thumb|upright=1.4|O espectro de frequência de um sinal de rádio típico de um transmissor de rádio AM ou FM. O eixo horizontal representa a frequência; o eixo vertical representa a amplitude ou a potência do sinal. Ele consiste em um sinal (C) na frequência da onda portadora fC, com a modulação contida em bandas estreitas de frequência chamadas bandas laterais (SB) logo acima e abaixo da portadora. Toda a faixa do sinal constitui a largura de banda (BW).

Em telecomunicações, uma onda portadora, sinal portador, ou simplesmente portadora, é uma forma de onda periódica (geralmente senoidal) que transporta informação por meio de um processo chamado modulação. Uma ou mais propriedades da onda, tais como a amplitude ou a frequência, são modificadas por um sinal que contém a informação, denominado sinal de mensagem ou sinal de modulação. A frequência portadora é usualmente muito mais alta do que a frequência do sinal de mensagem porque normalmente torna-se inviável transmitir sinais com frequências baixas, devido ao fato de o comprimento de onda resultante ser maior do que o tamanho físico da antena.

O propósito da portadora é, geralmente, transmitir a informação através do espaço como uma onda eletromagnética (como na comunicação via rádio) ou permitir que várias portadoras em frequências distintas compartilhem um meio de transmissão físico comum por meio de Multiplexação por divisão de frequência (como em um sistema de televisão a cabo).

O termo teve origem na comunicação via rádio, onde a onda portadora cria as ondas que transportam a informação (modulação) pelo ar a partir do transmissor até o receptor. O termo também é utilizado para designar uma emissão não modulada na ausência de qualquer sinal de modulação.Federal Standard 1037C e MIL-STD-188

Na produção musical, os sinais portadores podem ser controlados por um sinal modulador para alterar as propriedades sonoras de uma gravação de áudio, adicionando uma sensação de profundidade e movimento ao som.

Visão geral O termo onda portadora originou-se com o rádio. Em um sistema de comunicação via rádio, como na radiodifusão ou na transmissão de televisão, a informação é transmitida através do espaço por meio de ondas de rádio. Na ponta de envio, a informação, sob a forma de um sinal de modulação, é aplicada a um dispositivo eletrônico chamado Transmissor. No transmitter, um oscilador eletrônico gera uma corrente alternada senoidal de radiofrequência; esta constitui a onda portadora. O sinal de informação é utilizado para modular a onda portadora, alterando alguns aspectos da portadora para imprimir a informação na onda. A corrente alternada é amplificada e aplicada à antena do transmissor, irradiando ondas de rádio que transportam a informação até a localização do receptor. No receptor, as ondas de rádio atingem a antena receptora, induzindo nela uma minúscula corrente oscilante que é aplicada ao aparelho. No receptor, o sinal de modulação é extraído da onda portadora modulada, um processo denominado Demodulação.

A maioria dos sistemas de rádio no século XX utilizava a Modulação em frequência (FM) ou a Modulação em amplitude (AM) para adicionar informação à portadora. O espectro de frequência de um sinal modulado em AM ou FM de um transmissor de rádio é mostrado na imagem acima. Ele consiste em um componente forte (C) na frequência portadora com a modulação contida em bandas laterais estreitas (SB) acima e abaixo da frequência portadora. A frequência de uma estação de rádio ou de televisão é considerada a frequência da portadora. No entanto, a portadora em si não é útil para transmitir a informação, de modo que a energia gasta no componente da portadora é um desperdício de potência do transmissor. Por conseguinte, em muitos métodos modernos de modulação, a portadora não é transmitida. Por exemplo, na Modulação em banda lateral única (SSB), a portadora é suprimida (e, em algumas formas de SSB, eliminada). A portadora deve ser reintroduzida no receptor por meio de um Oscilador de frequência de batimento (BFO).

As portadoras também são amplamente utilizadas para transmitir múltiplos canais de informação através de um único cabo ou outro meio de comunicação utilizando a técnica de Multiplexação por divisão de frequência (FDM). Os primeiros sistemas de telefonia por portadora aumentavam a capacidade comunicando-se por meio de múltiplas portadoras. Por exemplo, em um sistema de televisão a cabo, centenas de canais de televisão são distribuídos aos consumidores através de um único Cabo coaxial, modulando cada canal de televisão em uma onda portadora de frequência diferente e enviando todas as portadoras pelo cabo. No receptor, os canais individuais podem ser separados por filtros passa-faixa utilizando circuitos sintonizados para que o canal de televisão desejado possa ser exibido. Uma técnica semelhante chamada Multiplexação por divisão de comprimento de onda é utilizada para transmitir múltiplos canais de dados através de uma Fibra óptica, modulando-os em portadoras de luz separadas, ou seja, feixes de luz de diferentes comprimentos de onda.

Sistemas de modulação sem portadora A informação em um sinal de rádio modulado está contida nas bandas laterais, enquanto a potência no componente da frequência portadora não transmite informação por si mesma. Desse modo, as formas mais recentes de comunicação via rádio (tais como o espectro de difusão e a Banda ultralarga), bem como o sistema OFDM — que é amplamente utilizado em redes Wi-Fi, televisão digital e radiodifusão digital de áudio (DAB) —, não utilizam uma onda portadora senoidal convencional.

Vazamento de portadora O vazamento de portadora (carrier leakage) é uma interferência causada por diafonia (crosstalk) ou por um desvio de corrente contínua (DC offset). Ele se apresenta sob a forma de uma onda senoidal não modulada dentro da largura de banda do sinal, e sua amplitude é independente da amplitude do sinal propriamente dito. Veja misturadores de frequências.

Ver também

Onda de rádio Rádiofrequência

Ligações externas

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