Patrício de Sousa CecílioParlamento (Golegã, 25 de fevereiro de 1894 — Golegã, 3 de setembro de 1983) foi um agricultorCampo Pequeno e toureiro amadorArquivo RTP português.

Proprietário agrícola no concelho da Golegã,Observador Patrício Cecílio destacou-se como bandarilheiro que, por manifesto romantismo, se exibiu nas arenas por volta das décadas de 1910 e 1920.Câmara Municipal da Golegã Embora tenha optado por nunca se profissionalizar, chegou mesmo a integrar, como peão de confiança, a quadrilha de João Branco Núncio no princípio da carreira deste. Foi igualmente da responsabilidade de Cecílio a organização da corrida em que António Luís Lopes conferiu a Núncio a alternativa de cavaleiro tauromáquico, no Campo Pequeno, em 27 de maio de 1923.

Seria contudo na qualidade de instrutor de jovens toureiros que Patrício Cecílio se notabilizaria na festa dos touros. Preocupado com o desaparecimento de bandarilheiros profissionais que havia na Golegã, tradicionalmente terra de toureiros a pé, dispôs-se a contribuir para o aparecimento de novos talentos nessa arte, oferecendo os seus ensinamentos, baseados na sua experiência, aos jovens que almejassem dedicar-se ao toureio apeado. Nascia assim a Escola de Toureio da Golegã, corria o ano de 1941.

Um dos jovens que Cecílio aceitou para a sua missão, seria não só o mais destacado elemento da sua Escola, como o mais extraordinário toureiro a pé português — Manuel dos Santos (1925-1973),Arquivo RTP matador com alternativa tirada em 1948, em Sevilha, e o mais solicitado do mundo em 1950, deu à Escola da Golegã uma fama que transpôs fronteiras.

Mas outros jovens se destacaram e a escola do antigo bandarilheiro amador, nascida para criar bandarilheiros profissionais, acabou por ser uma escola, que além de vários desta categoria, originou o aparecimento de vários matadores — António dos Santos, José Júlio, Francisco Mendes, Armando Soares e Ricardo Chibanga, que se estabeleceu na Golegã pela mão de Manuel dos Santos e Alfredo Ovelha[videos.sapo.pt/SV0mtof4fhFj9Jwi8w2N Sapo.pt] — e dezenas de novilheiros. Mesmo depois da escola fechada, muitos aspirantes à vida do toureio, continuaram a deslocar-se à casa do mestre Patrício Cecílio para lhe pedir conselhos.

Patrício Cecílio foi ainda Presidente da Câmara Municipal da Golegã durante dez anos, entre 1951 e 1961. Foi também presidente da Casa do Povo da Golegã, em cuja qualidade integrou a Câmara Corporativa, representando o trabalho agrícola, na VI Legislatura (1953-1957).

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