Massacre do Goyases ou Massacre do Colégio Goyases foi um massacre escolar ocorrido no final da manhã do dia 20 de outubro de 2017, uma sexta-feira, no Colégio Goyases, em Goiânia, Goiás.Aluno atira em colegas dentro de escola em Goiânia, mata dois e fere quatro O autor foi um aluno de quatorze anos, que cursava o oitavo ano do ensino fundamental. O motivo, segundo seu depoimento depois do crime, teria sido bullying, que vinha sofrendo por um de seus colegas.

O massacre do Colégio Goyases é o ataque escolar mais mortífero do estado de Goiás. Ataque Por volta das 11h50, o intervalo entre a aula de ciências e gramática teria acabado e os alunos estavam na sala do oitavo ano, localizada no terceiro e último andar do Colégio Goyases. A arma do atirador teria disparado acidentalmente de mochila, sem feri-lo, antes que o atirador tirasse a arma de dentro da mochila.

Estudantes que estavam na sala relataram que acharam que era balão estourando, antes de perceberem o estudante armado e começarem a fugir da sala. O atirador sacou a arma de fogo e atirou contra o teto, antes de começar a atirar diversas vezes contra os estudantes da sala. A primeira vítima foi João Pedro Calembo, 13, que foi baleado na cabeça e morreu no local; ele era o alvo do ataque. Outros cinco estudantes foram atingidos pelos tiros, incluindo João Vitor Gomes, 13, que foi baleado na cabeça e também morreu no ataque.

Durante o ataque, uma coordenadora, Simone Maulaz Elteto, que ouviu os tiros, se dirigiu à sala de aula, percebendo a situação, tirou uma das alunas feridas da sala para impedir que ela fosse atingida novamente. Ao se aproximar do atirador, Maulaz colocou a mão no ombro do atirador e conseguiu confortá-lo e acalmá-lo. Maulaz imediatamente levou o atirador para a biblioteca, onde conseguiu fazê-lo travar a arma. Além de Maulaz conseguir acalmá-lo, ele ainda apontou a arma na própria cabeça, mas foi impedido pela coordenadora.

No ataque, 11 tiros foram disparados pelo atirador que quase conseguiu utilizar toda a munição para atingir os colegas.

Autor O suspeito do ataque é um estudante de 14 anos do Colégio Goyases. Ele usava uma conta do Skype com o nome "Adolf", o nome do ditador da Alemanha Nazista, Adolf Hitler. O estudante tentava convencer os amigos de que o nazismo havia sido uma positividade para a humanidade. O estudante era considerado um bom aluno entre pais e professores da instituição, gostava de ler e tirava ótimas notas.

O pai de um estudante que é amigo do atirador relatou que o suspeito trouxe quadrinhos com diversas suásticas feitas pelo atirador. O suspeito havia planejado o atentado por dois meses e havia sido inspirado por outros massacres escolares, como o de Columbine, perpetrado pelos atiradores Eric Harris e Dylan Klebold, e o de Realengo, perpetrado pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira. Colegas afirmaram que o estudante sofria bullying por parte dos colegas, incluindo uma das vítimas mortas, que praticava o ato. O suspeito era chamado de "fedorento" e já havia feito ameaças contra seus colegas e lia livros satânicos. Após o ataque, a advogada relatou que o estudante estava arrependido e abalado, assim como os pais.

Uma colega do atirador disse à imprensa que ele reagia de forma agressiva a brincadeiras. Outra estudante relatou que foi ameaçada pelo atirador após não conseguir responder uma questão de história e teve sua mãe ameaçada de morte.

Vítimas Mortos Dois estudantes, meninos de 13 anos, sendo que um deles era amigo do atirador, morreram no ataque. Ambos foram baleados na cabeça pelo atirador.

João Pedro Calembo, 13:

Calembo foi a primeira vítima baleada pelo atirador. Ele estava sentado atrás do atirador e foi atingido na cabeça. De acordo com o atirador e colegas de Calembo, ele era um desafeto do atirador e o havia chamado de "fedorento". Mas o pai da vítima negou isso. Ele era o alvo do ataque e foi velado no Parque Memorial, o sepultamento foi agendado às 10h.

João Vitor Gomes, 13:

Gomes foi a segunda vítima morta pelo atirador. Ele era amigo do atirador. O enterro foi previsto às 11h.

