thumb|direita|Gripen C da Força Aérea Sueca em Fairford. Esta é a lista de países operadores do Saab JAS 39 Gripen, caça multiuso leve monomotor fabricado pela empresa aeroespacial Saab, da Suécia. O avião é o caça mais moderno produzido pela Saab, e foi desenvolvido para substituir o Saab 35 Draken e o Saab 37 Viggen. O avião possui seis versões: JAS-39A, um assento e configuração básica, JAS-39B, dois assentos e baseado na versão A, JAS-39C, um assento e adequado nas normas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, JAS-39D, dois assentos e baseado na versão C, JAS-39E, um assento e modernizado e JAS-39F, dois assentos e baseado na versão F. Além dos modelos que são produzidos, outras versões estão em desenvolvimento, como o Sea Gripen, com capacidade de operar a partir de porta-aviões, Gripen UCAV, proposta de veículo aéreo não tripulado e o Gripen EW, avião para utilização em guerra eletrônica.
A Força Aérea da Suécia, país onde o avião é fabricado, opera um total de 98 aviões, sendo 74 do modelo C e 24 do modelo D, além de ter mais sessenta aviões encomendados do modelo E. A Força Aérea da República Checa opera um total de quatorze aviões, sendo doze do modelo C, para combate, e dois do modelo D, para treinamento. A Força Aérea da Hungria opera um total de quatorze aviões, sendo doze do modelo C e dois do modelo D. A República Checa e a Hungria operam os aviões que são arrendados da Suécia. A Força Aérea da África do Sul opera 26 aviões, sendo dezessete aviões do modelo C e nove do modelo D. A Força Aérea Real Tailandesa opera doze aviões, sendo oito do modelo C e quatro do modelo D em operação, com mais seis aviões encomendados. A Empire Test Pilots School, do Reino Unido, opera apenas um avião do modelo D para treinamento. A Força Aérea Brasileira, após a escolha do Gripen pelo Projeto FX-2, encomendou 28 aviões do modelo E e oito do modelo F, além de outros 72 aviões, divididos em dois lotes de 36 aviões cada, que poderão ser encomendados.
Atuais Suécia Inicialmente, a Força Aérea da Suécia fez um pedido para 204 aviões, divididos em três lotes. A primeira entrega ocorreu em 8 de junho de 1993, quando o avião foi entregue à Flygvapnet durante uma cerimônia em Linköping. A última entrega do primeiro lote ocorreu em 13 de dezembro de 1996. A primeira entrega do segundo lote foi em 19 de dezembro de 1996.
O Gripen entrou em serviço com o esquadrão "F-7 Wing" (F-7 Skaraborgs Flygflottilj, em sueco) em 1 de novembro de 1997. O último avião do terceiro lote foi entregue à Suécia em 26 de novembro de 2008, sendo o custo total 10% menor do que o acordado, colocando o valor da aeronave abaixo de trinta milhões de dólares. Este lote de aviões foi equipado para reabastecimento em voo, através dos Lockheed C-130 Hercules especialmente equipados. Em 2007, um programa foi iniciado para atualizar 31 aviões dos modelos JAS 39A/B para os modelos JAS 39C/D. A Suécia possuía 134 Gripens em serviço até janeiro de 2013. Em março de 2015, a Suécia recebeu o seu último avião atualizado.
Em 29 de março de 2011, o Parlamento da Suécia aprovou uma ação de três meses para apoiar a zona de exclusão aérea da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Líbia. Foram enviados oito Gripens, dez pilotos e outros funcionários de solo no dia 2 de abril. Em 8 de junho, o governo sueco anunciou um acordo para enviar mais cinco aviões. Em outubro, o Gripen havia cumprido mais de 650 missões de combate, com quase duas mil horas de voo, e haviam sido entregues aproximadamente dois mil relatórios à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O jornalista Tim Hepher publicou que as operações na Líbia poderiam estimular as vendas do Gripen e de outras aeronaves envolvidas.
thumb|direita|Gripen sueco durante exercícios no Ártico em 2013. Em novembro de 2012, o tenente-coronel Lars Helmrich da Força Aérea da Suécia encaminhou uma proposta ao parlamento referindo-se ao desenvolvimento do Gripen E. Afirmou que a versão atual do Gripen estaria desatualizada até 2020, e estabeleceu uma meta de sessenta aviões dos modelos E/F na Força Aérea Sueca até aquele ano.
