ARA San Juan foi um submarino tipo TR-1700 que serviu à Armada Argentina, de 1985 até 2017.
Em 15 de novembro de 2017, o submarino e sua tripulação de 44 membros fez o último contato, durante o trajeto entre Ushuaia e Mar del Plata, desaparecendo em seguida. Depois de um ano, em 17 de novembro de 2018, os destroços foram localizados a 907 metros de profundidade, a aproximadamente 500 quilômetros da costa de Comodoro Rivadavia.
Características Sua propulsão era do tipo convencional diesel-elétrica, com quatro motores a diesel MTU de dezesseis cilindros em "V" e kW de potência. Os motores acionavam quatro geradores elétricos de A, que por sua vez carregavam 960 elementos de baterias chumbo-ácido, que forneciam a energia para o motor elétrico de propulsão de kW. Sua construção era do tipo snorkel com mastro de içamento, que permitia aspirar o ar da superfície para operar os motores diesel enquanto submerso. Ao operar com snorkel, atingia a velocidade de e sem ele chegava a .Reparación de Media Vida del ARA San Juan Foi projetado para ataques contra forças de superfície, submarinos, tráfego mercante, operações com minas e capacidade para alcançar uma profundidade de até 260 metros.Podem restar 12 horas de oxigênio Revista Veja - acessado em 22 de novembro de 2017
Sua construção foi iniciada em 1983, na Alemanha Ocidental, sendo incorporado à Marinha da Argentina dois anos depois. Entre 2007 e 2014, passou por uma grande reforma a fim de aumentar sua vida útil em trinta anos.
Desaparecimento thumb|esquerda|Rota do submarino e local do último contato Em 15 de novembro de 2017 desapareceu quando fazia o trajeto entre Ushuaia e Mar del Plata, com 44 marinheiros a bordo. O último contato ocorreu quando se encontrava ao sul do mar Argentino, a 432 quilômetros da costa da Patagônia.Submarino argentino com 44 tripulantes está desaparecido no Atlântico Sul EBC - Agência BrasilArgentina segue buscas a submarino que desapareceu com 44 tripulantes a bordo G1/Globo.com Antes de desaparecer, a tripulação informou que uma entrada de água pelo sistema de ventilação havia provocado um princípio de incêndio na casa de baterias. Uma força-tarefa composta por aviões e embarcações dos Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e outros países foi estabelecida para tentar localizar o submarino e resgatar seus ocupantes. A participação brasileira consistiu num avião de patrulha P-3 Orion, a fragata Rademaker e o quebra-gelo Almirante Maximiano.
Em 23 de novembro, depois de analisar dados coletados por estações hidroacústicas da Organização do Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares (CTBTO), a marinha argentina confirmou que provavelmente teria havido uma explosão a bordo. Essas estações captaram no mesmo dia do desaparecimento um som definido como "uma anomalia hidroacústica incomum, curta e violenta", semelhante a uma explosão, a cerca de ao norte do local do último contato. A energia liberada pela suposta explosão foi calculada em cerca de 5,7 toneladas de TNT. O submergível tinha a capacidade de permanecer sete dias submerso, e esse período já havia sido ultrapassado.
Buscas Nenhum vestígio do submarino foi localizado e já não havia expectativas de que algum tripulante tivesse sobrevivido ao naufrágio. Suspeitava-se que destroços poderiam estar a uma profundidade aproximada de e que tivesse sofrido uma explosão por acúmulo de hidrogênio. As autoridades da Argentina negaram qualquer indício de que a embarcação sofrera algum ataque.
Em 30 de novembro, a marinha argentina afirmou formalmente que havia desistido das buscas com a tripulação viva. As operações navais passaram a ser apenas para encontrar a embarcação e não seria mais tratada como uma "missão de resgate".
Em 5 de dezembro, o governo argentino confirmou oficialmente a morte de todos os tripulantes do submarino.
