Kim Wall (Trelleborg, 23 de março de 1987 – 10 de agosto de 2017) foi uma jornalista independente sueca. A sua morte ocorreu a bordo do mini-submarino particular UC3 Nautilus, propriedade do inventor dinamarquês Peter Madsen.
Kim Wall nasceu na proximidade da cidade de Trelleborg, na província histórica sueca da Escânia. Passou a sua infância e juventude na cidade de Malmö. Estudou “Paz e conflito” na Universidade de Lund (2007-2008). Estudou “Relações internacionais” e graduou-se na London School of Economics and Political Science (2011). Depois de uma passagem pela Universidade da Sorbonne de Paris, formou-se em “Jornalismo” e em “Assuntos Internacionais” pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Como jornalista, escreveu artigos publicados nos jornais The Guardian, New York Times e TIME. Trabalhou em sítios considerados perigosos, e dedicou-se a temas como o feminismo, a pobreza e a política externa. Fez reportagens a partir do Haiti, do Uganda, de Sri Lanka e das Ilhas Marshall. Em 2016, recebeu o Prémio Hansel Mieth para a “Melhor reportagem digital”.
Assassinato
Wall foi dada como desaparecida depois que o Nautilus não retornou ao porto de Refshaleøen, em Copenhague . O submarino foi encontrado afundado na manhã seguinte e Madsen foi preso após ser resgatado da água. Entre 21 de agosto e 29 de novembro, partes do corpo desmembrado de Wall foram encontradas em diferentes locais da região. Condenado por seu assassinato, Madsen foi sentenciado à prisão perpétua em 25 de abril de 2018 pelo Tribunal da Cidade de Copenhague após um julgamento amplamente divulgado.
Em 20 de outubro de 2020, Madsen fugiu brevemente da prisão ao ameaçar um funcionário, mas foi cercado e detido pela polícia a 500 metros da penitenciária e levado sob custódia novamente. Em 2020, Tobias Lindholm criou uma dramatização para a televisão do caso .
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