Em 25 de agosto de 2012, o governo sueco anunciou que estava sendo estudada a proposta de compra dos sessenta aviões dos modelos E/F até 2023. Em 11 de dezembro de 2012, o Riksdag aprovou a compra de sessenta aviões dos modelos E/F, com uma opção para cancelar o pedido se ao menos vinte aeronaves não fossem encomendadas por outros países. Em 17 de janeiro de 2013, o governo aprovou o acordo para compra destes aviões, a serem entregues entre 2018 e 2027. Em 3 de março de 2014, o ministro da Defesa da Suécia declarou que outros dez aviões poderiam ser encomendados.
República Checa thumb|esquerda|Gripen da Força Aérea da República Checa durante voo em Čáslav. Quando a República Checa tornou-se um membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999, foi necessário substituir os aviões Mikoyan-Gurevich MiG-21, construídos pela Soviete, por aviões compatíveis com os padrões da OTAN. Em 2000, a República Checa começou a avaliar uma série de aeronaves, incluindo o General Dynamics F-16, McDonnell Douglas F/A-18 Hornet, Dassault-Breguet Mirage 2000, Eurofighter Typhoon e o Gripen. Um dos principais critérios que foram avaliados era o de compensação industrial, fixado em 150% do valor de compra esperado. Em dezembro de 2001, após ter sido influenciado pelo generoso programa de financiamento e compensação da Gripen International, o governo checo anunciou que o Gripen havia sido selecionado. Em 2002, o acordo foi adiado até que as eleições parlamentares tivessem ocorrido. Meios alternativos de defesa aérea também foram estudados, incluindo o arrendamento de aviões.
thumb|direita|Dois Gripens checos, durante treinamento na Lituânia. Em 14 de junho de 2004, foi anunciado que a República Checa iria arrendar catorze Gripens, modificados para cumprir os padrões da OTAN. O acordo incluiu também o treinamento de pilotos e técnicos checos na Suécia. Os primeiros seis foram entregues em 18 de abril de 2005. O arrendamento foi por um período de dez anos no valor de 780 milhões de euros. Os catorze aviões já haviam servido na Força Aérea da Suécia, sendo doze aviões monopostos e dois bipostos, estes últimos utilizados para treinamentos. Em setembro de 2013, a Agência de Exportação de Defesa e Segurança anunciou que um acordo com a República Checa foi concluído para ampliar o contrato em catorze anos, até 2029. As aeronaves arrendadas também deveriam ser submetidas a um extenso processo de modernização, incluindo a adoção de novos recursos de dados. O contrato também tinha opção de adquirir os aviões de forma definitiva. Em 2014, o arrendamento foi prorrogado até 2027 e o contrato de serviço da Saab foi prorrogado até 2026.
Em novembro de 2014, o comandante da Força Aérea da República Checa, Libor Štefánik, propôs o arrendamento de mais seis aviões, devido a uma suposta negação da Rússia de fornecer manutenção aos MiG-21 remanescentes. Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, esta proposta era apenas uma visão pessoal do comandante e que a expansão da frota não estaria programada para os próximos anos. No final de 2015, o governo decidiu atualizar sua frota para uma nova configuração de software e hardware, denominada MS20. A atualização custou 69,3 milhões de dólares e incluiu novos pod's de laser para indicação de alvos, armamentos de ataque "ar-superfície" e mísseis "ar-ar".
