Cristina Rivera Garza (1 de Outubro de 1964, Matamoros, México) é uma escritora, ensaísta e poetisa mexicana vencedora do Prêmio Pulitzer, autora de novelas, contos, poesias e livros de não-ficção. Formada em Sociologia pela UNAM (Universidad Nacional Autónoma de México), mestra e doutora em História Latino-Americana pela Universidade de Houston, possui mais de 20 obras entre os gêneros ensaio, conto, poesia e novela.

Trajetória Cristina Rivera Garza nasceu e cresceu em Matamoros, cidade mexicana fronteiriça com os Estados Unidos, e aos 15 anos se mudou para a Cidade Do México. Estudou Sociologia na FES Acatlán da Universidad Nacional Autónoma de México.

Desde 1989, a escritora vive nos Estados Unidos. Ela obteve seu primeiro doutorado na área de história da América Latina pela Universidade de Houston. Em 2012, obteve seu segundo doutorado, em Letras Humanas, com distinção Honoris Causa, também pela Universidade de Houston. Suas pesquisas de recorte histórico sobre as definições populares de loucura e a história da psiquiatria em México no início do século XX foram publicadas nas revistas Hispanic American Historical Review, Journal of the History of Medicine and Allied Sciences, entre outras, na Inglaterra, Argentina e nos Estados Unidos.

Foi professora na UNAM (Universidad Nacional Autónoma de México), na UAEM (Universidad Autónoma del Estado de Morelos), na San Diego State University, na DePauw University, na ITESM (Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey) e atualmente leciona Escrita Criativa na Universidade de Houston, curso do qual foi fundadora e hoje é diretora.

Seus textos não-acadêmicos foram publicados em antologias, jornais e revistas nacionais. Alguns de seus livros já foram traduzidos ao inglês, ao italiano, ao português, ao alemão, ao coreano, ao francês e ao esloveno. Publicou A mão oblíqua na seção Cultura do periódico Milénio. Em 2014, foi colaboradora do blog "Papeles Perdidos" do suplemento cultural Babelia do jornal El País, além de outras contribuições e artigos escritos para o periódico espanhol.

Em 2011, publicou "Dolerse. Textos desde un país herido." compilação de poemas, crônicas e ensaios pessoais que tratam do luto, da dor e do enfrentamento do horror. Em 2015, publicou a continuação: Condolerse, com 16 textos de jovens ensaístas, contistas, poetas e narradores, que abordam a violência com diferentes ângulos, entre os quais destacam: Verónica Gerber, Mónica Nepote, Yásnaya Aguilar, Marinha Azahua, Javier Listra, Amaranta Caballero e a própria Rivera Garza, entre outros, que têm em comum uma ideia: a escrita como processo de sutura.

Perspectiva literária Para Cristina Rivera Garza, quem escreve uma novela deve imergir no contexto no qual a história se desenvolve; deve se conectar com o mundo de maneiras que lhe permitam extrair ideias e dados para ambientar a obra.

Segundo Cristina Rivera, os leitores assíduos são pessoas que não se deixam manipular ou se entediar com livros, e esta é a razão pela qual o/a autor/a deve plasmar tudo de si mesmo/a em sua obra. Ela tenta plasmar em suas obras a ideia de fazer um jogo com o leitor, de provocá-lo e prendê-lo com a leitura e, ao mesmo tempo, incomodá-lo, para mantê-lo envolvido com a obra.

