Jeferson Luiz Guerreiro Rochembach (Soledade-RS, Brasil, 27 de dezembro de 1968), ou simplesmente Jeferson, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Teve carreira destacada no futebol brasileiro durante a década de 1990. Alcançou projeção nacional no Fluminense, onde foi titular em 1992 e participou da primeira final de Copa do Brasil da história do clube, ficando com o vice-campeonato. Em 1993, transferiu-se para o Sport Club do Recife, clube no qual viveu o auge da carreira. Foi titular absoluto do time principal do ano de 1993 até o início do ano de 1996, no qual integrou uma das equipes mais marcantes da história do Sport Club do Recife. Em 1994, conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano, com atuações decisivas nas fases finais. Passou ainda por Náutico, Criciúma, Ponte Preta e Santa Cruz. No Criciúma, disputou o Campeonato Brasileiro de 1997. Encerrou a carreira profissional oficialmente em 2001. Sua passagem pelo Sport permanece como a mais lembrada de sua trajetória, consolidando-o como ídolo do clube.

Fluminense (1989-1992) miniaturadaimagem|Fluminense Football Club em partida contra o São Paulo Futebol Clube pelo Campeonato Brasileiro de 1992. O goleiro Jeferson aparece no canto esquerdo superior da imagem.Jeferson iniciou sua carreira profissional em 1989, sendo opção no banco de reservas entre 1989 e 1991 no Fluminense Football Club, com o goleiro titular sendo o seu colega de profissão Ricardo Pinto.

Em 1992, enfim, conseguiu obter a titularidade logo no início da temporada, realizando uma temporada regular pelo Fluminense Football Club, atuando de forma contínua ao longo do ano. Foi o goleiro da equipe que alcançou a primeira final de Copa do Brasil da história do clube, terminando com o vice-campeonato após uma decisão marcada por controvérsias no Estádio Beira-Rio. No mesmo ano, participou como titular das campanhas do Campeonato Brasileiro, da Copa Conmebol e do Campeonato Carioca. O elenco contava com jogadores de destaque, como os atacantes Ézio e Bobô.

A temporada ficou marcada pelo vice-campeonato na Copa do Brasil, em uma final decidida de maneira controversa. O Fluminense esteve muito próximo de conquistar o título inédito até os 43 minutos do segundo tempo da partida decisiva, quando o árbitro José Luís Aparecido de Oliveira assinalou um pênalti amplamente contestado a favor do Internacional. A cobrança foi convertida pelo zagueiro Célio Silva, resultado que assegurou o título ao clube gaúcho e relegou o Fluminense ao vice-campeonato.

Ao término da temporada de 1992, houve mudança no comando técnico do Fluminense, com a saída de Sérgio Cosme e a contratação de Edinho, ex-jogador do clube, então em início de carreira como treinador. Até então, Jeferson era o goleiro titular absoluto da equipe, vindo de uma sólida temporada.

No início de 1993, após o retorno do período de férias, o goleiro foi comunicado pela nova comissão técnica de que não seria aproveitado no elenco principal e que seria emprestado a outro clube. A decisão ocorreu de forma imediata, encerrando sua passagem pelo Fluminense e levando-o a buscar nova equipe para dar continuidade à carreira profissional.

Jeferson encerrou sua passagem pelo Fluminense Football Club com participação em 83 jogos, dentre os quais, 37 jogos sem sofrer gols, grande parte destes jogos ocorreu na temporada de 1992.

São José (1993) Após sua saída do Fluminense, o goleiro teve uma breve passagem pelo São José-SP, onde atuou em aproximadamente 20 partidas. Suas boas atuações chamaram a atenção do Sport Club do Recife, que passou a acompanhar seu desempenho e manifestou interesse em sua contratação.

Sport Club do Recife (1993-1996) No Sport Clube do Recife, chegou já com status de titular. Inserido em um elenco majoritariamente jovem, passou a exercer papel de referência técnica e liderança dentro do grupo, especialmente pela experiência acumulada na carreira.