Tripulantes A lista dos 44 tripulantes não foi divulgada oficialmente pela Armada argentina. A relação seguinte foi publicada pela agência de notícias argentina Télam.noticias.uol.com.br/ Quem são os tripulantes do submarino argentino?g1.globo.com/ Veja quem são os tripulantes do submarino argentino desaparecido ARA San Juan
Pedro Martín Fernández - Capitão de fragata, e o comandante do submarino. Jorge Ignacio Bergallo - Capitão de corveta Fernando Vicente Villarreal - Tenente de navio Fernando Ariel Mendoza - Tenente de navio Diego Manuel Wagner - Tenente de navio Eliana María Krawczyk - Tenente de navio. Foi a primeira mulher tripulante de um submarino sul-americanohttps://www.infobae.com/parati/news/2017/11/28/la-increible-historia-de-eliana-maria-krawczyk-no-me-asustan-los-submarinos/ Víctor Andrés Maroli - Tenente de navio Adrián Zunda Meoqui - Tenente de fragata Renzo David Martín Silva - Tenente de fragata Jorge Luis Mealla - Tenente de corveta Alejandro Damián Tagliapietra - Tenente de corveta Javier Alejandro Gallardo - Suboficial principal Alberto Cipriano Sánchez - Suboficial primeiro Walter Germán Real - Suboficial primeiro Hernán Ramón Rodríguez - Suboficial primeiro. Chefe de máquinas do submarino. Víctor Hugo Coronel - Suboficial primeiro. Era o enfermeiro do submarino. Cayetano Hipólito Vargas - Suboficial segundo Roberto Daniel Medina - Suboficial segundo Celso Oscar Vallejos - Suboficial segundo Hugo Arnaldo Herrera - Suboficial segundo Víctor Marcelo Enríquez - Suboficial segundo Ricardo Gabriel Alfaro Rodríguez - Suboficial segundo Daniel Adrián Fernández - Suboficial segundo Luis Marcelo Leiva - Suboficial segundo Jorge Ariel Monzón - Cabo principal Jorge Eduardo Valdez - Cabo principal
thumb|direita|200px|Eliana Krawczyk tripulante do Ara San Juan. Cristian David Ibañez - Cabo principal. Fazia parte da equipe de radaristas do submarino Franco Javier Espinoza - Cabo principal Jorge Isabelino Ortiz - Cabo principal Hugo Dante César Aramayo - Cabo principal Luis Esteban García - Cabo principal Fernando Gabriel Santilli - Cabo principal Alberto Ramiro Arjona - Cabo principal Enrique Damián Castillo - Cabo principal Luis Carlos Nolasco - Cabo principal David Alonso Melián - Cabo principal Germán Oscar Suárez - Cabo principal e sonarista Daniel Alejandro Polo - Cabo principal Leandro Fabián Cisneros - Cabo principal Luis Alberto Niz - Cabo principal Federico Alejandro Alcaraz Coria - Cabo principal Mario Armando Toconas - Primeiro-cabo Sergio Antonio Cuellar - Primeiro-cabo San Luis Aníbal Tola - Cabo segundo
Localização e investigações O Ara San Juan foi encontrado no dia 17 de novembro de 2018, um ano após seu desaparecimento, a cerca de 500 quilômetros de Comodoro Rivadavia, província de Chubut, na Patagônia argentina. A localização ocorreu depois da investigação de um ponto de interesse, relatada no dia anterior pela empresa norte-americana de buscas marítimas Ocean Infinity, utilizando um ROV a 907 metros de profundidade. Os destroços estavam a 41 quilômetros do ponto onde havia sido captado o som de uma explosão, no mesmo dia do desaparecimento. A Ocean Infinity havia sido contratada pelo governo argentino em setembro para a realização de buscas, por um prazo de dois meses. Com o término do contrato, a empresa estava prestes a encerrar os trabalhos, quando identificou o ponto de interesse.
Devido à profundidade, a recuperação dos destroços foi classificada pela autoridade responsável pela investigação como incerta e extremamente arriscada, tanto para os profissionais envolvidos na missão, quanto pela integridade das provas. No entanto, a decisão final ainda dependeria de perícias. O governo argentino alegou não dispor da tecnologia necessária para realizar o procedimento, no entanto, um familiar que acompanhou as operações de busca informou que a empresa Ocean Infinity disse que seria possível o resgate, mas que dependeria de uma nova contratação de buscas pelo governo argentino. No mesmo dia em que o submarino foi encontrado, a Marinha argentina informou que o submergível havia sofrido uma implosão, ou seja, uma forte descompressão, já estando no fundo do mar, com destroços espalhados por uma área de 100 por 80 metros, a 907 metros de profundidade. Antes disso, sustentava-se a hipótese de que havia ocorrido uma explosão a bordo. Independente do que tenha ocorrido com a embarcação, foi consenso geral que todos os 44 tripulantes morreram instantaneamente. O limite operacional de profundidade do San Juan era de cerca de 300 metros.
Ver também Forças Armadas da Argentina Lista de incidentes com submarinos no século XXI
Bibliografia Amendolara Bourdette, Ignacio (2005). Guia de los buques de la Armada Argentina 2005–2006 . Buenos Aires. ISBN 9874394005. Burzaco, Ricardo (1999). Submarinos de la Armada Argentina 1933–2000. Buenos Aires: Eugenio B. ISBN 978-9879676417.
Ligações externas
Categoria:Navios de 1984 Categoria:Submarinos da Armada Argentina Categoria:Navios construídos em Emden Categoria:Acidentes marítimos de 2017 Categoria:Acidentes de submarinos