, ). Wordsworth interpreta que "esta limitação é uma forma de conter a intenção maligna do cavaleiro, que acabaria impactando o azeite e o vinho espirituais, ou seja, os meios da graça divina, tipificados nestes símbolos já nas profecias antigas () e também pelas palavras e atos de Jesus Cristo, o bom samaritano que derrama azeite e vinho nas feridas do viajante (representando a natureza humana) jogado na estrada". O termo grego no Apocalipse invariavelmente significa "causar dano" ou "danifique" e, com exceção de um caso, aparece com o acusativo logo na sequência. Apesar disto, Heinrich e Elliott traduzem esse termo como "Não cometa injustiça na questão do azeite e do vinho". Rinek traduz como "não desperdice".

A visão de João neste capítulo é uma profecia do fim dos tempos, mas muitos escritores ainda tentam identificar a realização da profecia em diversas fomes durante a história.The Pulpit Commentary, edited by Joseph Exell and Henry Donald Maurice Spence-Jones. 1890.

Ver também Quatro cavaleiros do Apocalipse Sete selos

Notas

Ligações externas

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