Prêmios e reconhecimentos miniaturadaimagem|upright|Cristina Rivera apresentando seu livro El mal de la taiga no Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, Campus Cidade do MéxicoEspecialmente notória por Nadie me verá llorar (1999), novela descrita como "uma das obras de ficção mais notáveis não só da literatura, como de toda a escrita em castelhano da virada do século" (escritor mexicano Carlos Fuentes), a autora recebeu o Prêmio Anna Seghers à literatura latino-americana em 2005 pela obra Ningún reloj cuenta esto (2002) e o Prêmio Sor Juana Inés de la Cruz em 2001 por Nadie me verá llorar, e novamente em 2009 por La muerte me da (2007). Entre outros reconhecimentos notáveis está o Prêmio Roger Caillois para literatura latino-americana, entregue em 2013 pelo Pen Clube da França, a Maison de l’Amerique Latine em Paris e a Sociedade de Leitores e amigos de Roger Caillois. Em 2024 a autora recebeu o Prêmio Pulitzer pela obra El invencible verano de Liliana (O invencível verão de Liliana), obra de não-ficção biográfica sobre o feminicídio de sua irmã, Liliana Rivera Garza, ocorrido em 16 de julho de 1990, que trata de temas como memória, feminismo e elaboração do luto. Profundamente ligada à vida pessoal da autora, a obra reflete a escrita e trajetória da própria, que mistura gêneros, temas e fontes e traz à tona lutas e resistências. Além das honrarias mencionadas acima, a autora também recebeu ou foi indicada para: Bolsa Salvador Novo 1984-1985, em conto; Prêmio de poesia Ponto de Partida 1984 com Apuntes; Prêmio Nacional de Conto San Luis Potosí 1987 com La guerra no importa; Bolsa Fonca Jovens Criadores 1994-1995, em novela; Prêmio Nacional de Novela José Rubén Romero, 1997; Prêmio Internacional IMPAC-Conarte-ITESM, 1999; Prêmio Sor Juana Inés de la Cruz, 2001, todos com Nadie me verá llorar; Bolsa Fonca Jovens Criadores 1999-2000, em poesia; Finalista do Prêmio Iberoamericano Rómulo Gallegos en 2003 com a novela La cresta de Ilión (2002); Cotada para o Prêmio Nobel de Literatura de 2025; Prêmio Nacional de Conto Juan Vicente Melo em 2001 por Ningún reloj cuenta esto; Pertence ao Sistema Nacional de Criadores Artísticos (2007)

Obras

Novela Desconocer, finalista do Prêmio Juan Rulfo para primeira novela, em 1994. Nadie me verá llorar (México/Barcelona: Tusquets, 1999). La cresta de Ilión (México/Barcelona: Tusquets, 2002). Lo anterior (México: Tusquets, 2004). La muerte me da (México/Barcelona: Tusquets, 2007). Verde Shanghai (México: Tusquets, 2011). El mal de la taiga (México: Tusquets, 2012). Autobiografía del algodón (México: Random House, 2020). El invencible verano de Liliana (México: Random House, 2021). Andamos perras, andamos diablas (Dharma Books, 2021).

Conto La guerra no importa (Mortiz, 1991). Ningún reloj cuenta esto (México: Tusquets, 2002). La frontera más distante (México/Barcelona: Tusquets, 2008). Allí te comerán las turicatas (México: La Caja de Cerillos Ediciones/DGP, 2013). Terrestre (Random House, 2025)

Poesia La más mía (México: Tierra Adentro, 1998). Los textos del yo (México: Fondo de Cultura Económica, 2005). Bianco, Anne-Marie, La muerte me da (Toluca: ITESM-Bonobos, 2007). El disco de Newton, diez ensayos sobre el color. (México: Dirección de Literatura, UNAM, Bonobos, 2011). Viriditas (Guadalajara: Mantis/UANL, 2011). Me llamo cuerpo que no está: poesía completa (Lumen, 2023)

Ópera Viaje - em colaboração com Javier Torres Maldonado (Festival Internacional Cervantino).

Ensaio Dolerse. Textos desde un país herido. (México: Sur+, 2011). Rigo es amor. Una rocola a dieciséis voces (México: Tusquets/ITCA, 2013). Los muertos indóciles. Necroescrituras y desapropiación (México: Tusquets, 2013). Condolerse. Textos desde un país herido II. (Surplus Ediciones, 2015) Había mucha neblina o humo o no sé (México: Random House, 2016).

Coordenadora La novela según los novelistas (México: Fondo de Cultura Económica, 2007). Romper el hielo: Novísimas escrituras al pie de un volcán (Toluca: ITESM-Bonobos, 2006). Romper el hielo: Novísimas escrituras al pie de un volcán. El lugar (re) visitado, (México: Feria del Libro, Secretaría de Cultura, GDF, 2007).

História La Castañeda. Narrativas dolientes desde el Manicomio General, 1910-1930. (Centenarios). (México: Tusquets, 2010)

Tradução Notas sobre conceptualismos, Robert Fitterman y Vanessa Place, trad. Cristina Rivera Garza, (México, Conaculta, 2013)

Referências

Categoria:Alunos da Universidad Nacional Autónoma de México Categoria:Alunos da Universidade de Houston Categoria:Escritoras do México Categoria:Professores da Universidade de Houston Categoria:Naturais de Heroica Matamoros Categoria:Pessoas na lista BBC 100 Mulheres de 2024