A eleição presidencial no Chile em 2017 foi realizada em 19 de novembro de 2017, em conjunto com as eleições de deputados e senadores e as eleições de conselheiros regionais. As primárias presidenciais, ocasionadas para a escolha dos candidatos de cada coalizão foram realizadas em 2 de julho, sendo que dentre as alianças registradas no Serviço Eleitoral do Chile, somente a Frente Ampla e a Chile Vamos optaram por participar.

Como nenhum dos candidatos ultrapassou o patamar necessário de 50% dos escrutínios acrescido de um voto nominal, houve a necessidade de um segundo turno eleitoral, que foi realizado em 17 de dezembro entre o ex-presidente Sebastián Piñera, pertencente ao bloco de oposição Chile Vamos e o senador Alejandro Guillier, da coalizão governista A Força da Maioria.

Sebastián Piñera venceu no segundo turno com 54.57% dos votos válidos.

Legislação Segundo a Constituição chilena, podem exercer o direito ao sufrágio aqueles que são considerados cidadãos, isto é, os maiores de 18 anos de idade que não tenham sido condenados a uma pena superior a 3 anos de prisão. A norma legal do país indica que "nas votações populares o sufrágio será pessoal, igualitário, secreto e voluntário". Desde janeiro de 2012, a inscrição no Registro Eleitoral é automática. Porém, o direito a votar é suspenso por interdição em caso de demência, por achar-se acusado de um delito que mereça pena superior a 3 anos de detenção ou de delito por terrorismo, e ainda por sanção do Tribunal Constitucional (em conformidade ao artigo 19 número 15 inciso 7.º da Constituição Chilena).

Definição de candidaturas

Eleições primárias miniaturadaimagem|190x190px|Fac-símile da cédula destinada a pessoas não inscritas em partidos políticos durante a eleição primária. Pela segunda vez em sua história eleitoral, o Chile realizou eleições primárias oficiais, organizadas pelo Serviço Eleitoral. Anteriormente, só a Coalizão de Partidos pela Democracia organizava primárias, ainda que só a de 1999 foi realizada de forma direta e a nível nacional.

Até abril de 2017 a Nova Maioria realizaria primárias presidenciais, no entanto algumas decisões dos partidos políticos foram tornando as mesmas inviáveis. Com isso, os candidatos dos partidos da coalizão que disputariam as primárias - Alejandro Guillier e Carolina Goic - irão disputar diretamente o primeiro turno da eleição presidencial. #<sup style="cursor:help">?Candidato Partido Apoio político Votos % Coalizão % TotalA143x43pxSebastián Piñera EcheniqueInd.RN/UDI/PRI827 434A230pxFelipe Kast Sommerhoff<center>EVOPEvolução Política218 489A330pxManuel José OssandónInd.Independente372 215Total de votos da Coalizão Chile Vamos1 418 138100%81,22%B430pxBeatriz Sánchez MuñozInd.RD/PH/POD/PL/PEV221 416B530pxAlberto Mayol MirandaInd.Partido Igualdade106 300Total de votos da Coalizão Frente Amplo327 716100%18,78%Total de votos válidos nas primárias1 745 85496,35%Votos nulos57 9453,20%Votos em branco8 2780,46%Total de votos emitidos1 812 077100%Total eleitoral13 307 439Participação13,61%Resultados: 100% das mesas apuradas (Servel)

