Lourenço Anes Fogaça ou Lourenço Eanes Fogaça (Portugal – 1490), cavaleiro e senhor da Quinta de Morfacém em Almada,Monumenta Henricina, Volume IV (1431-1434), Comissão executiva das comemorações do V centenário da morte do Infante D. Henrique, Coimbra, 1962, pág. 317 nota 1 foi o diplomata e chanceler-mor (1374-1399) português que negociou o Tratado de Windsor e que foi alcaide-mor de Lisboa.
"Foi um homem discreto, competente, eficaz e genuíno, que muito deu aos seus reis e à sua Pátria".A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 32
Biografia Terá recebido ordens sacras e a estudar Direito canónico mas sem o acabar.A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 29
Detém uma longa carreira no Desembargo. Tendo assumido as funções alvazil do cível de Lisboa (1366-1367),A oligarquia camarária de Lisboa (1325-1433), Anexo 1 – Corpo prosopográfico, de MSS Farelo, 2009, pág. 552 ouvidor (1368-72), vedor da Chancelaria (1373-83) e, sucedendo a Álvaro Pais,Diplomacia e diplomatas nos finais da Idade Média : a propósito de Lourenço Anes Fogaça, chanceler-mor (1374-99) e negociador do Tratado de Windsor, por Armando Luís de Carvalho, Colóquio comemorativo do VI Centenário do Tratado de Windsor, 1986, Porto: Universidade do Porto. Faculdade de Letras, 1988, pág. 225 chanceler de D. Leonor Teles (1383-1384), e posteriormente no reinado de D. João I até à data da morte (1400†).
Ainda novo e já em funções de ouvidor real, a 10 de Novembro de 1372, o rei D. Fernando I de Portugal doa-lhe o reguengo de Carnaxide.
Com uma empenhada vida diplomática desde 1374 um dos principais delegados régios a Castela, a Inglaterra e a França. “Homem avisado e de boa autoridade” foi enviado a Castela em 1374 juntamente com Gonçalo Vasques de Azevedo para tratar do auxílio militar português, com cinco galés, na guerra contra Aragão.
A 29 de novembro de 1376 surge juntamente com Afonso Domigues, Gonçalo Vasques de Azevedo e Mestre João das Leis, seus companheiros no conselho régio, como testemunha da procuração concedida ao bispo de Coimbra, Pedro Tenório e a Aires Gomes da Silva, sobre o casamento de D. Beatriz com Fradique, filho bastardo de Henrique II de Castela.
Em junho de 1377 é enviado a França juntamente com o escrivão da puridade João Gonçalves Teixeira para efetuar uma aliança com o duque de Anjou contra o rei de Aragão, Pedro IV. No mesmo ano a bula Accedit Nobis, de Gregório IX, diz ter sido enviado a Roma no âmbito do Cisma do Ocidente. Em 1380 desloca-se para fazer um acordo de apoio militar ao Conde de Cambridge.A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 30 Em julho de 1381, vai de novo a Inglaterra, juntamente com Rui Cravo, escudeiro, no sentido de conseguir apoios dos ingleses para o confronto com Castela.
Foi testamenteiro de D. Fernando, tendo servido temporariamente D. Leonor Teles (1383-1384), acompanhando-a a Alenquer e a Santarém após a assassinato do Conde de Andeiro, mas aderiu pouco depois ao partido do Mestre de Avis, que o reconduziu nas funções de chanceler e conselheiro, assumindo uma posição pró-inglesa.
O novo rei arma-o cavaleiro na Sé de Lisboa e envia-o a Inglaterra, juntamente com o mestre da Ordem de Santiago, D. Fernando Afonso de Albuquerque, para aprofundar relações com aquele país e recrutar arqueiros, que depois resultou na mais antiga aliança que perdura na Europa.
Em 1387, pelos seus bons serviços, D. João I fez-lhe mercê da vila de Odemira e a 26 de abril de 1390 recebe a alcaidaria-mor da cidade de Lisboa "com todas as suas rendas, direitos e próis". Isso mais as rendas dos tabeliães de Lisboa.A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 31
Vemo-lo depois na negociação da tréguas com Castela que resultaram no acordo firmado em Monção, em 29 de Novembro de 1389 e por seis anos, de qual ele foi os responsável pela verificação e transladado do mesmo. Após isso, recebeu a mercê de senhor da Vidigueira e alcaide-mor de Lisboa, a 26 de Abril de 1390. Isso mais as rendas dos tabeliães de Lisboa, mais uma casa e adega na mesma cidade, perto da Igreja de São Nicolau, e mais tarde o coutamento das quintas de Sacarabotão, no campo de Salvaterra de Magos, e ainda de Pedra Alçada, em Monsaraz, proveniente de sua mulher.
Dados genealógicos Filho provável de mestre João Lourenço Fogaça, cónego de Lisboa, reitor da igreja de Santa Maria Madalena de Lisboa e físico de D. Maria, filha de D. Afonso IV de Portugal e rainha de Leão e Castela.
Casou com: 1.a vez, entre 1376 e 1381, com Maria Vasques.
2.º vez com Leonor Rodrigues Pereira ou Góis ( - 1448), filha de Álvaro Vasques da Pedra Alçada e de D. Violante Soares de Albergaria.A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 27 Neta paterna de Vasco Rodrigues de Nevhoo e de sua mulher Maria Vasques, por via de quem obteve a famosa quinta da Pedra Alçada.A oligarquia camarária de Lisboa (1325-1433), Anexo 1 – Corpo prosopográfico, de MSS Farelo, 2009, pág. 556
Tiveram: Pedro Fogaça ( - Abril de 1416), juiz do cível (1405-1406), senhor de Odemira como seu pai.A oligarquia camarária de Lisboa (1325-1433), Anexo 1 – Corpo prosopográfico, de MSS Farelo, 2009, pág. 622 Sem geração.A oligarquia camarária de Lisboa (1325-1433), Anexo 1 – Corpo prosopográfico, de MSS Farelo, 2009, pág. 557 Fernão Fogaça, senhor de Odemira depois de seu irmão ter morrido. Cónego prebendado de Lisboa que foi feito cavaleiro na tomada de Ceuta, escudeiro e morador na Casa do rei, a sua ligação primordial foi, no entanto, com o infante D. Duarte, de quem foi criado e vedor de sua Casa. Serão estas porventura as premissas que justificarão mais tarde a sua ascensão, no reinado eduardino, à chancelaria-mor e ao Conselho régio do monarca. Terá casado com Leonor Dias Pais. Álvaro Anes Fogaça, sucedeu ao senhorio de Odemira a seu irmão Fernão. Foi chanceler-mor de D. João I como seu pai. Sem descendênciaa.A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 28 João Fogaça, escudeiro da Casa Real e fidalgo da Casa do infante D. João, que participou na Conquista de Ceuta e sendo o primeiro a saltar para terra nesse combate com os marroquinos.A Quinta da Torre dos Condes dos Arcos, por Conde dos Arcos, Centro de Arqueologia de Almada, 2021, pág. 28 e 29
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