Feridos Quatro estudantes ficaram feridos, entre eles, um menino de 13 anos e três meninas de 13 e 14 anos de idade. Uma das meninas ficou em estado grave e acabou ficando paraplégica durante o ataque. Todos foram socorridos e levados aos hospitais, onde conseguiram sobreviver. Entre os feridos estão, em ordem cronológica em que os adolescentes receberam alta:

Hyago Marques Barbosa, 13:

Marques foi o único menino ferido entre as quatro vítimas feridas. Marques foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde foi baleado nas costas durante o ataque. A bala que acertou Marques ficou alojada na vértebra. Marques foi o primeiro a receber alta entre as quatro vítimas feridas e recebeu alta no dia 22, por volta das 8h, dois dias após o ataque.

Lara Fleury Borges, 14:

Fleury recebeu alta no dia 24 do Hospital dos Acidentados e precisou passar por tratamento durante cerca de 1 ano, o tiro tinha atingido Fleury e atravessado o punho. Fleury passou por uma cirurgia no dia 9 de novembro, quando teve que retirar o pino entre a mão e o antebraço, quando deu entrada no hospital, no dia do atentado.

Marcela Rocha Macedo, 13:

Macedo ficou internada por 14 dias no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), antes de receber alta no dia 3 de novembro. Macedo foi atingida nas costas e o tiro atravessou o pulmão e fraturou três costelas, antes de a bala se alojar em um dos seios de Macedo. Ela passou por duas cirurgias, enquanto permaneceu no hospital.

Isadora de Morais, 13:

Em 9 de novembro, Morais recebeu alta do Hospital de Urgência Médica de Goiânia (Hugo). Morais foi atingida por três tiros durante o ataque, na nuca, coluna e costas, um dos tiros atingiu a 10ª vértebra da coluna vertebral, causando a paralisia de suas pernas e deixando-a com sequelas pelo resto da sua vida. Morais foi a única vítima ferida do ataque a ficar em estado grave e necessitar de atendimento imediato.

Reações O presidente brasileiro da época, Michel Temer (PMDB), comentou em sua rede social no Twitter: "Como todo brasileiro, estou consternado com a tragédia na escola de Goiânia." Minha solidariedade às famílias. Força!".

O prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB-GO), também se manifestou e comentou sobre o atentado e declarou "profunda tristeza", além de consolar as famílias das vítimas em suas redes sociais. Rezende afirmou ainda que toda a equipe da administração municipal está concentrada na assistência aos feridos e seus parentes.

Dois dias após o tiroteio, o Colégio Goyases emitiu uma nota de pesar por causa do ataque: "o luto das famílias de João Pedro e João Vitor é nosso, assim como de toda a sociedade e de todo o país".

Consequências O caso teve repercussão internacional. O Governo de Goiás decretou luto oficial por três dias. O Ministério Público do Estado de Goiás recomendou na tarde do sábado, 21 de outubro, a internação provisória por 45 dias do autor dos disparos, e horas depois, a juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello acatou o pedido. No dia 28 de novembro a Justiça condenou o jovem a três anos de internação, pena máxima prevista pelo ECA. O colégio foi fechado em decorrência do atentado e ficou sem aulas por 10 dias. Muitas pessoas fizeram uma vigília na frente do colégio, orando e trazendo velas para frente da instituição. A sala de aula, onde ocorreu o ataque, foi transformada em uma sala de artes para lazer.

Em maio de 2020, após mais de dois anos de internação, ele foi liberado.

Ver também Violência escolar no Brasil Lista de ataques e invasões escolares no Brasil Massacre de Columbine - O atirador se inspirou nesse ataque Massacre de Realengo - O atirador também se inspirou nesse ataque

Ligações externas Coordenadora conta como conteve atirador: 'segurei o pulso e apontei a arma para sala sem alunos', UOL Coordenadora de escola em Goiânia relata momentos de tensão e pavor, Fantástico

Categoria:História de Goiânia Categoria:Ataques e invasões escolares no Brasil Categoria:Assassinatos de crianças no Brasil Categoria:2017 em Goiás Goyases Categoria:Mortes por armas de fogo no Brasil Categoria:Assassinatos no Brasil em 2017 Categoria:Casos de estudantes assassinados no Brasil Categoria:Tiroteios em massa no Brasil Categoria:Crimes cometidos por menores de idade no Brasil