Caio Calpúrnio Pisão Crasso Frúgio Liciniano (; ) foi um senador romano nomeado cônsul sufecto para o nundínio de 13 de janeiro a abril de 87 com Lúcio Volúsio Saturnino = , Sora (Itália); = , Roma (Itália); = = , Potenza (Itália)Paul Gallivan, "The Fasti for A. D. 70-96", Classical Quarterly, 31 (1981), pp.. É conhecido por ser um suspeito de tramar contra a vida do imperador Nerva. Por conta disto, passou o resto de sua vida exilado de Roma em vários locais. Libão Rupílio Frúgio, cônsul sufecto em 88, era seu irmãoVasily Rudich, Political Dissidence Under Nero: The Price of Dissimulation, RoutledgeBrian W. Jones, The Emperor Domitian, pp. 165-6. Routledge.
Família Crasso Frúgio veio de uma antiga família consular republicana e era filho de Marco Licínio Crasso Frúgio, cônsul em 64, e descendente do triúnviro Marco Licínio Crasso. Por meio de uma adoção, tornou-se membro da gente Calpúrnia. Por esta razão, John D. Grainger atribui a Crasso Frúgio uma forte antipatia em relação ao imperador Nerva, cujos ancestrais não eram tão ilustres quanto os seus e afirma que foi por isto que ele tramou contra NervaJohn D. Grainger, Nerva and the Roman Succession Crisis of AD 96-99 (London: Routledge, 2004), pp. 68f.
Grainger também descreve Crasso como uma pessoa pouco inteligente e sua tentativa de subornar a Guarda Pretoriana foi rapidamente detectadaGrainger, Nerva, p. 69. Segundo Dião Cássio, Nerva convidou Crasso Frúgio e seus co-conspiradores a se sentarem ao lado dele num espetáculo (Grainger sugere que teria sido durante os Jogos Plebeus em novembro de 96)Grainger, Nerva, p. 70 e, à vista de todos, entregou-lhes espadas "para que as inspecionassem e verificassem se estavam afiadas (como era praxe), mas na realidade para mostrar-lhes que ele não se importava se morresse ali naquele momento"Dião Cássio, História Romana 68.3.2. Na prática, Nerva os desafiou a matá-lo ali mesmo. Crasso, percebendo a futilidade de seus atos, recuou. Apesar dos protestos pedindo punições mais severas pelo Senado, Nerva exilou Crasso e sua esposa para Tarento.
Depois da morte de Nerva e da ascensão de Trajano, os dois foram reconvocados do exílio, mas novamente se envolveram em conspirações e acabaram exilados novamente, desta vez para uma ilha na costa da Itália. Crasso ainda vivia lá quando Trajano morreu, em 118, e foi lá que acabou sendo assassinado logo nos primeiros meses do reinado de AdrianoDião Cássio, História Romana 68.16.2. A História Augusta relata que Crasso foi assassinado pelo procurador da ilha acusado de conspirar contra Adriano, que não queria que ele fosse mortoHistória Augusta, Vida de Adriano 5.6.
Ver também
Categoria:Calpurnii Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Nascidos no século I Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Romanos antigos assassinados Categoria:Romanos antigos do século II Categoria:Exilados da Roma Antiga Frugi Licinianus, Gaius Calpurnius Piso Crassus