Naquele período, o Sport contava com uma geração em formação, que viria a revelar jogadores como Bosco, Juninho Pernambucano, Sandro, Chiquinho, Leonardo, entre outros atletas que posteriormente tiveram projeção no futebol brasileiro e mundial.

Em 1993, o Sport Club do Recife realizou uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro, reflexo de um elenco ainda em processo de formação. A equipe obteve 4 vitórias, 3 empates e 7 derrotas ao longo da competição. No Campeonato Pernambucano, o clube não chegou à decisão, cuja final foi disputada entre Santa Cruz e Náutico, encerrando a temporada abaixo das expectativas de parte da torcida. O desempenho, no entanto, foi interpretado como parte do processo de maturação de um grupo jovem, que serviria de base para uma equipe mais competitiva nos anos seguintes, que tinha no goleiro Jeferson a sua liderança.

Em 1994, o Sport apresentou uma equipe mais consolidada e protagonizou partidas de destaque ao longo da temporada. Entre as partidas mais expressivas na campanha do Campeonato Brasileiro daquele ano, figuram a vitória por 3 a 0 sobre o Corinthians, no Estádio do Pacaembu, o triunfo por 5 a 2 diante do Botafogo, no Estádio Caio Martins, em Niterói/RJ, e a vitória por 5 a 2 sobre o São Paulo, então campeão mundial, no estádio da Ilha do Retiro. A equipe paulista contava com jogadores como Zetti, Cafu, Júnior Baiano, Palhinha, Euller e Toninho Cerezo. Naquela partida, destacaram-se as atuações de Jeferson, Leonardo, Fábio e Juninho, em uma partida histórica que até hoje é lembrada pelos torcedores mais fanáticos.(..)Aquele jogo tem um espaço de peso nas memórias da Ilha do Retiro. Válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, o Sport foi brilhante, sendo comandado por crias da base como o zagueiro Adriano Teixeira, os meias Juninho Pernambucano e Chiquinho, e o atacante Leonardo.

O Leão também tinha entre os titulares daquela partida jogadores que marcaram época, como o goleiro Jefferson, o zagueiro Gilton, os laterais Givaldo e Dedé, o volante Dario e os atacantes Zinho e Fábio. Comandado por Givanildo Oliveira, o Sport tinha um futebol ofensivo envolvente e que rendeu boa campanha no Brasileiro (caiu na segunda fase), além dos títulos Pernambucano e da Copa do Nordeste daquela temporada.

A vitória também tem contornos especiais pelo fato de o time do São Paulo ter conquistado, no ano anterior, o bicampeonato mundial de clubes. Comandado por Telê Santana, o Tricolor atuou no jogo com Zetti; Cafu, Júnior Baiano, Murilo e André Luís; Alemão, Axel, Doriva e Palhinha; Caio e Euller(...)Apesar das partidas de grande repercussão nacional registradas em 1994, o elenco do Sport Club do Recife ainda era composto majoritariamente por jogadores jovens e em processo de afirmação. Como é característico de equipes em formação, o time apresentou oscilações de desempenho ao longo da temporada. Em razão dessas variações, o Sport encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro na 9ª colocação geral, ficando a apenas um ponto da classificação para a fase de mata-mata, com uma campanha com 8 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Ainda assim, a campanha foi considerada expressiva e histórica, especialmente pelo contexto de renovação e amadurecimento do grupo e as expressivas vitórias contra as principais equipes do Sudeste.

Se no cenário nacional o Sport esteve próximo de figurar entre os primeiros colocados, no âmbito regional nordestino o desempenho foi amplamente dominante. O clube sagrou-se campeão da Copa do Nordeste, eliminando Bahia e América-RN nas fases anteriores e vencendo o CRB na decisão. O goleiro Jeferson teve papel decisivo na conquista, ao defender um pênalti na fase semifinal e outro na final durante a disputa de pênaltis, contribuindo diretamente para o título.ZIRPOLI, Cassio - Diário de Pernambuco, página editada em 7 de abril de 2015 e disponível em 24 de outubro de 2018.