Hungria Após a entrada da Hungria na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999, o país foi obrigado a substituir seus aviões de combate para que se compatibilizasse com os padrões da OTAN. Foi considerado adquirir aviões usados, bem como substituir a frota MiG-29 do país. Em 2001, a Hungria recebeu ofertas de aeronaves novas e usadas de várias nações, incluindo a Suécia, Bélgica, Israel, Turquia e Estados Unidos. Embora o governo húngaro inicialmente considerasse adquirir o General Dynamics F-16, em novembro de 2001 estava negociando um contrato de arrendamento de dez anos para doze aviões Gripen, com opção de compra dos aviões no final do contrato.
thumb|esquerda|Gripen da Força Aérea da Hungria durante um voo invertido. Como parte dos acordos de aquisição, a Saab ofereceu um acordo de compensação avaliado em 110% do custo dos catorze aviões. Inicialmente, a Hungria planejava arrendar vários aviões Batch II; No entanto, o avião não era equipado para reabastecimento aéreo e a maioria do armamento era incompatível. O contrato foi renegociado e assinado em 2 de fevereiro de 2003 para um total de catorze aviões, inicialmente dos modelos A/B, porém passaram por um processo de atualização para os modelos C/D, compatível com os padrões da OTAN. As últimas entregas de aeronaves ocorreram em dezembro de 2007.
Em 2016, a Força Aérea da Hungria completou dez anos de operação da frota de Gripens sob contrato de arrendamento. O contrato foi renovado em 2012, estendendo o prazo até 2026. Em 2011, o país demonstrou interesse em comprar esses aviões de forma definitiva. No entanto, em janeiro de 2012, os governos húngaro e sueco concordaram em prolongar o prazo de arrendamento. De acordo com a ministra da Defesa da Hungria Csaba Hende, o acordo representou uma considerável redução de custos.
Dois aviões foram perdidos em acidentes ocorridos em maio e junho de 2015, deixando doze aviões em operação.. Em janeiro de 2016, foi assinado um contrato para a reposição das duas aeronaves perdidas, restabelecendo o total de catorze unidades na frota.
África do Sul thumb|direita|Gripen da Força Aérea da África do Sul em voo. Em 1999, a África do Sul assinou um contrato com a Saab para a aquisição de 26 aviões dos modelos C/D com algumas modificações para atender aos seus requisitos, com as entregas à Força Aérea da África do Sul iniciando em abril de 2008. Em abril de 2011, dezoito aeronaves (nove de dois assentos e nove de um assento) foram entregues. Embora estivesse em estudos o estabelecimento de uma escola de treinamento para pilotos do Gripen na base da Força Aérea de Overberg, em julho de 2013 a Saab descartou a opção por falta de apoio do governo para a iniciativa, considerando estabelecê-la na Tailândia, bem como na base aérea de Čáslav na República Checa.
Entre abril e dezembro de 2013, os empresários sul-africanos assumiram a responsabilidade pelos trabalhos de manutenção da frota de Gripens, já que os contratos de suporte com a Saab já haviam expirado. Isto levou a rumores que a vida útil do avião não poderia ser aumentada devido à falta de manutenção adequada. Em dezembro de 2013, a Armscor, agência responsável pela compra de equipamentos bélicos para a Força Nacional de Defesa da África do Sul, fechou com a Saab um contrato de suporte de longo prazo para que a empresa realizasse serviços de engenharia, manutenção e suporte em todos os aviões da frota até 2016. Em março de 2013, a ministra da Defesa da África do Sul, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, admitiu que doze Gripens, dos dezoito recebidos em 2011, ainda não haviam sido colocados em operação, e estavam armazenados, devido a um corte de gastos do governo, que impossibilitava a operação dos caças. Em setembro, a ministra decidiu estabelecer um rodízio de aviões voando, para que a manutenção permanecesse constante. No mesmo mês, o brigadeiro-geral John Bayne afirmou que o Gripen havia cumprido os requisitos mínimos, já que o país não enfrentava ameaças militares.
Tailândia thumb|direita|Gripen da Força Aérea Real Tailandesa.