Candidaturas descartadas Marcel Claude (ind.): Depois de seu afastamento da coalizão Todos à Moneda — que o apoiou na eleição presidencial de 2013 —, Claude anunciou uma candidatura presidencial independente, sujeita a eleições primárias "cidadãs", que seriam realizadas em 21 de novembro de 2016. Entretanto, o economista não coletou as assinaturas suficientes para poder se candidatar de forma independente. Carola Canelo (ind.): A advogada, conhecida por suas entrevistas em televisão onde era crítica ao governo e aos partidos de esquerda por não garantir, a seu julgamento, o direito à educação, anunciou sua candidatura em 14 de novembro de 2016, iniciando o processo de coleta de assinaturas. Não conseguiu coletar as assinaturas suficientes, ficando assim fora da eleição. Tomás Jocelyn-Holt (ind.): Manifestou sua intenção de postular-se pela segunda vez à Presidência numa entrevista ao jornal La Nación, realizada em 17 de novembro de 2016. No entanto, em 15 de agosto de 2017 informou que não tinha conseguido as assinaturas suficientes para apresentar sua candidatura. Nicolás Larraín (ind.): O apresentador de televisão e locutor anunciou sua candidatura presidencial em 12 de dezembro de 2016, a qual seria parte do processo de primárias do partido Todos. No entanto, em 19 de junho anunciou que desistia de sua pré-candidatura para se integrar à pré-candidatura de Felipe Kast, derrotado nas primárias da Chile Vamos. Roxana Miranda (Andha): A candidata presidencial pelo Partido Igualdade em 2013 e atual líder do partido ANDHA Chile anunciou em 21 de maio sua candidatura numa marcha pela Alameda Bernardo Ou'Higgins em Santiago. No entanto, não conseguiu coletar as assinaturas suficientes para aparecer na papeleta de novembro. Franco Parisi (ind.): O economista anunciou em março de 2015 sua possível candidatura independente à Presidência do país pela segunda eleição consecutiva, reiterando isto em janeiro de 2017, obtendo o apoio da partido Democracia Regional Patagónica. Em 4 de abril oficializou sua candidatura, somando o apoio dos movimentos Unidos na Fé, Anticorrupción, Poder da Gente e Chile Cuida-te. No entanto, em 4 de agosto anunciou que não continuaria com sua candidatura, procurando um posto no Senado, o qual também não prosperou. Lily Pérez (Amplitude): Seu partido tem manifestado a intenção de levar um candidato próprio a uma eventual primária presidencial da coalizão. Lily Pérez manifestou no final de 2014 a possibilidade de realizar primárias, enfrentando Andrés Velasco. No entanto, em dezembro de 2016 a senadora negou ter intenção de iniciar sua pré-candidatura presidencial, para privilegiar a busca da reeleição em sua circunscrição. Seu partido acabou anunciando apoio ao candidato Sebastián Piñera, da coalizão Chile Vamos. Luis Riveros (ind.): O ex-reitor da Universidade do Chile anunciou uma candidatura "cidadã" à primeira magistratura em 28 de outubro de 2016. Embora seja próximo ao PRSD, seria candidato de forma independente. Em abril de 2017 descartou sua candidatura, optando por seguir como Grande Maestro da Grande Loja de Chile, porque "se estava a cargo da instituição não podia em paralelo ter uma candidatura". Nicolás Shea (Todos): O presidente do partido Todos anunciou em abril de 2017 que lançaria sua pré-candidatura por esse partido, num processo ainda não especificado que enfrentaria Nicolás Larraín. Mas, de acordo com o jornal El Mercurio, através de seu sítio na internet Emol, indicou que "O fundador da Start-up Chile procurava chegar à presidência com o partido político Todos, ainda que este finalmente optou por competir somente por candidaturas no Congresso e em alguns Conselhos Regionais". Sebastián Sichel (Cidadãos): Em novembro de 2016 foi proposto por seu partido para representá-lo numa eventual primária com a Amplitude e a Rede Liberal. Sichel aceitou, "sempre e quanto tenha um projecto concreto que liderar". Sua candidatura seria inviável, posto que seu partido está em processo de dissolução legal por não conseguir a quantidade de militantes mínima para sua existência.http://www.t13.cl/noticia/politica/semanal/servel-ordena-disolucion-partido-andres-velasco-no-lograr-minimo-afiliados Andrés Velasco Brañes (Cidadãos): Foi mencionado como candidato presidencial em 2016 por parte de Juan José Santa Cruz, membro de seu partido. No entanto, em fins de 2016, Velasco descartou iniciar uma pré-candidatura presidencial, abrindo à possibilidade de procurar uma candidatura no Congresso.

Candidatos A seguir, estão os candidatos participantes na eleição, ordenados segundo a forma em que aparecerão na cédula eleitoral, de acordo com o sorteio realizado pelo Serviço Eleitoral no dia 14 de setembro de 2017. Foto Candidato(a) Apoio político Notas centro|133x133px <span>Carolina GoicSenadora(PDC) PDC Depois de sua eleição como presidente do Partido Democrata Cristão em janeiro de 2017, diversos militantes se manifestaram a favor de sua pré-candidatura à presidência do Chile, embora tenha descartado tal hipótese em diversas ocasiões. No entanto, em fevereiro de 2017, Goic afirmou, em entrevista ao La Tercera que assumia "o desafio de ser candidata presidencial da DC", sendo proclamada pela Junta Nacional de seu partido em 11 de março. Em 29 de abril, a Junta Nacional do partido decidiu que a candidatura de Goic seria apresentada diretamente no primeiro turno eleitoral volta, excluindo o partido das primárias presidenciais da Nova Maioria. Com isso, rompeu-se a coalizão eleitoral do PDC com o bloco PS-PPD-PRSD (até 2012, a Concertación) depois de 28 anos. Inscrição de pré-candidatura: 11 de maio de 2017. Inscrição de candidatura: 19 de agosto de 2017. Slogan de campanha: "Eu me atrevo." ("Yo me atrevo.") centro|133x133px José Antonio KastDeputado(Independente) — Em setembro de 2015 anunciou sua intenção de competir numa eventual primária da Chile Vamos. Em 31 de maio de 2016 se desfiliou da UDI, dentre outras razões, para continuar com suas aspirações presidenciais. Desde então começou a coletar assinaturas para homologar sua candidatura independente. Em 1º de abril de 2017 anunciou que conseguira mais de 30 000 assinaturas para ser candidato à Presidência. Em 14 de setembro recebeu o respaldo do partido político ainda em formação "Unidos na Fé". Inscrição de candidatura: 18 de agosto de 2017. Slogan de campanha: "Para voltar a crer." ("Para volver a creer.")centro|133x133px Sebastián PiñeraEx-Presidente do Chile(Independente) Chile VamosAmplitud Piñera manifestou desde 2014 suas intenções de voltar a competir em 2017, sendo desde então o político melhor posicionado para enfrentar a eleição segundo diferentes pesquisas de opinião. Piñera adiou sua decisão para março de 2017, apesar de receber a pressão dos partidos da coalizão e de seu potencial rival da Chile Vamos, Manuel José Ossandón. Em 17 de dezembro de 2016 foi proclamado pelo Partido Regionalista Independente como seu candidato presidencial. Em 21 de março, num ato realizado no Parque Quinta Normal, Piñera lançou oficialmente seu pré-candidatura presidencial. Em 24 de março recebeu o apoio da União Democrática Independente, enquanto que a Renovação Nacional também anunciou apoio no dia seguinte. Como vencedor das primárias realizadas em 2 de julho, Piñera somou o respaldo do partido Evolução Política. Em 8 de julho recebeu o apoio do partido Amplitude, pertencente à coalizão Somemos. Inscrição de candidatura: Inscrição automática pela vitória nas primárias da coalizão Chile Vamos.