A temporada de 1994 representou o ponto mais alto da trajetória de Jeferson no Sport Club do Recife.

Em 1995, com a saída de jogadores importantes como Leonardo, Sandro e Juninho Pernambucano, o Sport Club do Recife apresentou uma queda significativa de rendimento coletivo. A equipe teve desempenho abaixo do esperado nas principais competições da temporada. No Campeonato Pernambucano, o clube encerrou sua participação na 3ª colocação, vendo o rival Santa Cruz Futebol Clube conquistar o título estadual. Já no Campeonato Brasileiro, o Sport terminou na 17ª posição da classificação geral, sem protagonismo na competição.

Ao longo de toda a temporada de 1995, Jeferson permaneceu como titular da equipe, embora o desempenho geral tenha ficado abaixo do registrado no ano anterior, acompanhando o momento esportivo do clube.

Em 1996, o goleiro iniciou a temporada no Sport, mas, em meio a mudanças internas na estrutura do futebol, foi definida sua saída ainda durante a disputa do Campeonato Pernambucano, encerrando-se, assim, sua passagem pelo clube.

Jeferson foi titular do Sport Club do Recife nas temporadas de 1993, 1994 e 1995, terminando sua passagem com 165 partidas pelo clube e 02 títulos (Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano).

O período em que atuou pelo clube permanece na memória do torcedor que vivenciou a época, especialmente em razão das conquistas regionais e estaduais e do desempenho da equipe em 1994. É lembrado com carinho pela torcida rubro-negra, em razão de seu profissionalismo, regularidade e segurança apresentadas ao longo de sua passagem.

Volta Redonda (1996) Em 1996, teve uma breve passagem pelo Volta Redonda, com participação na disputa do Campeonato Carioca daquele ano. Após se destacar individualmente, retornou ao Recife (PE), desta vez para atuar pelo Clube Náutico Capibaribe, com o qual disputou a Série B do Campeonato Brasileiro.

Náutico (1996) No Clube Náutico Capibaribe, Jeferson foi contratado com a perspectiva de atuar como titular na campanha da Série B do Campeonato Brasileiro daquela temporada.

Naquela edição da Série B do Campeonato Brasileiro, a competição foi disputada em quatro fases. O Náutico avançou pelas três primeiras etapas do torneio.

Na primeira fase, o clube integrou um grupo composto por seis equipes, encerrando a participação na terceira colocação, o que lhe garantiu classificação para a fase seguinte.

Na segunda fase, o Náutico enfrentou a Desportiva Ferroviária em confrontos eliminatórios de ida e volta. No primeiro jogo, disputado nos Aflitos, o time pernambucano venceu por 2–1. Na partida de volta, realizada no Espírito Santo, a Desportiva venceu pelo mesmo placar, levando a decisão para a disputa de pênaltis. O Náutico saiu vitorioso por 5–4, com destaque para o goleiro Jeferson, que defendeu a última e decisiva cobrança.

Na terceira fase, o adversário foi o América Mineiro. No jogo de ida, realizado no Estádio dos Aflitos, o Náutico venceu por 3–0. Na partida de volta, o América venceu por 2–1, resultado insuficiente para reverter a vantagem pernambucana. Mais uma vez, Jeferson teve atuação destacada, evitando um placar mais elástico e contribuindo diretamente para a classificação do Náutico à fase final.

A fase final foi disputada em formato de quadrangular, reunindo Náutico, Londrina, América-RN e União São João. Apenas os dois primeiros colocados garantiriam o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. O Náutico iniciou essa fase de forma irregular, somando duas derrotas e um empate nas três primeiras rodadas, ficando em situação delicada, com apenas um ponto conquistado.

Nas rodadas seguintes, a equipe reagiu. Na quarta rodada, venceu o América-RN por 4–1; na quinta rodada, superou o Londrina por 3–0, chegando à última rodada dependendo exclusivamente de uma vitória fora de casa sobre o União São João para conquistar o acesso.